![]() |
|||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Fontes Dr. Luciano Artioli Moreira, presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (ABCD). Dr. Wladimir Genovesi, cirurgião Buco-Maxilo-Facial do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Dr. Luiz Fernando Lobo Leandro, cirurgião bruxomaxilofacial dos hospitais Paulistano e Santa Paula, em São Paulo. |
|
Saúde Escrito por: Maria Cláudia Aravecchia Klein Caça às...bruxas. Ops, ao Bruxismo
Você acaba de completar trinta e dois anos de idade e ao aparecer na próxima reunião com as amigas, abre aquele sorriso. Tem uma novidade para contar. Não é namorado novo, nem gravidez inesperada. Algumas matam no primeiro olhar. Mesmo com aquele modelo ultra-moderno transparente, a luz rebate e lá está ele, o seu novo aparelho ortodôntico. Uma das causas que tem obrigado o público feminino a aderir ao ornamento é provocada por excesso de ansiedade, preocupações, uma vida cada vez mais competitiva e atribulada, entre outros fatores. "Bruxismo é o nome dado ao hábito involuntário de ranger os dentes. Está frequentemente associado às pessoas ansiosas, que passam por períodos de estresse. Também pode aparecer como conseqüência de problemas nos dentes que resultem em uma oclusão (encaixe dos dentes) inadequada, como restaurações mal realizadas, perda de dentes ou próteses incorretas", explica o doutor Luciano Artioli Moreira, presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (ABCD). Entre os principais sintomas estão dores de cabeça, desconforto na musculatura da face, pescoço e ombros, o barulho do ranger dos dentes durante a noite (relatado pelo companheiro), problemas com a articulação da mandíbula (ATM) e o desgaste dos dentes pelo atrito, que podem, com o tempo, diminuir bastante de tamanho afetando significativamente a capacidade de trituração dos alimentos e a estética. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos, pelo Instituto Nacional de Pesquisa Crâniofacial e Dental constataram que 90% das mulheres entre 30 e 45 anos sofrem de dores craniofaciais. "Muitas acreditam se tratar de dor de cabeça crônica ou enxaqueca, mas, assim que iniciam o tratamento, percebem que sofrem de bruxismo", salienta Dr. Luiz Fernando Lobo Leandro, cirurgião buxomaxilofacial dos hospitais Paulistano e Santa Paula, em São Paulo. O doutor Lobo diz que as mulheres tendem a concentrar na região da cabeça seus problemas. "Na maioria dos casos, as queixas partem das mulheres que enfrentam dupla jornada de trabalho - encarando os desafios da profissão e os de administrar a casa, marido e filhos." "As mulheres, na faixa etária entre 40 e 50 anos são mais susceptíveis ao bruxismo. Este dado se refere a grande maioria , mas não isenta jovens, adultos e crianças", afirma Dr. Wladimir Genovesi, cirurgião Buco-Maxilo-Facial do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Diante da suspeita de estar com o problema, a primeira providência é procurar o cirurgião-dentista para se possa identificar e tratar todos os fatores locais que possam estar causando ou agravando o problema. "Dentre tantas soluções o dentista irá realizar, quando necessário, os ajustes na oclusão, a troca das restaurações ou próteses e a confecção de uma placa ou aparelho para proteger os dentes e diminuir as tensões aplicadas pela musculatura", esclarece Dr. Artioli. "Na área Odontológica institui-se o uso de placa miorelaxante e fisioterapia e encaminha-se o paciente para tratamento psicoterápico", acrescenta Dr. Genovesi. "Além de fazer uso noturno de uma placa, que impede o apertar e o ranger dos dentes durante à noite, quem sofre com o problema deve receber acompanhamento clínico constante", conclui Dr. Lobo. |
|
||||||||
|
|
|||||||||||
|
|
|||||||||||
© Copyright Clube
da Calcinha. Todos os direitos reservados. |
|||||||||||