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Renda

Escrito por: Vivian Nunes Navajas
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Planos

Para adquirir um plano de previdência privada, existem várias opções, porém as mais solicitadas são o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Ambos visam à acumulação de uma renda futura para daqui a 10 anos ou mais. “A diferença é que, no PGBL, é possível deduzir as contribuições efetuadas da base de cálculo do Imposto de Renda até o limite de 12% da renda bruta anual, ou seja, se a pessoa teve uma renda bruta de R$ 10.000 em um ano e contribuiu com R$ 100 por mês, na declaração anual do IR, poderá deduzir R$ 1.200. Esta é a opção ideal para quem faz a declaração completa do imposto. Já o VGBL não pode ser deduzido do imposto de renda na declaração anual e o IR é cobrado sobre os rendimentos. Este plano é indicado para quem faz a declaração simplificada”, explica Junior.

De acordo com Guimarães, “assim como acontece no mercado de previdência de uma forma geral, o plano mais procurado entre os clientes que adquirem um produto Júnior é o VGBL, que representa 77% do total de clientes que obtiveram o produto até abril de 2007”.

Um fator importante e que faz toda a diferença na escolha do plano é o tipo de taxa a ser cobrada. Existe a taxa de carregamento, aquela que a instituição financeira cobra na hora do aporte, seja ele mensal ou esporádico, e a de gestão, cobrada sobre o montante acumulado e que, geralmente, varia de 1% a 3%. Como a última não é cobrada de uma vez só, faz com que o cliente não perceba, no dia-a-dia, o valor gasto. “Pela de carregamento, se você aplicar R$ 100 todo mês e a taxa é de 5%, a instituição fica com R$ 5 para ela e aplica R$ 95 no seu plano. Como estamos falando em longo prazo, se considerarmos a aplicação de R$ 5 durante 20 anos, em uma taxa de 0,7% ao mês, no final, você vai ter deixado para a instituição R$ 3.095,89. Agora, imagine o que acontece com quem aplica R$ 500 por mês? Já na de gestão, se você tem R$ 100.000 no fundo, a instituição que te cobra 3% tirou de você durante o ano R$ 3.000, e a que te cobra 1% tirou R$ 1.000. Mas é bom lembrar que essa taxa também varia de acordo com o investimento: fundos de renda fixa têm taxa de gestão menor dos que os fundos moderados ou agressivos, que têm renda variável”, comenta Junior.

Para iniciar uma previdência privada, o valor varia de acordo com cada seguradora ou banco. No caso da Brasilprev, é possível fazer uma contribuição mensal de R$ 25 no plano VGBL e de R$ 50 no PGBL; no HSBC, a partir de R$ 30; no Unibanco, R$ 40; na Mapfre Seguradora, R$ 50 - com emissão de boleto bimestral (R$ 100); no Bradesco, R$ 70 e, no Itaú, R$ 80.

Além de a previdência ser um fundo acessível, outro fator que estimula o investimento em longo prazo é a queda das taxas de carregamento, que incidem sobre os depósitos aplicados. Algumas seguradoras lançaram planos com taxa de carregamento apenas nos resgates, que podem cair a zero, conforme o prazo em que o dinheiro ficar investido. Isso acontece devido à implementação da tabela regressiva de imposto de renda, que começa com 35% de IR até dois anos, 30% até quatro, 25% até seis, 20% até oito, 15% até 10 e 10% acima de 10 anos. Em longo prazo, é a melhor opção. Já a antiga tabela – progressiva –, aumenta de acordo com o fundo acumulado. A alíquota tem o teto, atualmente, de 27,5% e pode ser ajustada no imposto de renda. Assim, optando pela tributação que decresce de 35% para 10% em 10 anos, o investidor se disciplina muito mais e permanece no plano por mais tempo.

“30% das pessoas que adquiriram um plano Brasilprev Júnior optaram pela tributação regressiva, enquanto este índice nos planos individuais é de 24%. Esse dado aponta que quem investe no futuro dos filhos tem uma consciência efetiva de investimento em longo prazo e é mais fiel, pois resiste ao máximo em efetuar resgates nos planos”, ressalta Guimarães.

Segundo a Fenaprevi, quando se fala em investimento em longo prazo, a previdência privada é a melhor solução, pois, atrelada a ações, por exemplo, em que a lei permite a alocação de até 49% dos recursos, estes terão uma rentabilidade superior a que poderá ser obtida pela poupança ou por um fundo de perfil mais conservador, como a renda fixa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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