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Preparativos

Escrito por: Juliana Dondo
Dicas, críticas ou sugestões!

NO RITMO DA EMOÇÃO

As canções marcam épocas e trazem consigo lembranças de momentos inesquecíveis, pessoas queridas, situações que deixam saudade. Por isso, a trilha sonora do casamento não deve, apenas, contar com as músicas preferidas dos noivos, mas ser eclética, para agradar os convidados e deixar o "grande dia" registrado na memória

de todos

Da tradicional "Ave Maria" aos clássicos "Marcha Triunfal" e "As Quatro Estações", as canções que vão testemunhar a cerimônia devem ser definidas com cuidado, assim como quem irá tocá-las. As opções são o som mecânico, um solista, um coral ou até mesmo uma orquestra. Antes, no entanto, verifique o espaço em que esses profissionais ficarão, uma vez que, se for escolhida uma orquestra e o local não for compatível para o número de músicos, eles ficarão espremidos. Além disso, deve haver harmonia entre o tamanho do lugar da cerimônia e a quantidade de profissionais. Imagine uma orquestra com 12 pessoas em uma capela com capacidade para 100. No mínimo, ficaria estranho e, certamente, a acústica seria prejudicada.

De acordo com Rita Del Chiaro, Maestrina do Coral e Orquestra Del Chiaro, o recomendado é um coral ou uma orquestra especializada em cerimônias de casamento, que ainda darão dicas para o repertório, uma vez que alguns locais proíbem o uso de composições populares e outros não permitem as de língua estrangeira. Geralmente, devem ser escolhidas seis músicas, para as diferentes etapas da celebração:

–       O cortejo do noivo pede uma canção leve e instrumental, que não ofusque a entrada da noiva. “'Clarins de Roma', 'Trumpet Voluntary' ou temas de filme, como 'Breavheart', são boas opções”, ressalta Rita.

–       Na entrada das damas e dos pajens, quando forem crianças, escolha temas instrumentais de filmes infantis, como "A Bela e a Fera", "O Mágico de Oz" ou "Noviça Rebelde". Se forem jovens, opte por canções barrocas.

–       Na entrada da noiva, a peça deverá ser de grande impacto, pomposa e solene, geralmente uma marcha. –       Na bênção das alianças, é aconselhável uma melodia exclusivamente religiosa ou clássica.

–       Nos cumprimentos, pode ser uma música romântica que marcou o relacionamento do casal.

–       Na saída, o ritmo deverá ser alegre e emocionante. “Para esta parte, temos tocado muito 'I Say a Little Pray', 'Oh Happy Day', 'Bitter Sweet Simphony' e 'All You Need is Love', para os casais que querem algo mais animado. Ou, ainda, a belíssima e tradicional 'Nona Sinfonia de Beethoven' com coral e orquestra", revela Rita.  

Na festa

Coral, banda ou DJ? Que profissional escolher para animar a festa de casamento? "A escolha musical depende do tipo de evento, do tamanho do local, sendo que, para ambientes pequenos, de 150 a 200 pessoas, recomenda-se um trio, um conjunto com formação pequena ou DJ. Já para os que comportam 300 pessoas ou mais, pode ser contratada uma banda”, relata Paulo Paschoal, Band Lider da Banda Trilha Sonora.

A opção deve considerar o espaço onde será realizado o evento e o estilo musical dos noivos, não esquecendo de que é preciso agradar a todos os gostos, tanto os jovens, como os mais velhos. Por isso, a escolha do repertório é imprescindível. Se você escolheu um ambiente fechado, para jantares, almoços ou coquetéis, sem pista para dançar, dê preferência a um DJ, um quarteto ou apenas um tecladista que toque melodias românticas nacionais e internacionais, MPB, jazz e blues. Agora, se for uma festa de “arromba” para todos dançarem, vale investir em uma banda e, se preferir, também em um DJ.

Para garantir a descontração e a alegria na comemoração, Paulo Paschoal recomenda cautela na escolha. “Assista a uma demonstração ao vivo para avaliar e tirar todas as dúvidas. Além disso, a banda tem que interagir com os convidados, para isso, podem distribuir brindes como óculos, perucas, chapéus, bandanas, mascáras, pulseiras ou colares”.  

Tudo no papel

Para evitar qualquer tipo de surpresa, é importante pesquisar e selecionar as empresas que transmitem maior confiança, que têm experiência comprovada, músicos que são realmente profissionais, atuantes em orquestras e conjuntos musicais e que têm formação musical sólida. O tempo ideal para a seleção é de, pelo menos, um ano de antecedência, principalmente se o evento for num sábado à noite nos meses de maio, setembro ou dezembro, quando a procura é maior. Para ajudar na decisão, peça referências e converse com casais que utilizaram os serviços dos profissionais. Reunindo essas informações, selecione três ou quatro empresas e vá conhecer o trabalho ao vivo.

Quanto às despesas, na maioria das vezes, os noivos podem parcelar o valor até a semana do evento ou, então, optar por descontos à vista. Marcelo Perez, tecladista e cantor da empresa homônima, enfatiza que, quanto antes for feita a escolha, mais tempo terão os clientes para pagar.

Na hora de firmar o contrato, Rita Del Chiaro alerta os casais para prestarem atenção se ele contém as seguintes especificações: razão social, CNPJ, endereço e telefones, bem como descrição do pacote contratado, dia e horário exato do evento, local (descrição do local de montagem), valor do contrato e taxas adicionais, forma de pagamento, repertório combinado, tempo de duração da prestação do serviço, além de cláusulas adicionais, como atraso ou desistência por qualquer uma das partes, substituição de profissionais e prazos para definição de repertório.

Margareth Calixto, proprietária e cerimonialista da Adonai Eventos, reforça que é preciso, ainda, verificar se os músicos executam mais de um trabalho na mesma data e, em caso afirmativo, é importante saber qual a estrutura de que eles dispõem para que não haja surpresas. No caso de contratar os mesmos profissionais para a cerimônia e para a festa, é essencial saber se os equipamentos usados na igreja serão os mesmos para a festa, uma vez que a montagem e desmontagem requerem tempo.

O tecladista Marcelo Perez dá mais uma dica: “Quando for fechar o contrato, não se limite apenas às indicações oferecidas pelos bufês, que geralmente trabalham em parcerias oneradas, que nem sempre são a melhor opção para o casal. Por isso, pesquise!”

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

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