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Conceição Amaral

Conceição Bem Casados

Rua Otoniel Mota, 44

Jardim Paulista

São Paulo

(11) 3057-3505

www.conceicaobemcasados.com.br

Preparativos

Escrito por: Juliana Dondo
Dicas, críticas ou sugestões!

Bem-casados? Sim, e muito bem-feitos, há anos

Impossível pensar em bem-casados e não se lembrar da doceira paulista Conceição Amaral, proprietária da Conceição Bem-Casados, uma das marcas mais cobiçadas neste quesito para festas. A receita, ela guarda a sete chaves, mas, para o Clube da Calcinha, ela se abre e fala sobre a sua trajetória de sucesso

Fotos: divulgação

Sabe aquele docinho macio, composto de duas finas camadas de massa, banhadas em calda de açúcar e recheadas com um suave creme à base de doce de leite? Os famosos bem-casados? Impossível comer um só, não é mesmo? E os feitos pelas mãos de dona Conceição Amaral, então... Não há regime que resista!

Atualmente, a Conceição  Bem-Casados fabrica, por semana, 25 mil unidades do doce que virou mania nos casamentos de famosos e de anônimos espalhados pelo Brasil e até pelo exterior.

Mas se você pensa que sempre foi assim... Está muito enganada. Vamos voltar um pouco no tempo para saber como tudo começou na história da Rainha dos bem-casados, hoje com 69 anos de vida e 40 como doceira profissional.

Conceição teve uma infância muito parecida com a de todas as crianças. Brincava de boneca e de casinha, mas do que ela mais gostava eram as brincadeiras de “fazer comidinha”. Pois é, desde pequena, já mostrava interesse pela culinária. “Me recordo de ficar na cozinha observando minha mãe e minhas tias prepararem os tradicionais almoços de domingo para toda família. Somos descendentes de italianos e tínhamos uma família enorme. Eu ficava admirada com os pratos e com as sobremesas que saíam da cozinha. Acho que foi ali que comecei a me encantar por essa profissão”, relembra.

Os anos se passaram e a garotinha virou mulher. Aos 20 anos, casou-se. “Foi uma festa pequena, para a família e para os amigos mais próximos e, com certeza, não faltaram os bem-casados”, conta. Aliás, no ano que vem, ela completa bodas de ouro. Desta união, nasceram quatro filhos. “Dois deles são meus sócios, o Fábio, que é diretor comercial, e a Margarida, que é diretora de planejamento da empresa. Fico muito tranqüila em tê-los comigo, pois sei que tudo que desenvolvemos ao longo de todos esses anos será cuidado como se fosse por mim, pois temos o mesmo carinho pela nossa empresa”, revela.

Tudo que a doceira aprendeu foi na prática. Ela adorava ler livros de receitas e testá-las. “Fiz alguns cursos, que me ajudaram para aprender uma ou outra técnica, porém posso dizer que de todas as receitas que um dia trabalhei, eu aprendi sozinha”, explica.

E a centenária receita do bem-casado, quem ensinou? “Aprendi com a minha sogra, porém, desenvolvi um jeito próprio de executá-la, tanto que nossos bem-casados eram diferentes. Desde que aprendi, fui adaptando um ou outro ingrediente, uma forma de preparo diferente, o que resultou na minha receita”. E é só isso que ela pode contar. Nem os funcionários, sabem a receita toda que é mantida em segredo absoluto. “Cada uma das minhas funcionárias fica responsável por uma etapa, para que não saibam do processo por completo. Guardo minha receita muito bem escondida”, relata.

Dona Conceição conta, ainda, que, no começo, preparava todos os tipos de doces. “Fazia uma torta de nozes que, na época, era tão famosa quanto o bem-casado e, que, ainda hoje, recebo bronca das minhas clientes mais antigas por ter deixado de fazê-la. Tudo era feito na cozinha da minha própria casa. Com o passar do tempo, o bem-casado passou a ocupar mais espaço. Foi quando resolvi deixar tudo de lado para me dedicar somente a ele. Isso já tem uns 20 anos. Com o tempo, fui contratando ajudantes, até que profissionalizamos o negócio”.

Hoje, a empresa localizada no Jardim Paulista conta com 60 funcionários, que estão numa fábrica de 540m², totalmente projetada para receber cada etapa do preparo artesanal do doce.

Quanto aos modelos existentes? “Difícil dizer quantos modelos existem, pois são infinitos os materiais que trabalhamos e as combinações que podem ser feitas. Outro motivo que torna difícil dizer esse número exato é que cada vez mais nossos clientes trazem materiais inusitados para que elaboremos suas embalagens”. Só para se ter uma idéia, o mais simples, embrulhado com papel crepom e fita de gorgurão ou de cetim, custa R$ 2,10 (a unidade), porém o valor muda conforme a embalagem. Por isso, vale a pena a consulta.

Para todos os gostos e eventos

Essas delícias deixaram de estar presentes somente em casamentos para invadirem maternidades, aniversários de 15 anos, eventos empresariais... “Hoje, 20% da nossa produção se destinam a eventos que não sejam casamentos. Os mais comuns são os bem-nascidos, para maternidades. Outro mercado muito forte é o empresarial, sem falar em todos os tipos de festas como aniversários, batizados e bodas”.

Unanimidade entre os famosos, dona Conceição não se recorda quem foi a primeira celebridade atendida, mas têm, na sua lista de fiéis clientes, personalidades como Luciana Gimenez, Ana Maria Braga, Athina Onassis, Angélica e Luciano Huck (não só no casamento, mas também na maternidade dos dois filhos), Eliana, Flávia Alessandra, Ticiane Pinheiro e Roberto Justus, Thania Khalil...

Quando indagada sobre um desejo a ser realizado, dona Conceição diz que seu grande sonho já foi realizado: ver os seus bem-casados, que começaram a ser feitos na cozinha da própria casa, presentes em festas de todo o Brasil. “Isso para mim é um sonho e, por meio dele, pude fazer parte de momentos tão importantes e felizes na vida de minhas clientes. Isso é maravilhoso!”

“O segredo do sucesso é muita dedicação, muito trabalho e sempre buscar fazer as coisas, melhores do que você fez ontem. Mesmo que ontem pareça ter sido perfeito”, complementa.

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