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Alessandra Rascovski
(CRM 80.126)

formou-se em medicina pela Faculdade Santo Amaro em 1993. Fez residência em Clínica Médica e em Endocrinologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Dentro de sua especialidade, desenvolveu estudos sobre o diagnóstico e tratamento da Tensão Pré-Menstrual (TPM). Defendeu a sua tese de doutorado em 2003, tornando-se uma das maiores especialistas brasileiras em transtornos hormonais relacionados ao ciclo menstrual.

Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso), a Dra. Alessandra também se dedica ao tratamento de pacientes que sofrem de distúrbios da compulsão alimentar e da obesidade. Foi responsável pelo Ambulatório Clínico de Obesidade Mórbida do Hospital das Clínicas da FMUSP, onde realizou trabalho de orientação e acompanhamento a pacientes tratados com cirurgias de redução de estômago.

Atualmente a Dra. Alessandra alia os seus conhecimentos de endocrinologista e clínica geral a novíssimas teorias sobre o Antiaging. Esse é o ramo da medicina dedicado a prevenir o envelhecimento e fazer com que as pessoas tenham uma velhice saudável, desfrutando de vigor e forma física.

Diário de uma gestante

Consultora Amiga: Alessandra Rascovski
Dicas, críticas e sugestões!

Infertilidade: o que a dieta tem a ver com isso?

      

 

As principais causas de infertilidade na mulher estão relacionadas a problemas ovulatórios, obstrução nas trompas (em geral, causadas por infecções pélvicas) e endometriose. Também há as razões imunológicas, em que a produção de anticorpos diminui a capacidade de fertilização dos espermatozóides e a capacidade de implantação dos embriões.

Vários fatores ambientais, relacionados à poluição do ar e da água e à toxicologia alimentar, têm demonstrado uma correlação direta com o aumento do problema, contudo, o que já está comprovado mesmo é a associação direta da infertilidade ao índice de massa corporal. Tanto a obesidade quanto o baixo peso extremo interferem na produção da leptina, que regula a maturidade dos folículos da mulher, levando a ciclos menstruais não ovulatórios. Em alguns casos, perder peso contribui para aumentar as chances de concepção.

O ideal é manter uma dieta balanceada do ponto de vista calórico, rica em frutas e verduras bem lavadas, substituindo a ingestão de gorduras trans pelas gorduras “boas”, menos carne vermelha. Vale evitar também a ingestão de alimentos com alto índice glicêmico, o que pode melhorar as chances de engravidar.

Em “A Dieta da Infertilidade”, livro publicado recentemente, pesquisadores de Harvard sugerem que tomar sorvete, comer mais frutas e vegetais, ingerir laticínios integrais e suprimir carne vermelha aumentariam as chances de engravidar. Contudo, as opiniões são divergentes, já que a pesquisa foi feita com mais de 18 mil mulheres que tentaram engravidar durante um período de oito anos, mas apenas 400 tinham diagnóstico de infertilidade com ovulação irregular. A verdade unânime e comprovada é: manter o peso na faixa normal (índice de massa corporal = 19-25kg/m2), uma boa ingestão de vitaminas e minerais, além de favorecer uma alimentação chamada de baixo índice glicêmico, porque ajuda a evitar subidas nos níveis de glicemia e insulina, é a melhor opção.

Dicas de alimentação de baixo índice glicêmico

Cada alimento ingerido tem uma capacidade específica de aumentar os níveis de açúcar no sangue. Quanto mais açúcar na corrente sangüínea, maior é a produção do hormônio insulina. E é exatamente a insulina que, em excesso, faz com que o organismo produza mais gordura. Além disso, os produtos com alto índice glicêmico promovem uma falsa sensação de saciedade, que dura, no máximo, duas horas. Alimentos considerados “saudáveis” têm índice glicêmico menor que 55 (frutas e legumes). Os de índice médio ficam entre 56 e 69 (cereais matinais) e os de alto índice têm mais que 70.

Na verdade, este plano alimentar tem a intenção de selecionar os alimentos que fazem com que a insulina seja utilizada mais eficientemente pelo organismo, ajudando a prevenir doenças como diabetes e problemas cardiovasculares, além de proporcionar uma perda rápida e duradoura de peso.

O ideal é sempre observar não apenas o valor calórico, mas também o índice glicêmico, pois ambos são importantes. Para quem quer perder peso, é importante evitar alimentos de alto índice glicêmico, como pães brancos, mel, doces em geral, purê de batata, arroz, etc., preferindo os de médio a baixo índice glicêmico, como os integrais, os cereais ricos em fibras.

Para quem pratica atividade física e não está preocupada com a balança, uma boa dica é ingerir, antes dos exercícios, alimentos de médio a baixo índice glicêmico, pois eles evitam hipoglicemia e favorecem uma melhor performance. Já após uma atividade física intensa, o ideal é usar alimentos de alto índice glicêmico, para repor rapidamente as energias.

OPÇÕES PARA O LANCHE DA TARDE

- Porção de cereais com fibras (duas colheres de sobremesa) com iogurte light (uma unidade): 120 calorias

- Pão branco tipo bisnaguinha (duas unidades) com geléia (uma colher de sopa): 175 calorias

****A diferença calórica não é tão grande, mas, qualitativamente, a primeira opção é muito melhor, pois inclui alimentos com baixo índice glicêmico, o que favorece a dieta de quem está preocupada com a balança.

Balanceando a alimentação

No café da manhã, utilize cereais ricos em aveia e farelos e prefira pães integrais. Inclua também proteínas, como leite desnatado, queijo branco, ricota, mingau de aveia e iogurte.

 

                                                   


Texto de Alessandra Rascovski, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal. 

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