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Alessandra Rascovski
(CRM 80.126) é médica endocrinologista com tese de doutorado em Transtorno Disfórico do Pré-Menstrual na Faculdade de Medicina da USP, membro da Endocrine Society, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira de Estudos sobre Obesidade (ABESO) e sócia do endocrinologista Filippo Pedrinola na clínica Dr. Filippo Pedrinola & Dra. Alessandra Rascovski, em São Paulo.

Diário de uma gestante

Consultora Amiga: Alessandra Rascovski
Dicas, críticas e sugestões!

 

Os cuidados com a alimentação durante a gestação

      

O que é recomendado para as futuras mamães sempre é falado, mas o que é proibido ou deve ser evitado dificilmente chega ao conhecimento delas. Este é um tema que envolve muitos mitos, por isso, aí vão algumas dicas básicas para suprir as dúvidas e os “desejos” das grávidas e indicar o que realmente deve ser evitado.

Alimentos que não devem ser ingeridos

- Peixe cru e moluscos, por serem uma possível fonte do parasita Toxoplasma, que causa cegueira e dano cerebral fetal.

- Peixes predatórios grandes, como peixe-espada, tubarão, cavala e atum branco (fresco ou enlatado), que podem conter níveis arriscados de mercúrio.

- Carne, frango e frutos do mar crus ou mal passados: o ideal é consumir as carnes sempre cozidas e bem passadas.

- Leite não pasteurizado e queijos pastosos: feta, brie, Camembert, Roquefort, queijo branco e queijo fresco, a não ser que o rótulo diga "feito com leite pasteurizado". Alimentos não pasteurizados podem estar contaminados com a bactéria Listeria, que causa infecção grave, gerando danos à saúde da mãe e do bebê.

- Ovos mexidos moles e alimentos como molhos e maioneses caseiras, feitos com ovos crus ou pouco cozidos, não devem ser consumidos, a fim de evitar contaminação por Salmonella, bactéria que causa infecção grave, gerando danos à saúde da mãe e do bebê.

- Chás de ervas e suplementos fitoterápicos devem ser evitados, já que a segurança deles na gravidez não foi estudada. São permitidos apenas chás de ervas claras, como camomila ou cidreira.

- O álcool pode causar dano fetal, inclusive retardo mental e comportamento anormal. Apesar de uma dose ocasional não impor risco, nenhuma quantidade segura foi estabelecida.

- Evitar a ingestão de mais de duas xícaras de café por dia, uma vez que a cafeína pode ser prejudicial. Evite também chá preto, chá mate e chá verde, os quais possuem grande quantidade de cafeína.

- Controle a ingestão de sódio (sal), uma vez que o mesmo retém líquido, podendo aumentar o edema, que já é comum na gravidez, além da possibilidade de aumentar a chance de desenvolver hipertensão.

- Cuidado com a ingestão excessiva de doces, pois mulheres grávidas podem desenvolver o diabetes gestacional.

- Adoçante: não é recomendado o uso excessivo de adoçantes à base de aspartame ou ciclamato, por isso, utilize-os somente quando realmente for necessário. Prefira os à base de sucralose ou naturais, como stevia, que não têm contra-indicação e podem ser consumidos tranqüilamente!

- Atenção: vale lembrar que o excesso de açúcar pode levar a um ganho excessivo de peso, o que pode prejudicar o bebê. Por isso, o uso de adoçante com moderação e de produtos light é recomendado, desde que com moderação!

Fontes alimentares

Além dos alimentos, é preciso ter cuidado com as vitaminas e os minerais, isso porque, no período gestacional, aumenta a necessidade de alguns no organismo. O uso de suplemento é recomendado a partir do segundo ou terceiro mês de gravidez, exceto a suplementação do ácido fólico, que deve ser feita do primeiro ao terceiro.

VITAMINA/ MINERAL FONTE ALIMENTAR
CÁLCIO Leite e derivados, como queijos e iogurtes.
FERRO Carnes vermelhas, miúdos, fígado, verduras de folhas verde-escuras, gema de ovo e frutas secas.
VITAMINA A Fígado, leite, ovos, óleos de peixe, vegetais  verde-escuros, legumes e frutas amareladas.
VITAMINA C Frutas cítricas (laranja, maracujá, acerola) e vegetais folhosos.
VITAMINA D Fígado, leite, atum, salmão, sardinha.

 

                                                   


Texto de Alessandra Rascovski, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal. 

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Mãe vegetariana: vantagens e desvantagens


Carnes em geral são a principal fonte de ferro e, durante a gestação, aumenta a necessidade de consumo desse mineral. São também fontes de proteínas – nutrientes essenciais para o período. Por isso, a mãe vegetariana deve ficar atenta ao equilíbrio de sua alimentação!
Para assegurar uma ingestão de ferro satisfatória, a grávida deve substituir a carne por grãos como feijão e sempre ingerir, com a refeição, um copo de suco rico em vitamina C, como limonada, que é pouco calórica, riquíssima nessa vitamina e, ainda, melhora a absorção do ferro.

O leite e seus derivados são importantes fontes protéicas, além de serem ricos em cálcio, mineral superimportante nesse período e que também está presente em alimentos como tofu, couve, repolho, sementes de girassol e figos secos.

Está é uma fase em que a mulher deve estar atenta a tudo o que ingere, porque será absorvido pelo bebê. Por isso, se cuide!


 

 

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