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Diário de uma gestante

Consultora Amiga: Alexandra Biazon Galeazzi
Dicas, críticas e sugestões!

 

A escolha da escola

     

Quando nasci, fiquei com a minha avó, pois minha mãe precisava trabalhar. Foi muito bom, amor de avó é muito bom. Por outro lado, me sentia sozinha, não tinha companhia para brincar, estudava em escola diferente das minhas amigas-vizinhas e sempre acabava dentro de casa, estudando ou assistindo à televisão.

Minha avó ficava “presa” muitas vezes, já que não dava para sair comigo. Quando queria viajar, lá estava eu junto ou, então, quando cresci mais e não podia mesmo faltar à escola, passava o dia todo trancada dentro de casa sozinha.

Decidi que, quando casasse e tivesse filhos, eles iriam para a escola. Assim, teriam amigos, tempo para brincar, alguém sempre junto para olhar por eles e seriam mais descontraídos, menos tímidos e aprenderiam tudo mais rápido do que se ficassem em casa.

Sei que minha avó amava cuidar de mim, só que acho que avó é para curtir, brincar, fazer bagunça e não para educar. Casa de avó tem cheiro de fim de semana, de férias, de um “pode fazer tudo”. Eu não tive isso. A casa da minha avó era a minha casa. Não havia fins de semana nem férias. Eu estava sempre ali, literalmente, na barra da saia.

Quando o Gabriel nasceu, após dois meses, comecei minha procura por uma escola próxima da minha casa, afinal, temos apenas um carro e eu teria que pegá-lo na escola e ir para casa a pé. Sempre que passava na frente de uma, dizia: “deve ser muito gostoso estudar aí”. Quando fui visitá-la, dentre outras que já havia conhecido, confesso que me decepcionei um pouco. O berçário era muuuiiitttooo pequeno e crianças de zero a seis anos dividiam o mesmo espaço. Porém, de todas que tinha visto até então, aquela era a melhor, e infelizmente não havia muita opção.

Entretanto, perto do dia dos pais, fui ao shopping para fazer uma lembrança para o meu marido e para meu sogro com uma foto do Gabriel. Na volta, um quarteirão antes de casa, ouvi barulho de crianças e, quando me dei conta, era uma escolinha. Decidi, no dia seguinte, ir visitá-la. Foi amor à primeira vista.

Uma casa arejada, com muito Sol, crianças de zero a dois anos e berçário separado – ficava em uma casa no mesmo quintal. Fui muito bem atendida e, naquele momento, senti que aquela era a escola certa. Visitei todos os cômodos, conheci todas as tias e tive uma surpresa: uma amiga do ginásio era professora lá. Me senti mais tranqüila.

O Gabriel começou a freqüentá-la com quatro meses e meio e ama as tias, a quem chama de “amor”. Ver o meu filho feliz todos os dias, quando vou pegá-lo, me deixa muito satisfeita. Nem me importo quando ele não quer vir para o meu colo e prefere ficar com a tia, pois sei que isso é sinal de que ele é bem tratato e amado lá.

A escola que o Gabriel freqüenta não tem nome famoso, não é grande, não tem pompa, mas é a segunda casa dele. Ele ama ficar lá, brincar e recebe muito carinho. Percebemos isso quando vamos às festas ou mesmo na porta da escola: as crianças estão sempre felizes e as tias vêm fazendo festa com eles tanto na entrada, quanto na saída.

Só tenho a agradecer o carinho destas “tias-mães” que estão ajudando a criar o meu filho com tanto amor e carinho e a moldar sua personalidade. O Gabriel é uma criança muito carinhosa, que adora abraçar, beijar e ser abraçado e beijado, dificilmente estranha alguém e está sempre de bom humor.

Sei que dei muita sorte com a escola, pois sabemos de coisas horríveis que acontecem por aí. Por isso, não escolha a primeira. Ande, procure e somente deixe seu filho na que você realmente tiver certeza de que as pessoas vão cuidar dele com amor, pois é isso o que eles precisam: muito amor.

Quanto às avós, elas são meu porto seguro. Sempre que ele fica doente, posso contar com as duas para cuidar dele – o que elas adoram! Ninguém melhor do que nós, mães, para sabermos o quanto uma criança dá trabalho. Quando elas precisam ficar com ele, estão descansadas “de criança” e podem dedicar o tempo a se divertir com o netinho.

 

Texto de Alexandra Biazon Galeazzi, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal.    

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