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Uééééééé...

Me mostraram o Gabriel. Nunca mais vou esquecer aqueles olhos lindos pretos me olhando, quietinho, sem chorar. Poderiam misturá-lo com mil crianças que eu não esqueceria aquele olhar.

Levaram o meu bebê para pesar e medir e o trouxeram de volta para mim. A primeira coisa que disse foi: “Oi, Gabriel, você está com fome?”. Meu marido fala que, até hoje, quando o Gabriel chora, esta é a primeira coisa que eu digo.

O Junior me contou que havia muita gente lá fora, esperando o nascimento do Gabriel. Ao todo, eram 16 pessoas, entre amigos e parentes. Fizeram a maior festa. O Junior chorou como louco e tiraram muitas fotos do meu gordinho.

Apesar de ter ido para a sala de recuperação às 23h, somente saí de lá às 04h30 da manhã, quando a anestesia passou por completo. Às 06h30, segurei pela primeira vez o meu príncipe Gabriel.

Diário de uma gestante

Consultora Amiga: Alexandra Biazon Galeazzi
Dicas, críticas e sugestões!

Episódio: o nascimento

 


26 de maio de 2006. 17h45. Chego, com meu marido, Junior, minha mãe e minha sogra ao Hospital e Maternidade Santa Joana. Preencho todos os papéis e tenho a primeira grande emoção: recebo as pulseiras que serão usadas por mim e as que serão colocadas no Gabriel, bebê 233536 (acho que nunca vou esquecer este número!).

Enquanto eu e o Junior fomos para a triagem, minha mãe e minha sogra se dirigiram para o quarto para onde eu retornaria.

Na triagem, entreguei a receita dos remédios que tomo para a enfermeira responsável. Após os exames rotineiros e um breve bate-papo, recebi a notícia de que teria que ficar na sala de pré-parto até o meu médico chegar. Não poderia voltar para o quarto, precisaria ficar em observação.

Me segurei para não chorar nem deixar o Junior nervoso. Não queria ficar mais de três horas aguardando meu médico chegar, sozinha num quarto.

Respirei fundo e segui com a enfermeira (uma senhora encantadora!) até a sala de pré-parto. Ao contrário do que eu imaginava, lá estavam mais duas mães esperando por seus médicos. A sala tinha poltronas do papai e uma televisão. Conversamos sobre os nossos bebês. Eu era a única marinheira de primeira viagem.

Elas se foram e outras vieram, até que, às 21h35, a enfermeira veio me buscar. Por incrível que pareça, estava tão calma que não me reconhecia. Quando cheguei à sala de parto, encontrei duas enfermeiras que me informaram que o meu médico estava se preparando, mas que o anestesista não havia chegado. Ficamos conversando e até álbum de formatura da filha de uma delas eu vi. Não tenho do que reclamar. Todos foram muito atenciosos e não me deixaram sozinha em nenhum momento.

Tá chegando a hora...

Meu médico chegou com a esposa, que também é médica e fez os meus ultra-sons. Disse para eu ficar tranqüila, que o Dr. Fernando estava chegando e que o Junior já estava se preparando para assistir ao parto.

Continuamos conversando, o Dr. Fernando chegou e me deu a anestesia. De repente, me deu um desespero e uma vontade de chorar... Mas não era medo do parto. Não conseguia sentir minhas pernas. Sentia um calor pelo corpo que não conseguia explicar.

Meu médico, Dr. Élvio, disse que era normal, era o efeito da anestesia. Aos poucos, aquela sensação passou e o Junior chegou. Ficamos conversando até que o Dr. Fernando disse: “Vou dar uma ‘empurradinha’ aqui em cima para o Gabriel nascer. Pai, pode ficar lá na frente para ver seu filho nascer”. Senti uma emoção sem tamanho e, de repente, estava ouvindo o Junior falar: “Lê, tá nascendo” e, depois, aquele chorinho que durou tão pouco tempo...







 

 



 

 

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