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Cuidados Especiais Escrito por: Maria Cláudia Aravecchia Klein Não consigo engravidar! E, agora?
Estresse, ansiedade, alterações hormonais, a expectativa de encontrar o parceiro perfeito, dificuldade na compra ou no aluguel do apartamento, preocupação excessiva com a carreira, hiperatividade diária e gravidez tardia são alguns dos fatores que podem afetar a fertilidade feminina. Com tudo isso agregado ao pacote da vida contemporânea, é preciso muito mais do que relaxamento e meditação para engravidar. Mas, graças aos avanços da ciência e da medicina, que desenvolve tratamentos avançados, inúmeros casais, mesmo após enfrentarem fases difíceis em virtude da espera, conseguem com sucesso realizar o tão sonhado desejo de serem pais e construírem suas famílias. Os índices das pesquisas mais recentes são otimistas. Segundo relatório divulgado na reunião da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, pela Comissão Internacional para Monitoramento de Técnicas de Reprodução Assistida, mais de 3 milhões de bebês nasceram por fertilização in vitro desde que a primeira criança veio ao mundo há quase três décadas. No mundo todo, aproximadamente 80 mil casais submetem-se a tratamento de reprodução assistida por ano. Segundo o doutor Raul Nakano, da Ferticlin Clínica de Fertilidade Humana, o número de casos de Fertilização Assistida no Brasil é estimado em cerca de dez mil casos ao ano. Ainda de acordo com o especialista, cerca de 12 a 15% das mulheres, entre 15 e 45 anos de idade, necessitam de algum tipo de tratamento. As principais causas são obstrução ou distúrbios nas trompas, distúrbios hormonais ou seminal - no caso dos homens, infecções pélvicas, endometriose e problemas na ovulação. "Cada causa tem o seu tratamento individualizado e conseqüentemente tem taxa de sucesso próprio, variando de 15 até 60% por 1 ciclo de tentativa, dependendo da gravidade do problema e da idade da paciente. Em alguns casos existe a necessidade de utilizar técnicas mais complexas, que podem alcançar taxas de sucesso mais elevados", explica doutor Raul. Corretamente indicados e realizados por clínicas sérias, tratamentos simples como indução de ovulação e coito programado podem ser tão eficazes quanto os de inseminação e fertilização em vitro. "No caso da fertilização in vitro, o período de utilização de medicamentos para indução da ovulação leva de dez a doze dias, seguido da aspiração dos óvulos e transferência dos embriões. Em doze dias, pode ser feito o teste de gravidez, ou seja, do momento em que se iniciam os medicamentos até o teste leva aproximadamente um mês", orienta a doutora Silvana Chedid, diretora clínica da Chedid Grieco Medicina Reprodutiva e do CEPERH Centro de Endoscopia Pélvica e Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Especialista em Reprodução Humana, pela Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, a médica explica que antes da paciente se submeter a qualquer tipo de tratamento, deve pesquisar e procurar um especialista na área. A Sociedade Brasileira de Reprodução Humana disponibiliza no site www.sbrh.med.br disponibiliza a lista dos associados. "Para evitar problemas futuros de fertilização, em primeiro lugar, homens e mulheres sexualmente ativos devem se prevenir das doenças sexualmente transmissíveis, com o uso de preservativos. Fazer exames periódicos preventivo com o ginecologista ou o urologista - homens, que dependendo de cada caso poderá solicitar alguns exames. Evitar o tabagismo, álcool, drogas e procurar não retardar muito a maternidade. Quanto mais idade tem a paciente, menores são as chances de engravidar", esclarece Silvana Chedid. |
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