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Cuidados Especiais Escrito por: Maria Cláudia Aravecchia Klein Depressão pós-parto não é brincadeira
Segundo a autora, um dos maiores problemas por quem passa pela depressão pós-parto é o convívio com a família e os amigos, que custam a entender o que realmente está acontecendo. No caso da atriz, que lutou dois anos contra a infertilidade e só engravidou do marido, o roteirista e produtor Christopher Henchy, após inseminações e duas fertilizações in vitro, foi muito difícil. As pessoas em volta de Brooke a vêem como uma pessoa forte que lutou muito para conseguir ter um filho, por isso não entendiam suas reações pós-maternidade. Ela passou por tratamentos com antidepressivos associados à terapia. Sentimentos como incapacidade, pânico, ciúmes, crises de choro, agonia, frustrações ocasionadas pela rotina de amamentar e atender aos choros do bebê, dores no corpo, falta de ar, enjôos, mal-estares, aflições, inseguranças profundas, não aceitar a própria fragilidade são alguns dos sintomas discutidos por Brooke. A demora pelo diagnóstico da depressão é outro agravante citado pela atriz. A falta de informação é comum entre médicos e pacientes, e existe uma rejeição por parte de todos da idéia de que num acontecimento como este a pessoa sinta apenas tristeza. Um alerta é de que muita gente afirma ser possível tratar de depressão com religião. Na verdade, trata-se de um quadro clínico, não espiritual. |
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