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Filippo Pedrinola (CRM 62.253) é médico endocrinologista com graduação e pós-graduação na Faculdade de Medicina da USP, membro da New York Accademy of Science, do College of Physicans American Thyroid Association, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira de Estudos sobre Obesidade (ABESO).
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Beleza Consultor Amigo:
Filippo Pedrinola A saúde do corpo e da mente estão no mesmo compasso
As pesquisas que deram origem à medicina psicossomática moderna ocorreram em 1974, na escola de medicina e odontologia de Rochester, quando o psicólogo Robert Ader demonstrou que o sistema imunológico de ratos aprendia a ter respostas se eles eram condicionados a certas situações. Desde então, desenvolveu-se uma nova área de pesquisa, denominada psiconeuroimunologia (PNI). Graças às descobertas dos pesquisadores sobre hormônios e neurotransmissores do cérebro que se comunicam com o resto do corpo, atualmente, estamos aprofundando o conhecimento da resposta do organismo ao estresse. Em meados dos anos 80, o eminente fisiologista Claude Bernard já reconhecia o papel do que chamou de “Mileu Interiour” ou “Estado Interior”, que seria fundamental para compreender a saúde e a doença. No início do século seguinte, foi então descrita a resposta “Lutar ou Fugir”, a reação do organismo mediante alguma ameaça externa. Essa reação inclui liberação de hormônios do estresse, chamados de catecolaminas (adrenalina), no caso mais agudo, e cortisol, no crônico. Essa reação era vital para o homem das cavernas, que encarava o desafio de um tigre com dentes de sabre. Mas grande parte das ameaças dos dias de hoje é de origem psicológica e, por isso, não pode ser encarada como “Luta ou Fuga”. Estou convencido de que a medicina do século XXI seguirá uma orientação muito mais completa e integrada. Reconhecerá a importância de como a relação que cada um de nós tem com o mundo reflete em nosso “estado de bem-estar”, ou seja, os pensamentos e as emoções são capazes de afetar de forma intensa o nosso organismo. Nas próximas décadas, acredito que a medicina complementar crescerá valorizando, cada vez mais, técnicas antigas, como a acupuntura, ayurveda, meditação, yoga, pilates, assim como o beiofeedbacik, um procedimento que era adotado. A ciência moderna já é capaz de quantificar os benefícios das práticas antigas, e essa união entre a sabedoria e a tecnologia poderá e deverá ser usada em benefício da saúde da humanidade.
Texto de Filippo Pedrinola, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal.
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