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Filippo Pedrinola (CRM 62.253) é médico endocrinologista com graduação e pós-graduação na Faculdade de Medicina da USP, membro da New York Accademy of Science, do College of Physicans American Thyroid Association, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira de Estudos sobre Obesidade (ABESO).

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Beleza

Consultor Amigo: Filippo Pedrinola
Dicas, críticas ou sugestões!

Equilíbrio emocional afeta a escolha das refeições

A escolha dos alimentos reflete o equilíbrio emocional das pessoas. Isso explica como, inconscientemente, os padrões de comportamento da sociedade estão relacionados ao conforto proporcionado pela comida. Há pessoas que ficam mal humoradas quando têm fome, outras que curam suas frustrações em potes de sorvete e barras de chocolate. Tem, ainda, os pais que premiam as crianças com doces e guloseimas e os eternos românticos que levam suas amadas aos melhores restaurantes da cidade, após presenteá-las com caixas de bombons. Percebeu como a comida está diretamente ligada ao nosso humor e à sensação de bem-estar do dia-a-dia?

A principal explicação para o fato de o alimento estar tão presente na vida das pessoas é a variação do nível de serotonina no cérebro. Este neurotransmissor é responsável por promover sensações de prazer e bem-estar, além de melhorar o sono. Em função disso, em situações em que é preciso se acalmar, é comum devorar alimentos ricos em açúcares e pobres em proteínas, como pães, doces e chocolates, porque a insulina liberada na corrente sangüínea aumentará o nível de serotonina.

O desequilíbrio emocional, no entanto, pode esconder graves riscos à saúde da população. O problema é que a ingestão de açúcares refinados e ricos em gorduras aumenta o risco de obesidade e de doenças cardiovasculares.

Durante o processo de estabilização da “saúde emocional”, é importante também adequar os níveis de ferro, vitaminas B1, B2, B6, folato, vitamina C, magnésio e zinco, uma vez que estes micronutrientes colaboram para a estabilização da glicemia. Alguns alimentos podem ajudar neste período, como a banana, que promove o aumento da serotonina no cérebro, porém, de forma mais nutritiva e menos calórica do que os doces.

 

os carboidratos não refinados, como aveia, cevada, frutas e vegetais, além de serem ricos em fibras e ajudarem na estabilização do açúcar no sangue, protegem o organismo de futuros problemas de diabetes. Há, ainda, os alimentos com efeito sedativo e levemente calmante, como o alface, o aipo e os aspargos, que podem ser utilizados, inclusive, para controlar a ansiedade. Em situações de estresse, o melhor é comer bastante gérmen de trigo, vegetais folhosos verdes-escuros, fígado, ervilhas, óleos de peixe, nozes e grãos.

Texto de Filippo Pedrinola, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal.  

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Dúvidas sobre assuntos ligados às dietas, alimentação, emagrecimento,

nutrição e saúde?

Pergunte ao Dr. Filippo Pedrinola

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Evite as armadilhas da má alimentação:

- observe qual a influência da comida no seu organismo;

- se o seu humor piorar bruscamente após a refeição, é sinal de que precisa estabilizar os níveis de açúcar no sangue;

- adote uma alimentação fracionada no decorrer do dia;

- opte por fazer de cinco a seis refeições leves com intervalos médios de três a quatro horas, em vez de duas a três refeições pesadas, que provocam picos mais altos de glicemia e, posteriormente, quedas bruscas na taxa de açúcar, acompanhadas de sensação de irritabilidade e mal-estar.

 

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