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Filippo Pedrinola (CRM 62.253) é médico endocrinologista com graduação e pós-graduação na Faculdade de Medicina da USP, membro da New York Accademy of Science, do College of Physicans American Thyroid Association, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira de Estudos sobre Obesidade (ABESO).
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Beleza Consultor Amigo:
Filippo Pedrinola Será que o stress realmente engorda? A maioria das pessoas e até mesmo médicos e nutricionistas costumam dizer que são dois os fatores que levam as pessoas a ganhar peso: comer muito e se alimentar de forma errada. De alguns anos para cá, no entanto, vários estudos científicos publicados em revistas importantes demonstraram que pessoas que sofrem de estresse, angústia, ansiedade e depressão ganham peso mais facilmente – e o que é mais incrível: sem comer de forma exagerada. Mas por que será que isso acontece? Existem duas pequenas glândulas chamadas de supra-renais que, sob situação de estresse, são estimuladas a produzir alguns hormônios, entre eles o cortisol. Há muito tempo, as pessoas sabem que quem usa remédio à base de cortisona costuma ganhar peso, mas só recentemente se descobriu que a quantidade desse hormônio está aumentando em pessoas que têm alterações emocionais. O pior de tudo é que quem ganha peso devido ao estresse tende a acumular gordura na região abdominal, aumentando as chances de desencadear doenças como diabetes, pressão alta, infarto e derrame. Além do cortisol, sabe-se que a serotonina, outro neurotransmissor - mensageiro que ativa o cérebro –, também influencia o comportamento alimentar. Quando encontrada em níveis baixos no cérebro, pode causar sintomas de tristeza e depressão, sem contar que aumenta a compulsão pela comida, principalmente de carboidratos. Algumas mulheres que sofrem de tensão pré-menstrual (TPM), por exemplo, apresentam níveis baixos de serotonina durante esse período, o que pode transformá-las em verdadeiras chocólatras. Mas o que fazer para evitar doenças como a depressão, a síndrome do pânico e a ansiedade que, assim como o estresse, também podem ser conseqüência da vida moderna e do fenômeno de globalização? Em primeiro lugar, é importante ter consciência de que estes são fatos reais e que devemos investir numa atividade física regular, pelo menos três vezes por semana. O exercício favorece o aumento natural dos níveis de serotonina do organismo. Técnicas como a ioga e a meditação ajudam a baixar e até mesmo controlar o estresse, melhorando a nossa qualidade de vida. Dormir bem também é fundamental, bem como procurar dedicar mais tempo à família e aos amigos. Para os casos mais graves, hoje, já existem medicamentos que podem auxiliar no tratamento. Porém, eles só devem ser ingeridos mediante prescrição e acompanhamento médico.
Texto de Filippo Pedrinola, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal.
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