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Filippo Pedrinola (CRM 62.253) é médico endocrinologista com graduação e pós-graduação na Faculdade de Medicina da USP, membro da New York Accademy of Science, do College of Physicans American Thyroid Association, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira de Estudos sobre Obesidade (ABESO).


csfp@estadao.com.br

 

FUJA DAS ARMADILHAS

Faça opções conscientes

Se, num momento de ansiedade, não conseguir resistir ao desejo de deliciar-se com uma besteirinha, coma. Uma apenas. Mas recorde-se de degustar cada pedacinho para matar a vontade. Fazendo isso, aos poucos, vai perceber que comer o primeiro é maravilhoso. O segundo ainda é bom, mas do terceiro em diante torna-se hábito e não mais vontade. Resista, sempre que puder. Lembre-se de que, para queimar 100 calorias, você precisa andar uns 3 km na esteira (35 minutos a cerca de 6 km por hora).

 

 

 

 

 

Beleza

Consultor Amigo: Filippo Pedrinola
Dicas, críticas ou sugestões!

Fome ou vontade de comer?

 

 

Sabe quando bate aquele desejo de devorar um doce? Quem consegue parar para se questionar: isto não é só gula? São essas “escapadas”, seja por ansiedade, tristeza ou nervosismo, que elevam os ponteiros da balança. Descubra, então, se você come por fome ou por vontade de comer


Vamos começar do começo... O que a mãe faz quando seu bebê chora? A primeira ação é colocar a chupeta na boca, oferecer-lhe o peito ou a mamadeira para o pequeno saciar-se. É que, na sua concepção, aquela choradeira é sempre sinônimo de fome. Ela só não imagina que, mais tarde, na fase adulta, essa criança vai passar para o alimento a responsabilidade de suprir as demais necessidades e faltas. Isso acontece, na maioria dos casos, porque comer está associado à sensação de prazer, alívio e calma. Até aí, normal. O problema ocorre quando o alimento ganha o status de única ou a melhor opção.

Com a vida cada dia mais agitada, desaprendemos a distinguir o comer por fome física do por vontade, que são atitudes distintas. Neste caso, comparo o homem com um tanque de gasolina de carro. Muitas vezes, o motorista não espera o ponteiro da gasolina chegar até a reserva. O cronômetro mal começa a descer e ele já abastece. Na maior parte das vezes, as pessoas também agem assim: acabam se alimentando por impulso e não param enquanto não sentem que o estômago está literalmente “cheio”, e não saciado, o que seria o ideal.

É sabido que o cérebro recebe a informação de satisfação 20 minutos depois de iniciar a refeição. Acontece que os seres humanos têm mania de comer rápido, não mastigam direito e terminam ingerindo bem mais do que o necessário, por isso engordam. E como a oferta de alimentos é grande - e a de besteiras, maior ainda -, na hora da pressa, é mais prático e gostoso escolher o cheeseburger com batata frita e refrigerante do que pedir um prato com arroz, salada, legumes e carne grelhada.

As pessoas andam tão atarefadas que realizam praticamente tudo no trabalho, inclusive comer. Ou melhor, engolir. Em cinco minutos, a refeição é consumida. É claro que, nesse período, não dá tempo de comunicar ao cérebro o momento de parar. Além disso, num momento de ansiedade, é fácil devorar uma caixa inteira de bombons, sem perceber. Mas esse alívio dura pouco, pois, com a mesma velocidade que o açúcar aumenta na corrente sangüínea, ele diminui. Logo, o pico e a queda de insulina ocasionam um ciclo vicioso: quanto mais doce ou carboidrato eu como, mais eu quero comer. E são exatamente essas “escapadas” que pesam na balança depois.

 

Dúvidas sobre assuntos ligados às dietas, alimentação, emagrecimento,

nutrição e saúde?

Pergunte ao Dr. Filippo Pedrinola

FUJA DAS ARMADILHAS

Pense antes de agir

Toda vez que bater aquela vontade de comer alguma coisa no decorrer do dia, questione-se: quanto tempo faz que não me alimento? Ficar mais do que três horas sem um lanchinho faz com que o “assalto” à geladeira ou ao armário seja devastador. Antes de levar qualquer comidinha à boca, certifique-se se não tem outra necessidade, que não a "fome" propriamente dita.


Você tem bebido líquidos?

Muitas pessoas confundem sede com fome. Assim, antes de “avançar”, levante, beba um copo de água e espere. Se, passados alguns minutos, a sensação de vazio no estômago continuar, coma. Ainda assim, prefira algo mais saudável do que salgadinhos, frituras ou doces.


Prepare-se!

Tenha sempre na bolsa alimentos do bem, como barras de cereal, iogurte, biscoitos light, polenguinho ou uma fruta.


Evite situações de risco

Nada de esconder doces e chocolates na gaveta, tampouco em casa. Assim, mesmo num momento de compulsão, você não vai encontrar nada por perto.


Faça um lanche saudável e caprichado no fim da tarde

Sabe a vontade, quase incontrolável, de devorar um carboidrato (doces, biscoitos, chocolates) no fim da tarde? Ela tem razão científica. É nesse período e na madrugada que diminuem os níveis de serotonina (hormônio ligado ao prazer) do organismo e, no sentido inverso, aumenta o desejo pelo doce. Por isso, há a importância de não ficar sem ingerir nada no período. Pare o que estiver fazendo e saboreie um sanduíche light. Ele é ideal, pois, além do carboidrato complexo do pão integral, contém também proteína magra. Juntos, ajudam a segurar a saciedade até o jantar.

 

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