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Filippo Pedrinola (CRM 62.253) é médico endocrinologista com graduação e pós-graduação na Faculdade de Medicina da USP, membro da New York Accademy of Science, do College of Physicans American Thyroid Association, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira de Estudos sobre Obesidade (ABESO).


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Beleza

Consultor Amigo: Filippo Pedrinola
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Obesidade: um problema de peso



A obesidade é uma doença que tem atingido vários países, independentemente do grau de desenvolvimento de cada um. A preocupação com a obesidade não é apenas estética, mas, sim, com a saúde. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 1,7 bilhão de obesos no mundo. E estes números devem aumentar em 50% até 2015.

Nos últimos 20 anos, a porcentagem de crianças com excesso de peso dobrou e a dos adolescentes triplicou, o que não era comum até recentemente. A obesidade nessa faixa etária amplia o risco de desenvolvimento de problemas de saúde, como pressão alta, aumento dos níveis de colesterol e diabetes.

A genética contribui para o desenvolvimento da obesidade, mas a falta de atividade física e a má alimentação são os principais responsáveis pelo aumento de sua incidência. De acordo com uma recente pesquisa realizada nos Estados Unidos, cerca de 80% dos adolescentes consomem mais do que os 30% de calorias diárias derivadas de gordura como é recomendado, porém menos de 5% ingerem a quantidade recomendada de frutas e vegetais.

O mais preocupante, ainda, é quando a obesidade começa a prejudicar a saúde. Os obesos mórbidos, pessoas que têm índice de massa corporal (IMC) acima de 40kg/m², normalmente desenvolvem várias doenças relacionadas ao excesso de peso, como: diabetes, cardiopatias, acidentes vasculares cerebrais (AVC´s), apnéia do sono, entre outras. Nestes casos, como nem sempre o tratamento clínico é efetivo, a cirurgia de obesidade deve ser considerada uma opção de tratamento.



E quem deve operar?

 

A indicação cirúrgica é feita apenas para pacientes com idade entre 18 e 65 anos, que têm índice de massa corporal (IMC) acima de 40kg/m² ou acima de 35kg/m² e que possuem comorbidades (doenças como diabetes, pressão alta etc.). Outro critério para a cirurgia é que os pacientes devem apresentar um quadro estável da doença, isto é, serem obesos mórbidos há pelo menos cinco anos. É importante salientar que este procedimento é indicado quando o paciente não responde mais adequadamente - ou da maneira que se espera - ao tratamento clínico.

O acompanhamento endocrinológico deve ser mantido no pós-operatório. Em primeiro lugar, porque o endocrinologista é um profissional que atua em clínica geral e conhece bem o metabolismo energético; em segundo lugar, porque ele está apto a cuidar das abordagens referentes à nutrição e a medicamentos, podendo alertar sobre cuidados específicos de algumas medicações devido a alterações na absorção, reposição de cálcio ou sobre cuidados com possíveis transtornos alimentares.

O mais importante é o médico ter um olhar INDIVIDUALIZADO em relação ao seu paciente. E, ao paciente, cabe perceber que é uma nova etapa da sua vida e que exige mudanças nas suas posturas e hábitos.

 

Dúvidas sobre assuntos ligados às dietas, alimentação, emagrecimento,

nutrição e saúde?

Pergunte ao Dr. Filippo Pedrinola

 

Várias técnicas podem ser usadas no caso de indicação cirúrgica:

Banda Gástrica

A Lap Band ou bandagem gástrica ajustável é uma técnica restritiva que consiste na aplicação de uma banda gástrica regulável colocada por videolaparoscopia na porção superior do estômago. Em uma das extremidades, ela possui um dispositivo que, implantado sob a pele da região abdominal, permite regular o tamanho do estômago, no próprio consultório, sem nova cirurgia.

Capella ou Bypass Gástrico

É uma técnica definida como mista, porque promove redução da capacidade gástrica (associada a uma alteração no trânsito intestinal que diminui a absorção dos alimentos), mas também das vitaminas

e micronutrientes.

 

 

 

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