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Filippo Pedrinola (CRM 62.253) é médico endocrinologista com graduação e pós-graduação na Faculdade de Medicina da USP, membro da New York Accademy of Science, do College of Physicans American Thyroid Association, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira de Estudos sobre Obesidade (ABESO).
csfp@estadao.com.br

 

 

 

 

 

 

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Consultor Amigo: Filippo Pedrinola
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Entendendo os hormônios


Nosso corpo produz hormônios, que são mensageiros químicos, como a adrenalina, a insulina, o hormônio do crescimento (GH) e dezenas de outros que auxiliam no bom funcionamento do organismo. Em sua maioria, os hormônios são produzidos por glândulas, mas há os que são “feitos” por órgãos como o coração, o estômago, o intestino. Alguns hormônios são responsáveis por controlar os níveis de outros, e isso acontece, por exemplo, na hipófise. Muitos hormônios produzidos nessa pequena glândula, localizada na base do cérebro, estimulam outras glândulas, como a tireóide, as supra-renais, os ovários etc.

Assim como nossas pernas “trabalham” juntas, muitos hormônios “trabalham” aos pares para atingir um equilíbrio, de acordo com o princípio das forças opostas, ou seja, um hormônio tem efeito oposto ao outro. O pâncreas, por exemplo, produz o “par” insulina Glucagon, sendo que a insulina, numa situação como a da hipoglicemia, reduz os níveis de glicose no sangue, enquanto o Glucagon aumenta. Evidentemente, esse sistema tem que ser extremamente preciso para manter um balanço saudável.

Com o processo de envelhecimento, a produção de nossos hormônios pelos órgãos e glândulas vai diminuindo. Os níveis de GH, assim como dos esteróides sexuais (estrógenos e testosterona), vão caindo, e uma das conseqüências é a redução da massa magra, principalmente músculos e ossos. Esse fato leva a uma diminuição do metabolismo, ou seja, passamos a notar que, mesmo comendo as mesmas quantidades, existe uma tendência a ganhar mais gordura corporal. Além disso, a queda da testosterona gera uma diminuição da libido (apetite sexual) e da performance sexual masculina e feminina.

Quando os ovários param de funcionar, surge, então, a temida menopausa e, com ela, todas as dúvidas em relação a fazer ou não reposição hormonal. Isso porque, em 2002, quando foram publicados os resultados de um grande estudo sobre reposição hormonal em mulheres, os hormônios passaram a ser vistos como vilões. Esse estudo revelava que a reposição hormonal aumenta o risco de desenvolver câncer de mama e de incidência de derrame.

Porém, nesses últimos anos, cada vez mais tem se constatado, através de pesquisas recentes, que o importante é avaliar caso a caso e saber diferenciar qual tipo de hormônio deve ser utilizado de forma individualizada. Na grande maioria das situações, desde que não haja contra-indicação, a reposição hormonal é extremamente benéfica e dá a oportunidade a mulheres e homens de desfrutar uma qualidade de vida muito superior. A população mundial está envelhecendo e não se trata apenas de acrescentar anos à vida das pessoas, mas, sim, vida a esses anos. O bom--senso e o conhecimento devem andar de mãos dadas.


 

Dúvidas sobre assuntos ligados às dietas, alimentação, emagrecimento,

nutrição e saúde?

Pergunte ao Dr. Filippo Pedrinola

 

 

 

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