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Diário de Bordo

A nossa chefe de redação Mônica Luz relata os principais
acontecimentos da sua segunda Lua-de-Mel na Itália
Dicas, críticas e sugestões!

 


Último capítulo:
coisas que você só descobre quando está na Itália


 

É triste, muito triste mesmo, mas minha viagem está chegando ao fim. Como no primeiro dia – e ainda mais! –, continuo com a certeza de que realmente vale à pena conhecer a Itália e se inserir nesta cultura e neste povo. Sabe, viajar sempre foi uma das coisas que mais prezei – e prezo – na vida. Não dá para fugir da frase: “são esses bons momentos que a gente leva”. E são mesmo. Mas, aqui, isso fica ainda mais evidente. Vir para cá vale cada centavo gasto, cada suor derramado. Não quero ser “puxa-saco” demais, o que é difícil depois dos dias que passei, mas não tenho o menor pudor em afirmar que não dá para passar por esta vida sem ver tudo ou, ao menos, uma parte do que esta terra tem a oferecer. Só aqui você entenderá o que estou dizendo.

Portanto, para facilitar a sua vida no país em formato de bota e até instigá-la a reservar a sua passagem (rsrsrsrs), aí vão algumas curiosidades que você só vai descobrir quando puser os pés aqui:

- Apesar de ser uma prática muito comum na Europa, o uso da bicicleta fica um tanto curioso na Itália quando se vê, principalmente nas pequenas cidades, senhorinhas (vovós mesmo) usando saias e indo ao supermercado com as “magrelas”. Como elas trazem as compras? Em uma cesta grande, que fica presa ao guidão. Mas não são só elas. Muitas mulheres pedalam muito para chegar ao trabalho, à escola ou, simplesmente, para levar seus filhos pequenos para passear.

- Em todos os supermercados daqui, ao contrário do Brasil, as sacolas plásticas não são dadas, mas vendidas. Isso mesmo. Para carregar qualquer coisa, ou você leva uma sacola ou, então, paga por cada uma. A vantagem? Elas são mais resistentes e maiores, o que faz com que durem bem mais tempo e caibam muitos produtos. Além disso, evita-se o desperdício (quem é que não adora uma sacolinha do mercado para fazer de saco de lixo em casa e acaba pegando mais do que a quantidade necessária? Eu adoro!) e cria-se uma consciência ambiental nas pessoas. Dá tão certo que ninguém reclama.

- Outra de supermercado: estava eu me dirigindo para pagar minhas compras quando vejo que, em alguns caixas, não há uma atendente. Pois é. Nas grandes redes, geralmente, três ou quatro caixas ficam ao nosso dispor para passarmos os códigos de barra pelo leitor óptico e, depois, pagar. Como? A própria máquina nos dá as coordenadas para pôr o dinheiro e pegar o troco ou, então, passar o cartão. Modeeeeerno!

- O pedágio não tem um valor predeterminado. Você pega um tíquete no início da estrada e, depois, no final do destino, tem de validá-lo e pagar pelo serviço, só que o valor é equivalente à distância percorrida. Assim, quem “usar” mais a estrada, pagará mais. Quem “usar” menos, pagará menos. Justo, não?

- Em muitas cidades pequenas – e não turísticas –, as pessoas fecham o comércio na hora do almoço para voltar a abri-lo só duas ou três horas depois. Por isso, o horário comercial daqui é diferente do do Brasil. Em vez de parar de trabalhar às 17h, 18h, todos que trabalham em lojas e coisas do tipo param às 19h30, 20h.

- O suco de laranja mais vendido aqui não é igual ao nosso. Ele é vermelho! Isso porque existe a “Arancia rossa” (laranja vermelha) e ela é a preferida não só para a bebida, como também para a elaboração de doces. É maior que a brasileira e também gostosa.

- Não existe cobrador de ônibus. As pessoas compram as passagens em locais autorizados, como bancas de jornais, e só precisam validá-los em maquininhas que existem dentro dos ônibus. Não, o motorista não vê nada. Ele apenas pára quando alguém precisa sair ou entrar.

O restante – que eu não descobri – deixo para você ver pessoalmente e contar para a gente depois. Um beijo e obrigada pela companhia!

Ciao! (pronuncia-se tchau e significa tanto "tchau" como "oi")

Texto de Mônica Luz, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal. 



Leia também:

.Capítulo 6 - Torino tem muito a oferecer
.Capítulo 5 - Cidades que também parlam “Deutsche”

.Capítulo 4 - Um tour por cidades pouco visitadas
.Capítulo 3 - Roma...Indescritível!

.Capítulo 2 - Promoções e Dia dos Namorados na Itália

.Capítulo 1 - Lua-de-mel e aniversário de casamento


 

 

Alguns dos melhores momentos e lugares

 

 

 

 

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