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Dica para mulheres e homens que querem casar, mas ainda não têm pretendentes

Tanto as italianas quanto os italianos são muuuuuuuuuuuuito bonitos. Se você vier para cá e encontrar algum feio, tenha certeza de que é turista. Os mais feinhos estão pau-a-pau com os bonitos brasileiros. O mesmo vale para as mulheres. Parênteses: acredito que dois fatores interferem diretamente nisso – a moda e a vaidade. O povo italiano é vaidosíssimo e tem, como aliado, o fato de abrigar uma das capitais da moda, Milão. As roupas são lindas, os acessórios, fantásticos e as pessoas, definitivamente, sabem como conciliar tudo isso e valorizar a beleza que já têm. Portanto, fica até fácil.

Diário de Bordo

A nossa chefe de redação Mônica Luz relata os principais
acontecimentos da sua segunda Lua-de-Mel na Itália
Dicas, críticas e sugestões!


Capítulo 1:
Lua-de-mel e aniversário de casamento


Foto Fabio Tarquini

12 de fevereiro. Hoje, faz dois anos que se deu o momento mais feliz da minha vida: o meu casamento. E o engraçado é que parece que tudo aconteceu ontem, especialmente porque comemoro esta data onde vivi os outros dias mais felizes: a minha lua-de-mel.

Pois é, por coincidência – ou sorte – do destino, cá estou eu na Itália (chato...). Cheguei no dia oito, quinta-feira, depois de passar por um vôo, literalmente, turbulento. Além da turbulência em si, que nos acompanhou de São Paulo a Milão, havia um grupo enorme de estudantes que não parava de falar, gritar, rir e bater palmas um só minuto. Se fosse só isso, tudo bem. Mas eles eram tipicamente filhinhos de papai, daqueles bem mal-educados. Não havia uma só pessoa que não se incomodasse com eles, até porque se tornava muito difícil dormir alguns minutos (isso faz diferença, pois são 11 horas de vôo e chegaríamos cedinho. No meu caso, ainda, tinha de pegar outro vôo para Roma). Mas tudo bem. O destino era a Itália e a companhia deles se tornava um detalhe mínimo e, agora, até engraçado – ao ponto de virar um comentário como este –, que não atrapalharia nem estragaria nada.

Em Milão, o próximo passo era passar pela alfândega e embarcar para Roma. A fila era enooooorme, e os agentes italianos não faziam a menor questão de agilizar o processo. Viam e reviam cada passaporte e, se achavam que alguma coisa era estranha, mandavam o turista apresentar dinheiro, documentos e o que mais julgassem necessário. Vi um brasileiro que chegou a abrir a calça para mostrar os euros que levava...

Passei sem problemas – nem perguntas. Meu marido, então, foi uma facilidade. Como tem passaporte italiano, nem na fila precisou ficar (com todas as pessoas provenientes da União Européia, ocorre o mesmo). Embarcamos e voamos para Roma. Não sei se é excesso de romantismo – até porque a Itália faz florescer isso na gente – mas até o céu, lá de cima, parecia diferente. Em um certo momento, via a ponta dos Apeninos branquinha, rodeada por um misto de azul, branco e laranja. Lindo!

Passamos o resto do dia em Roma – dormindo, diga-se de passagem – e, no dia seguinte (sexta-feira), viemos para L’Aquila, uma cidade muuuuuuuito fria (está entre as três mais congelantes da Itália), a cerca de uma hora da capital. Este nome se deve ao fato de a cidade ter o formato de uma águia.

Para falar a verdade, já conhecia todos os cantos lindos daqui, porque, na lua-de-mel, viemos para cá. Primos e tios do Fábio (meu marido) vivem aqui, o que facilita bem as coisas. Almoçamos e jantamos sempre na casa de alguém. Eles são extremamente receptivos, cozinham maravilhosamente bem e me fazem entender a maneira de agir do meu marido. Em pequenas atitudes deles, descubro de onde vem o jeito dele. Falam, em alto e bom tom, o que acham. A primeira vista, até parecem ríspidos, mas não o são. No fundo, são pessoas doces, com um coração imenso, que amam demais, só que de uma forma própria. As interferências culturais se manifestam também em situações cotidianas. Por exemplo: em qualquer casa que vamos, todos nós ficamos reunidos em volta de uma mesa, na cozinha ou numa espécie de copa. Na mesa, sempre há uma toalha plástica, mesmo que não haja nada sobre ela. Quando há, os pratos são: salame, presunto cru, pão. Um cafezinho tirado na hora também não pode faltar. Não parece familiar?

É por essas e por outras que a Itália vale à pena ser conhecida. O país não fica restrito às belezas que tem e à história viva que conta. Ele é lindo e fascinante também por causa de seu povo, um povo já muito conhecido por nós brasileiros. Sorte a nossa!  E sorte a minha por estar aqui e por conviver diariamente, há dois anos, com um brasileiro tipicamente filho desta terra.

Nas próximas edições deste diário de viagem (Diário de Bordo) que o Clube da Calcinha está promovendo, tentarei transmitir um pouquinho mais do jeito dessa gente e do que os povos que por aqui passaram conseguiram fazer.


 


Curiosidades sobre L’Aquila e sobre casamentos em L’Aquila


Aqui, há 99 igrejas, 99 praças e 99 fontes. Duas dessas igrejas – a Santa Maria di Collemaggio (o único Papa enterrado fora do Vaticano está aqui. É Celestino V) e San Bernardino – são disputadíssimas pelas noivas. Só para ter uma idéia: é preciso marcar a data do casamento com dois anos de antecedência nesses locais, e o valor cobrado para a cerimônia é de cerca de mil euros.

Um vestido de noiva por aqui custa, em média, dois mil euros, assim como os serviços de fotógrafo. As lembrancinhas, geralmente, saem por 25 euros a unidade. O mais caro, assim como no Brasil, é o serviço de bufê. Os valores variam entre 70 e 150 euros por convidado. Somando tudo, a cerimônia e a festa saem, facilmente, por 50, 60, 70 mil euros.


Perto da cidade, encontra-se a Basílica de San Gabriele, o santo protetor das crianças e dos jovens. Porém, independentemente da idade, os moradores daqui são devotos dele.

Uma das principais atrações de L’Aquila é o Gran Sasso, um conglomerado de montanhas onde muitos italianos e estrangeiros praticam esportes de inverno, como ski, snow board... Aqui, também é possível andar numa espécie de teleférico, chamado de Funivia.


Dica para os noivos que ainda não fecharam o pacote da lua-de-mel


Eu sei. Não há mais dinheiro para a lua-de-mel. Não faz mal. Parcele em 20 vezes, jogue na loteria, faça prestações eternas, mas venha para a Itália. Este país é romântico por natureza, assim como a lua-de-mel.

E não há o que discutir: por mais que você já tenha viajado mil vezes com o seu namorado, lua-de-mel é diferente.

Minha mãe sempre me disse isso: a lua-de-mel é única. E é mesmo. Há uma mágica própria – o  que não se repete. Agora mesmo, que estou aqui pela segunda vez, já percebi que as preocupações são maiores que antes. Depois que meu casamento se concretizou, vim para cá apenas com a intenção de ser feliz. Não havia com o que me preocupar. Hoje, mesmo sem filhos, as preocupações existem – e não são poucas. No mínimo, tenho de pensar na faxineira, nas contas que ficaram pendentes, em como está a minha casa, as minhas plantas, o meu cachorro...

É maravilhoso, mas não é a mesma coisa.  Por isso, venha à Itália na sua lua-de-mel. Eu tenho certeza de que será uma experiência tão única e maravilhosa para você como foi para mim.

E isso não tem preço.

 

 

 

 

 

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