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Comportamento Escrito por: Maria Cláudia Aravecchia Klein
Quando a família dele é o problema
Você casa e acaba levando a família dele de presente. Literalmente, o dote. Só que antes, vale lembrar que ele também leva a sua na "mala". Por isso, os problemas de relacionamento com a família do marido, namorado ou respectivo podem ser amenizados sim, sem dores de cabeça. Mesmo para aqueles entraves, que aparentam durar mais que a própria relação, existem soluções, nem que para isso, seja necessário morar a quilômetros de distância dos parentes. Assim que o perrengue começa, a mãe dele (a sogra) é tachada como a grande vilã da história, e em segundo lugar a cunhada (a filha da sogra). Na seqüência, aparecem o pai, um irmão folgado e sua noiva insuportável, uma tia pentelha e o restante da parentada. É muito comum algumas mulheres reclamarem dos jogos armados pela dupla cunhada e sogra, cúmplices como nunca neste caso. Parece que elas armam uma verdadeira arena de batalha para alimentar uma competição acirrada pela atenção do pobre do rapaz. Por causa da família, muitas moças vivem em pé de guerra com o namorado ou marido, esquecendo de observar que já era assim desde o início, quando se conheceram. Na verdade, nada muda com o tempo. Ninguém colocou limites, principalmente o seu amado, permitindo que as outras pessoas metessem o bedelho e isso vai perdurar até que alguém chute o pau da barraca. No começo, podemos ter receio de impor limites e tentamos agradar a todos, até porque não os conhecemos na intimidade. Mas, se essa atitude continua depois de um tempo, acompanhada da insegurança de saber até que ponto o outro vai te apoiar, é quase certeza que após o casamento vão invadir o seu espaço e os atritos vão tomar conta do pedaço, até mesmo nas horas em que as pessoas estão apenas querendo te agradar ou ajudar. Para que isso não aconteça, nada melhor do que deixar o seu amado cuidar do assunto. Como? A partir do momento que você se sentir invadida ou intimidada pela família dele, abra o jogo, conte tudo e peça a ele para tomar as rédeas da situação, ser o homem do pedaço, se impor e tomar uma atitude. Você só vai sentir mais orgulho, mais tesão, sem precisar discutir com as pessoas que ele ama. Mas, se o sujeito for imaturo e ficar sempre do lado da mãe ou da irmã com unhas e dentes, caia na real e pense em partir para outra, pois já está tendo uma prévia de como serão as brigas após o casório. Tenho uma amiga que logo após o casamento ficava angustiada pelo marido passar todos os dias para jantar na casa da mãe antes de ir para casa. Até que um dia, ela se posicionou e disse não admitir aquilo. Ele caiu na real e mudou de comportamento. Tudo bem, que ela viveu outras disputas com a sogra, mas após anos de convívio, elas aprenderam a se respeitar e ele deixou de ser filho, passando a assumir o papel de marido e pai. Participei de um debate na Rádio Bandeirantes sobre esse tema, no quadro “Do que Elas gostam”, e todos foram unânimes em dizer que para resolver essa questão nada melhor do que uma conversa franca com a cara-metade. Hoje, admiração, respeito e apoio estão no topo da escala de importâncias quando o assunto é relacionamento. O negócio é colocar os pingos nos iiis logo na arrancada para não ter problemas na chegada, ou seja, se por cargas d’água você ou ele tiverem que morar com a família de um dos dois, principalmente por questões financeiras, será mais fácil de enfrentar os percalços e viver em harmonia. Aproveite que os homens modernos estão mais dispostos a ouvir e se posicione, nem que para isso tenha que contrariá-lo. Acredito que o homem que respeita a mãe e as outras mulheres da família tem 50% de chances de ser um bom partido. Por isso, nada de vê-las como rivais. Um grande erro. E viver uma relação conturbada, cheia de “diz-que-diz”, mágoas e picuinhas não leva a nada, só gera rugas antes do tempo. Busque o entendimento, aceite ajuda e se coloque no lugar da mãe dele, por exemplo, para perceber as questões envolvidas e o motivo que a leva a agir de determinada maneira.
Texto da editora deste portal Maria Cláudia Aravecchia Klein, com cessão de direito de edição e publicação exclusivo à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal.
.Sem parâmetros, paradigmas, fórmulas e receitas prontas .Xô, Uruca! .Dê boas vindas ao novo .Fora de medidas e feliz .Amor correspondido, amor MalDito |
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