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Comportamento
Escrito por: Maria Cláudia Aravecchia Klein
Dicas,
críticas ou sugestões!
Se não der certo, separa!
- Os relacionamentos hoje são egoístas – um amigo confidencia num almoço saboroso e brasileiríssimo com direito a arroz, feijão, filé e ovo frito.
- Que negócio de dormir abraçadinho?
- É uma delícia, enquanto você dorme o sono mais gostoso da manhã, a super decidida da sua mulher acende a luz, e demora meia hora para escolher a melhor combinação do dia, entre tantas calças e blusinhas. Nem vou falar dos sapatos. Super romântico.
Intimidade, privacidade e tudo em duplicidade. Banheiro, chuveiro, televisão, home theater, computador, carro, cachorro, iPod, MP3 Player. Vai comprar? Compra logo dois de uma vez e tenta pechinchar um desconto maior.
Lá em casa, como no lar-doce-lar de muitas amigas a história se repete. Quando um dos dois está no banheiro, nem pensar em dividir o espaço. Número 1, 2 ou 3 na frente um do outro, minha mãe me catequizou como sendo quase que, ofensivo e uma forma de deixar o intestino ainda mais tímido ou preguiçoso. Ajam bacilos dos mais variados tipos depois. Sinceramente, eu não estou nem ai com a hora do Brasil, mas muita gente que conheço é adepta da filosofia da minha mãe, inclusive, meu marido.
Tomar banho junto é super romântico quando se tem um chuveiro só. Enquanto um se ensaboa, ou outro congela do outro lado, sem falar quando não cai xampu no olho e dá aquela ardida, quem nem com água benzida passa. Sem dúvida, o banheiro separa casais. Não é à toa que de acordo com o Feng Shui, o WC é o ambiente com mais energia negativa a ser controlada.
E na hora em que você está no meio do ato da depilação caseira ultramoderna, com a lâmina embaixo do braço ou com aqueles papéis horríveis de roll-on com cera cor-de-rosa na perna, e de repente, seu marido entra e te olha como se você fosse uma macaca peluda ou a Dona Florinda, do programa do Chaves.
Na minha teoria, depois da falta de grana, incompatibilidade de gênios e de genitálias, e dos objetivos em comum, o banheiro é um grande vilão nos casos de separação, principalmente entre os casais adeptos da famosa frase “Se não der certo, separa”. Ouvi isso não uma, mas várias vezes de pares indecisos sobre continuar a relação, comprar uma bicicleta ou casar logo de uma vez, afinal já tinham “perdido” muito tempo um com o outro.
Não que eu defenda veemente o “casamento até que a morte os separe”. Defendo o enquanto houver o amor, existirá a cumplicidade, a tolerância, a paciência, o desejo, a amizade e muita vontade de ficar junto. Agora, pra quem acredita no “amor-papel-higiênico”, para a felicidade dos ansiosos e infelicidade dos juízes, entrou em vigor a Lei nº. 11.441, que altera dispositivos do Código de Processo Civil. Através da nova lei, o casal só precisa ir, no mesmo cartório em que casou, em companhia de um advogado, para na mesma hora, realizar o divórcio, a separação, o inventário e a partilha consensual de bens.
Fácil, prático e sem grandes complicações.
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