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Comportamento Escrito por: Maria Cláudia Aravecchia Klein Doce infância
Na semana do Dia das Crianças, não vou nem comentar sobre o primeiro debate, mas fica a grande interrogação momentânea: até quando vamos nos deixar enganar e agüentar calados? Voltando a pauta infantil, não sou nenhuma expert em educação, pedagogia e ainda não tenho filhos. Porém, recebi um e-mail de uma amiga com um texto super bacana, que falava, através da carta de um garoto a Deus, as insatisfações das crianças frente à distância dos pais. Enquanto crianças, a distância é mais sensível do que inteligível e gera um bocado de percalços que deverão ser trabalhados ao longo da vida. Distância física pela falta de carinho, um beijo e um abraço. Distância pela falta de tempo, convívio e cumplicidade. Por desgaste nos relacionamentos, mentiras, falta de comunicação, excesso de bebida, ofensas, surras e grana curta. Até o sucesso profissional, ascensão, reconhecimento social geram a bendita da distância. A tecnologia também contribui com tudo sendo mais importante, descartável e momentâneo. Resultado: carência afetiva, baixa auto-estima, insatisfação plena, personalidade confusa, ódio e problemas crônicos de saúde. No “Spam”, o autor “anônimo-alusivo” coloca na voz do menino a vontade de representar o papel da Televisão, pois dessa forma ele passaria a ser um dos protagonistas na história da família, sem ter gente reclamando, brigando, criticando ou desfazendo dele. Nos dias de hoje, quando o trabalho ocupa a maior parte do nosso tempo, ficar com os filhos, ter lazer e desfrutar de "paz" com a família é um desafio. E na falta do convívio ou presença dos pais, as crianças ficam tão carentes que se apegam rapidamente a primeira mão estendida ou a porcaria mais ofertada pelos colegas da escola.
Ao invés de consumir e gastar com aquela boneca que fala, canta, dorme, ronca, come, faz xixi e cocô, que tal aproveitar para alienar-se da massa e curtir as pessoas que realmente interessam? Ter um filho nunca foi brincadeira. E para não aumentarmos o número de obesos, neuróticos, anoréxicos e criminosos, está na hora de dar um basta na hipocrisia para não sentir vergonha no futuro de ter sido mais uma que não fez absolutamente nada para mudar ou descontou nos pobres pequeninos sua falta de coragem. Deixe de lado as banalidades atuais. Super Nanny e domadoras modernas de bebês são ótimas consultoras. Existem milhares de bons livros à disposição e infinitas teorias bem sucedidas. Mas a boa e velha "criação", na prática, se resume ainda em palavras-chaves: AMOR, CARINHO, ELOGIOS, SENTIMENTO, FÉ, RESPEITO, CONVERSA, ALEGRIA, BRINCADEIRA, CUMPLICIDADE, APROXIMAÇÃO, DOAÇÃO, DAR EXEMPLO, PRESENÇA, BONDADE, VALORIZAÇÃO... Comece o ditado! |
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