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Comportamento Escrito por: Maria Cláudia Aravecchia Klein Exclusividade não tem preço O trabalho com publicidade deixa o nosso olhar ainda mais crítico em relação aos garotos-propagandas, principalmente com aqueles, que bastou fazer um pouquinho a mais de sucesso, para fechar contrato com todas as marcas anunciantes interessadas. Vivemos na época da notoriedade a qualquer preço. As pessoas estão cada vez mais determinadas e firmemente fixadas ao desejo de serem famosas. Serem "mais importantes" do que apenas talentosas ou pessoas comuns. Num encarte do Ponto Frio, vi a Cléo Pires, sua mãe Glória Pires e seu padastro Orlando como família-propaganda da marca, sendo que até pouco tempo, eles protagonizavam as peças das Lojas Americanas. Isso dá um nó na cabeça de qualquer consumidor. Realmente, as informações mudam muito rápido. Não ocorreu nem a assimilação, nem a associação, nem o entendimento real e nem o subliminar. Ainda mais, porque as cores quentes das duas empresas varejistas despertam as mesmas percepções e sensações. Deu até para imaginar em fusão das duas empresas, ainda mais na recente discussão sobre Sadia e Perdigão. Lembrei que, em menos de três anos, Cléo estrelou a propaganda das Havaianas e da Vivo. Talvez se eu estivesse na pele de uma celebridade televisiva, pensasse mais no cachê do que na saturação. Mas, ao olhar a peça impressa que veio dentro de uma revista de decoração, fiquei observando a imagem da garotae não vi mais àquela menina dos olhos brilhantes, que foi descoberta em um filme com o Chico Buarque. Além de ler slogans, ter a atenção persuadida por alguns trinta segundos publicitários, consumidor sente isso. Percebe um olhar e a fidelidade à marca. Precisávamos ter acesso à informações de mercado, do que gerou o tipo de comportamento celebridade de Zeca Pagodinho. Perdemos o tradicional significado da palavra e ganhamos as garotas e os garotos "celebridades que usam ou fingem consumir determinado produto". Uma legião, que apesar de não ter culpa de nada, não pode deixar "as reações humanas emergentes" dominarem. E, os olhinhos aparecerem opacos nos comerciais de TV, nas telenovelas, nos filmes, e que, só no teatro é onde não dá pra esconder. Li numa nota no jornal Valor Econômico que a expectativa de renda da cantora Ivete Sangalo para este ano é de R$ 40 milhões, sendo que uma recheada fatia desse bolo provém dos contratos com cinco marcas, que vão desde chocolate até cerveja. É o efeito"Caras" de ser refletido no comportamento dessas mega-stars e
das modelos-manequins-apresentadoras-e-atrizes. Quando durante a
campanha de determinada marca esportiva, vacila e se esquece de usar o
tênis do patrocinador e, por descuido, aparece em público calçando um
modelo concorrente e inferior em qualidade. Hebe, Cicarelli, Gisele
Bündchen, Juliana Paes, Ana Hickman. Quem é que estava naquela
propaganda mesmo? |
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