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Comportamento Escrito por: Maria Cláudia Aravecchia Klein Me engana que eu "gostcho" ainda mais de você
Nessa história complicada, surge um terceiro papel. O seu. Vocês se conhecem no trabalho. Você é bem mais nova e bonita do que ele. Mora com seus pais, tem carro próprio, dinheiro próprio, tem seu cartão de crédito. Uma moça "aparentemente" independente. Tropeça na conversa. Deixa seduzir-se pelas promessas. É fisgada. Se encontram durante a semana, no horário do expediente. E, todo sábado à noite, você fica sozinha em casa, esperando uma possível ligação. Infeliz e triste, imaginando onde ele deve estar com a esposa ou a companheira, e os filhos. Não importa onde vocês se conheceram, como o caso começou. O comportamento e os sinais emitidos por este tipinho são sempre os mesmos. As falsas promessas, os relatos sobre não dormir mais com a esposa, de que vai deixá-la e construir uma nova vida ao seu lado, os encontros em horários não comprometedores, a falta de compromisso. Bem-sucedidos ou "malacabados", das mais diferentes origens, idades e credos, a história é sempre igual. Eles agem da mesma forma. O sujeito ainda é possessivo. Faz questão de deixar claro aos quatro cantos do mundo o apreço e o ciúmes que sente por você, como se isso apaziguasse a ausência em todas as festas de família e nas reuniões dos amigos que vocês dois têm em comum. Por outro lado, a "titular" começa a sentir sua presença. Ela sabe que você existe, todo mundo sabe da existência de todo mundo e a disputa pelo poder começa. Ser a amante perfeita não é nada fácil. Então, o preço por assumir o papel pode custar um pouco mais caro em determinadas horas. É quase impossível não exigir exclusividade, nem competir com a mulher oficial. Manter a aparência impecável, ser fiel e estar sempre com o mesmo apetite sexual, mesmo nos dias em que você se sente carente ou durante a TPM, é uma dura escolha. Se você não suporta mais roer osso ou viver de ilusões, está na hora de colocar um ponto final nessa história que não terá final feliz, pelo menos para você. Agora, se o que você quer é uma relação de não-envolvimento, assuma o seu papel e desencane do resto. |
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