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*Os ataques a policiais, civis e bombeiros; e as rebeliões nos presídios, centros de detenção provisória (CDPs) e unidades da Febem aconteceram em virtude da insatisfação do PCC frente à transferência de líderes da organização, entre os quais Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola), para um complexo de segurança máxima, a penitenciária 2 de Presidente Venceslau (a 620 km da capital).

Comportamento

Escrito por: Maria Cláudia Aravecchia Klein
Dicas, críticas ou sugestões!

Cones e cordão de isolamento

No término do final de semana conturbado pós ataques do crime organizado em São Paulo e em outros estados brasileiros, assisti juntamente com outros tantos telespectadores o então governador do Estado de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL) afirmar, em reportagem ao Fantástico, que tudo está sob controle, dipensando a ajuda oferecida pela Polícia Federal.

Realmente num País, onde não temos política de segurança nacional, fica difícil para a população confiar numa afirmação como esta e manter-se menos tenebrosa diante da guerra civil que se alastra com tamanha rapidez. O que temos realmente é uma comprovação de que os mais de 150 ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) ocorridos nos três últimos dias são frutos de uma facção criminosa baseada em ações estratégicas, comunicação eficaz e muito planejamento.

O crime organizado deixa claro que a população está à mercê da vontade dos criminosos. Trabalhadores saem às ruas e enfrentam falta de ônibus, congestionamentos, faixas de ruas interditadas por cones e cordões de isolamento, principalmente nas proximidades de delegacias e corpo de bombeiros, suspensão do rodízio e o pavor de ir até o banco na hora do almoço, pois as agências bancárias, assim como os ônibus, tornaram-se os principais alvos de atentados*.

Com certeza você já escutou mil vezes o que vou falar, mas acredito que enquanto não tivermos uma política de inclusão social, educação, cultura e mais postos de trabalho, essas reações serão cada vez mais comuns. Isso é uma reação da desigualdade social que assola o nosso País e mais uma vez quem paga o pato são os menos favorecidos e a classe média.

 

 

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