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Comportamento

Escrito por: Maria Cláudia Aravecchia Klein
Dicas, críticas ou sugestões!

A felicidade custa quanto?

É incrível, como já ouvi vários homens desabafarem "elas nunca estão satisfeitas", ou, "não adianta, elas sempre arrumam argumento para reclamarem". A verdade é que o ser humano é um insatisfeito. Alguns o são em relação ao trabalho, outros em relação ao casamento, ao sexo oposto, à ascensão profissional.

Não tem jeito. Quando as pessoas ficam meio inseguras e sem saber ao certo o que querem, pinta o que algumas congregações religiosas pregam como "uma mãozinha do capeta". Dúvidas bestas, insatisfações, inseguranças sem fundamento, lutas internas, melindres, falta de massagem no ego e negação à realidade.

Se já não bastasse a voz do "capetinha", de uns trinta anos para cá, depois que a mulher tornou-se "consumidora", criou-se um mercado negro que lucra a partir de algumas obstinações modernas. Insatisfação com a própria imagem é uma das regras impostas pelo mercado da apologia à beleza para vender cremes, cirurgias plásticas, tratamentos revolucionários e dietas milagrosas.

A falta do gozo feminino também tem gerado uma baita frustração, que acaba lotando a agenda de psicanalistas, terapeutas e a compra de medicamentos afrodisíacos para "impotência" feminina. E se além de ser linda, magra e gozar feito um homem, a mulher for uma executiva bem sucedida, nossa, chega-se ao ápice do que hoje é ser uma mulher de verdade. Àquelas que conseguem sucumbir aos modelos impostos, são uns ETs. Casos a serem estudados.

A grande maioria cede às pressões comerciais, projeta no outro o alcance da felicidade e não há Cristo que a façam felizes. Também com a felicidade custando o olho da cara e a liberdade prometida num preço alto demais, é complicado permanecer imune.         

Esse descontentamento utópico criado em laboratório, desvia a nossa atenção para causas mais nobres dignas de observação feminina. Para quê comprar a idéia de ser essa mulher ideal, se vivemos num mundo longe de ser o que gostaríamos? A satisfação não tem que estar lá, inacessível, distante. Vamos ser ETs...mudar os paradigmas?

         Que tal começar pela mudança das ações rotineiras? Temos a vida inteira pela frente para testar, experimentar, sem medo de errar ou ter o cabelo totalmente diferente. Ande de bicicleta, converse com uma pessoa que nunca viu antes, ouça sua música preferida, vá ver um parente próximo ou um amigo, ande descalça, fique sem fazer nada por um tempo, pinte, desenhe, passeie, medite, reconheça suas limitações, foque nos seus talentos, pense em como está insatisfeita com tanta desigualdade, injustiça e mexa-se. 

 

 

 

 

 

 

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