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Comportamento Escrito por: Maria Cláudia Aravecchia Klein "O amor platônico não tem mais espaço na vida moderna"
"Isso é o que mais falta nas relações homem e mulher. É muito comum ouvir parceiros dizerem que não se conheciam e nem sabiam qual eram os desejos ou as metas de vida um do outro. E no amor platônico esse é o start para o interesse e a admiração. Aliás, admiração é um dos ingredientes de aproximação do amor platônico, que depois se transforma em desejo, atração física e sexual. Estamos pulando essa primeira fase", acredita. Para a psicóloga e psicoterapeuta sexual Katia Horpaczky, o amor platônico está envolvido com o medo de descobrir as imperfeições. "Ou pior, o medo de nem haver a possibilidade de descobrirmos tais imperfeições. O problema é que sonhamos demais. Ele acaba incapacitando a pessoa de criar elos possíveis de relacionamento”. O amor platônico 'protege'. As pessoas podem se esconder atrás dele. Sem dúvida, revela uma dose de imaturidade emocional, à medida que nunca se experimenta os limites e as frustrações de uma relação concreta. “Na maioria das vezes ocorre para substituir, completar, realizar fantasias, para que a mulher viva o que já não vive mais ao lado do marido, talvez pela rotina, desgaste da relação. Mas não quer ou não pode se separar", enfatiza Katia. "A mulher na faixa dos vinte aos quarenta anos fica idealizando um parceiro, acreditando que isso é o amor verdadeiro, quando é simplesmente uma fantasia de felicidade”. "Dancei as quatro noites de Carnaval com um rapaz, no auge da música 'Máscara Negra', romântica, sedutora e misteriosa. E durante o resto do ano, ia para a escola pelo caminho que eu sabia que o encontraria. Só que nunca mais o vi. Durante anos, eu não diria que o amava, mas me lembrava da situação com muito lirismo, até que vinte anos mais tarde, encontrei o tal rapaz. Que decepção! Baixinho. Eu sou alta. Uma pessoa com a aparência de não estar realizada, sem uma persona. Uma coisa assim meio que se encontrando, e eu, palestrante, realizada pessoalmente, com uma construção de vida que me dava prazer e era muito importante para mim. Se eu tivesse alimentado essa ilusão durante vinte anos e isso é mais comum do que imaginamos, em que fria eu teria me metido?", desabafa Marcia Atik. Na opinião da doutora Katia, amar a si mesmo é fundamental. "Continuo valorizando a experiência prática. Nada como conviver na realidade com alguém de quem a gente gosta muito. Essa experiência é fundamental para nos tornamos uma pessoa melhor: menos egoísta, mais tolerante e mais generosa. Porque amar é fazer pequenas concessões em nome de algo maior" Fontes |
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