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Comportamento Escrito por: Maria Cláudia Aravecchia Klein Mulheres que preferem acreditar
Voltou a confiar plenamente nele. Ele agüenta firme e não trai. Os meses passam, ela relaxa, acha que vale a pena dar mais um voto de confiança. Ele começa a trabalhar até mais tarde, um dia, outro, passam-se meses. Ela decide fazer uma surpresa no consultório. Era melhor ter ficado em casa, acreditando nas promessas de mudança. As brigas recomeçam, as ameaças de ir embora, ele pede para ela ficar, dar outra chance. A outra não significa nada para ele. Ela passa a mão na cabeça dele, abraça e começa a viver mais uma vez a saga do inferno da desconfiança. Essa é a sua escolha. Pura, simples e objetiva. Ele deixou claro que isso não vai se repetir nunca mais. Ela quer muito acreditar nele, mas não consegue. Será que ele está traindo de novo? Mas, quando? Com a estagiária? A vizinha nova do 712? Ele dorme todos os dias com ela, sempre atende as suas ligações no celular, quando não está no trabalho está em casa. Chega sempre cedo. Não tem tempo. Do trabalho para casa, da casa para o trabalho. Ele mudou mesmo! Ela prefere acreditar. |
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