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Casamento

Leitora Amiga: Adelita Batista
Dicas, críticas e sugestões!

O "Fábio Breda" é um capítulo à parte na minha vida

A nossa leitora Adelita Batista conta uma história de amor digna de novela mexicana, se não fosse real e dela própria.

“Se eu fosse contar detalhadamente tudo, tudo que já aconteceu nesses 10 anos de espera – tumultos, aflições, decepções, angústias, surpresas e revelações –, talvez, fossem necessárias umas 500 páginas!!! Ou mais!!!

Resumidamente: conheço o Fábio desde os 5, 6 anos de idade, quando comecei a fazer natação na Beck. Obviamente que, com essa idade, não ligava para muita coisa, a não ser a natação, o ballet, viajar e minha cachorra Dengosa... Além do que, o Fábio era, no mínimo, "feinho" para chamar a atencão de qualquer menina.

Quase 10 anos depois, chegando ao treino de natação no Pio X, meu técnico, Aquiles, nos avisou que o "BREDA" iria treinar conosco. Olhei rapidamente para a arquibancada onde ele já estava sentado nos aguardando (pontualidade britânica é com o Fábio mesmo) e me assustei... Um "menino lindo" estava ali e não mais o "feinho". No dia 23/03/1996, fomos a uma competição no Clube Paineiras do Morumbi, onde o "Fabio Breda", com todo seu charme, me pediu um "beijo de boa sorte". Foi aí que tudo mudou... De sapo ele tinha se transformado em meu príncipe!!!

Começamos a namorar (acheique sim ...), pura ingenuidade. Maasss, um belo dia, não muito depois de 23/03, meu pesadelo começou. Cheguei ao colégio (FITO) e estava subindo para a sala com uma amiga minha (Aline Nalon), com quem, havia algum tempo, eu não conversava.. Blá,blá, blá... falei que continuava nadando no Pio X e ela me disse que o namorado da prima dela também nadava lá. E advinhe quem era ela? Claro que o "BREDA", o "FÁBIO BREDA".

Meu mundo desabou... Chorei até... Mas fui para o treino só para vê-lo e, claro, com a idéia de fazer alguma pirraça para ele... Não deu muito certo. Apenas parei de falar com ele (o que me doía muito). Agüentei por um tempo, bem pouco tempo... Não resisti e acabei cedendo à "pressão"... Nesta época, não tinha celular, Orkut, MSN, mas nada disso era necessário para saber do Fábio. Tinha vários "informantes", fora as fofoqueiras e maldosas de plantão.

Certa vez, neste mesmo ano, na minha classe do colégio, estava um ti-ti-ti só e tinha uns três ou quatro álbuns de fotografia circulando, mas ninguém me deixava ver. Até as minhas amigas da sala estavam me poupando. Na hora do intervalo, voltei para a sala com a desculpa de pegar alguma coisa e claro que fui ver as fotos. Mais uma vez, fiquei sem chão. Imagine só: os álbuns, podemos chamar de book, eram de uma fulana da minha sala com quem? Isso mesmo, com o "FÁBIO BREDA"!!! Pela octagésima nona vez, fiquei aos prantos no colégio... O pessoal nem perguntava o que tinha acontecido. Todos sabiam que meu choro tinha um nome: "FÁBIO BREDA".

O tempo passava, baladas, viajens, mas o dito "FÁBIO BREDA" não me saía da cabeça. Eu tinha apenas 14 aninhos e o Fábio tinha acabado de fazer 18. Foram os três anos do colégio assim. Só para completar essa fase... No meu aniversário de 15 anos, o cara-de-pau chegou quase à meia-noite com um buquê de rosas nas mãos. Fiquei atordoada!! E, sem sombra de dúvidas, ficamos juntos...

    

Houve inúmeras coincidências, tipo: localizar o Fábio no show da Shakira no Olímpia lotado; ir a uma micareta e acabar esbarrando nele atrás do trio elétrico da Ivete Sangalo; sair correndo de salto alto do bar (Dali Bar) só para dar um "oi" e, depois, chorar a noite inteira; ver o Fábio passando de carro em frente à faculdade e parar de andar; vê-lo parado no semáforo (detalhe: com uma aliança na mão) e ficar dias de mau-humor.

Anos depois... Mudança de planos?
Entrei na faculdade, comecei a namorar e a trabalhar no banco. Um belo dia, estava indo embora do banco e me deparei com um leve congestionamento na saída... Quando prestei atenção no carro da frente, reconheci a mão dele para fora da janela. Olhei para ver o rosto, mas estava de óculos escuros, porém não tinha erro: era ele!!!! Depois de ficar vários anos sem encontrá-lo (apesar de saber todos os passos dele), não tinha a menor dúvida de que era o "FÁBIO BREDA"!!!

Saindo do banco, ele me deu uma baita fechada na rua (nem consegui sair do carro, estava com as pernas bambas!!), veio até o meu carro e pegou meu telefone. No dia seguinte, cheguei ao trabalho, liguei o computador, abri o Outlook e qual a a minha surpresa? Um e-mail do Fábio! A partir daí, não perdi mais o contato com ele. Não sei se foi bom ou ruim, porque ele achava que meu ouvido era pinico!!! Poxa! Será que era difícil perceber que eu não queria ser amiga dele? Ele começou a me ligar e um dia saímos para almoçar. Fiquei supernervosa, mas com uma baita ansiedade. Nada aconteceu, aliás, ele estava meio distante... sei lá?!

Estava trabalhando normalmente, tocou o telefone e minha amiga Graziella disse que a ligação era para mim. Atendi e era o fofíssimo... Me ligou só para dizer que ia casar! Perguntei repetidas vezes só para ter certeza... e ele dizia com a maior firmeza: "Vou casar e vai ser perto do seu aniversário.Vamos fazer uma despedida?". Além de tudo, sempre foi um CACHORRO! Desliguei o telefone e comecei a chorar incansavelmente... Até passei mal.

Para saber o final desta história (que parece de novela!), clique aqui.

 

 

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