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Emery Ferraz é consultora de Recursos Humanos formada em psicologia pela USP e em administração de empresas pela FGV.

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Consultora Amiga: Emery Ferraz
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O novo mercado de trabalho

 

Estamos na era do Super-Homem ou do Superprofissional? Não, estamos apenas diante de um mundo cada vez mais globalizado, que traz impactos em todos os aspectos da nossa vida.


E, principalmente, na atividade que praticamos todos os dias, o nosso “Trabalho”, colocando uma pitada generosa de prazer e realização, garantindo o “Pão Nosso de Cada Dia”.
O mercado de trabalho, que traduz as necessidades e expectativas das empresas, adaptou os novos tempos ao novo perfil do profissional, que também deve ser globalizado no sentido de suas competências. Portanto, prepare-se, pois não é nada simples. A concorrência é feroz, mas perfeitamente possível de ser vencida.   

O que as empresas esperam encontrar nos profissionais? Quais são as competências mais valorizadas para se tornar mais competitivo no mercado?


As empresas sempre buscaram e continuarão valorizando a formação acadêmica em escolas conceituadas no mercado, pois, com certeza, isso traz um diferencial na questão conceitual. Cursos adicionais, como especializações em sua área de atuação ou áreas correlatas e o domínio de idiomas, também se mantém desejáveis.

O que efetivamente mudou é a forma de avaliar o perfil profissional. O mais relevante, a partir de agora, passa a ser as reais conquistas do ponto de vista do que ele agregou à sua vida profissional e pessoal. Quais foram as suas efetivas contribuições à organização, do ponto de vista de resultados, o que ele foi capaz de produzir. Avaliar apenas o currículo não tem mais valor.

No aspecto pessoal, são analisadas as situações que exigiram do profissional mostrar flexibilidade, auto-confiança, liderança compartilhada, ser inovador e estrategista. A capacidade de transformar idéias em ações, considerando o contexto onde está inserido, com sensibilidade e maturidade para discernir o que pode ou não dar certo no ambiente e no negócio da sua organização. A capacidade para valorizar seus pontos fortes e o reconhecimento dos pontos que mereçam ser melhorados, com certeza, contribuem para seu autodesenvolvimento e caracterizam boa parte de um perfil de sucesso no mercado de trabalho. Tudo isso eu traduziria em inteligência e atitude.

O que fazer, então, para me aproximar desse perfil ideal?


Não há uma receita, cada individuo é único. Cada um de nós estabelece um plano para sua vida, e o importante é estar sempre revisando, para ajustá-lo tanto ao mundo corporativo quanto ao “nosso mundo”.

Algumas dicas poderão ajudar a refletir e, quem sabe, começar a preparar o seu “plano”, aqui vão elas:

  1. Descubra sua vocação e seu talento.
  2. Cuide da sua formação acadêmica. Se você não teve a oportunidade de cursar uma escola considerada conceituada no mercado, invista, para que  você possa compensar isso com uma complementação através de uma pós ou MBA.
  3. Prepare-se para falar, pelo menos, dois idiomas fluentemente.
  4. Faça diferença naquilo que você se especializou.
  5. Diariamente, questione-se sobre o quanto você hoje está globalizado, antenado com o que acontece no mundo. Cultura geral é uma competência esperada e admirada pelas empresas.
  6. Valorize, com maturidade, seus pontos fortes e descubra aqueles que precisa melhorar e enfrente-os. Se precisar, procure ajuda.
  7. Busque o autoconhecimento. Ele é capaz de fazer milagres por nós.
  8. Saiba ouvir. Esta outra característica é esperada e avaliada pelas empresas.
  9. Não espere que a empresa sempre compreenda todas as suas atitudes. Ela esperará reciprocidade.
  10. Aprenda a lidar com as frustrações. Elas existem também no mundo corporativo.
  11. Tenha bom humor. Ele ajuda muito em muitas horas.
  12. Seja ético. Sempre.


Texto de Emery Ferraz, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal.  



 

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