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A Casita reinaugura no dia 15 de junho

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Ainda na barriga das futuras mamães ou mais crescidinhos, bebês e crianças encontram um ambiente acolhedor, propício para o desenvolvimento e a socialização, no espaço de convivência conhecido como “Casita”, em Santo André, no ABC paulista

A fachada amarela dá boas-vindas, assim como o jardim. Espalhados pela pequena varanda estão os sapatos. É que ali, todos os “andantes”, sejam eles crianças ou adultos só entram descalços. Sim, esse é um ambiente acolhedor. Estamos falando da “Casita”, o primeiro espaço de convivência para gestantes e mães do Grande ABC.

A Casita foi idealizada e concebida pela psicóloga Carla Capuano durante a gestação da sua filha Clara Liz. Com MBA em Gestão de Pessoas e mais de quinze anos dedicados à área de Recursos Humanos em empresas multinacionais, ela vivenciou o que muitas mulheres contemporâneas vivem na atualidade: o desejo de se tornar mãe e repensar sua vida profissional.

Na hora de empreender, a psicóloga é enfática e fiel às suas crenças. “Para me definir nessa nova fase, vou utilizar a frase de Paulo Leminski: ‘Isto da gente querer ser exatamente o que a gente é ainda vai nos levar além’”, diz Carla. Simples assim. Mãe independente por opção, depois de morar na Austrália por dois anos, ela percebeu que é possível viver diferente e ser quem realmente se é. Decidiu abandonar a segurança do cargo de consultora, o scarpin de salto alto e a saia envelope e investir no seu próprio negócio.

“Eu precisava desenvolver uma atividade conciliadora. Ao criar a Casita, pensei primeiramente na possibilidade prazerosa de ter um trabalho suscetível a me deixar ainda mais próxima da minha filha, afinal, ela participa da maioria das atividades do espaço ao meu lado”, relata a psicóloga.

Em fevereiro de 2012, Carla organizou o 1º Encontro de Pós-Parto no Grande ABC, uma extensão do seu aprendizado, quando era frequentadora do grupo de apoio pós-parto criado pela Cris Toledano, no Espaço Nascente, em São Paulo. “Por mais que as mães acreditam estar preparadas para a maternidade, sem dúvida, esse é um período repleto de desafios. E conviver com outras mães, compartilhar experiências e ser acolhida nessa nova fase é fundamental”, explica a mãe-empreendedora.

Reinauguração

Com apenas um ano de vida, a Casita passou recentemente por uma reforma e vai reinaugurar as novas instalações no próximo  dia 15 de junho, com uma programação muito especial. Serão vários eventos acontecendo simultaneamente. Confira abaixo e faça sua inscrição!

Período da manhã:
9h30 às 10h30 – Yoga para casais grávidos
10h às 11h – Massagem relaxante para gestantes
10h às 11h – Reflexologia: massagem relaxante para os pés
10h às 13h – Pintura na barriga
11h às 12h – Bate-papo sobre amamentação
11h às 12h – Oficina de mandala para casais grávidos: uma nova configuração
11h às 12h – Saúde bucal do bebê: da gestação à infância
12h às 13h – Bate-papo sobre amamentação

Período da tarde
13h às 14h – Parto humanizado
13h às 14h – Oficina dos chefinhos (crianças de 2 a 6 anos de idade)
13h às 17h – Arte na parede (mães e filhos)
13h às 14h – Abordagem humanizada:  como contribuir para formação de  vínculo. Existe uma técnica?
13h às 16h – Slingada
13h às 16h – Fraldada
14h às 15h – Bate-papo com mães e pais de prematuros
14h às 15h – Baby yoga e shantala
15h15 às 16h – Chás e ervas: verdades
14h30 às 17h – Brinquedos educativos
15h às 16h – Fisioterapia respiratória
16h às 17h – MPBebê

As inscrições para as atividades do dia 15 de junho devem ser feitas pelo email contato@acasita.com.br

Além das atividades especiais desse grande dia, semanalmente, o espaço continuará disponibilizando de atendimento permanente às gestantes, mamães, casais, bebês e crianças. O pediatra especializado em neonatologia e amamentação Carlos Eduardo Correa, o Cacá, atende no espaço, sempre com agendamento prévio. Foi criado o projeto MPBebê, com a cantora e compositora Thais Helena, que visa promover a socialização entre pais, filhos e amigos por meio de música de qualidade e toda a infraestrutura necessária.

Também é realizado o curso de introdução de alimentos: “Bebê tem fome de quê?”, apresentando caminhos saudáveis e possíveis para a boa nutrição infantil. E para as gestantes e mamães, a Casita conta com a prática de yoga, com o diferencial de ter uma cuidadora para os filhos, enquanto as mães participam. Os bate-papos também estão garantidos com o Chá com Ciranda para as maternas com bebês acima de um ano de idade. Além disso, o espaço conta ainda com atendimento de psicoterapia, nutrição, reflexologia, amamentação, fisioterapia respiratória, grupo de apoio ao parto, musicalização, entre outras atividades e cursos nessas áreas.

Serviço:
A Casita é um espaço, localizado em Santo André, no ABC paulista, para mães, filhos, pais e familiares que acreditam no convívio acolhedor, respeitoso, harmonioso e profissional. A casa oferece atendimento de pediatria humanizada, psicoterapia, nutrição, amamentação, fisioterapia respiratória e reflexologia; práticas em eutonia e yoga; grupos de apoio ao parto e pós-parto e cursos nessas áreas.

Tels. para mais informações: (11) 2834-5303 e 99435-4275

http://www.blogdacasita.blogspot.com.br/

As crianças e o túnel dos ovos de Páscoa

Os supermercados, as lojas e os empórios estão repletos de ovos de Páscoa. Logo na entrada, você é impactado pelo lindo túnel de ovos de chocolates, que nos dá a sensação de chegar a um mundo mágico. Imediatamente, os nossos desejos são despertados. É como se estivéssemos voltando à infância.

“E se os adultos ficam tentados a provar os novos sabores de ovos de chocolate, imaginem as crianças! Elas ficam fora de controle! No entanto é preciso lembrar que a Páscoa costuma ser uma época na qual muitas crianças comem chocolate pela primeira vez. Com isso é grande a incidência de alergias e intolerâncias alimentares”, afirma o pediatra Moises Chencinski.

Branco, preto, crocante, recheado com brigadeiro ou por brinquedos. Sim, outro agravante são os brindes e brinquedinhos que recheiam os ovos. Cada seriado ou personagem de desenho animado tem o seu ovo estilizado, com “algo surpreendente” dentro, que muitas vezes quebra assim que é retirado de dentro do ovo. A questão não é mais o simples hábito ou tradição de se comprar um ovo e dividir entre os familiares. O apelo do marketing instiga a criança a consumir o produto em quantidade.

De acordo com o pediatra, se os hábitos da família são saudáveis, as chances da criança se satisfazer com um único ovo de tamanho aceitável é grande. Por quê? Pois esse é o hábito da família. “Chocolate é muito gostoso e essa é uma época onde “um pouco a mais” não vai interferir. A questão é que as crianças já chegam à época da Páscoa com “muito a mais” de chocolate e aproveitam essa oportunidade para o abuso. Assim, é importante que os pais estabeleçam suas metas, seus limites, suas exceções para que, quando chegue qualquer situação festiva (aniversário, Páscoa, Natal e muitas outras) a criança aproveite a proximidade da família, a motivação da festividade, até comendo algum tipo de alimento que não faz parte de seu dia-a-dia, mas sem que isso traga riscos à sua saúde e nem se transforme em um hábito inadequado”, orienta Dr. Chencinski.

Ele alerta também sobre a necessidade de evitar todo tipo de alimento que venha em saquinho, potinho, caixinha ou latinha, o que inclui o chocolate, para crianças abaixo de um ano de idade. “A intenção é que a alimentação seja a mais natural e saudável possível. O chocolate não se encaixa em nenhum dos quesitos da alimentação necessária ou adequada para crianças nessa faixa etária”, alerta.

Para o pediatra, seria fundamental que as famílias compartilhassem essas experiências mais saudáveis desde a gestação, passando pelo aleitamento materno e outras orientações que são transmitidas nas consultas pediátricas sobre o desenvolvimento adequado. “Essa geração de crianças está sendo preparada para viver 100 anos. Mas o importante é viver até 100 anos com saúde e não com doença. Não há como atingir essa meta sem a participação de todos os setores envolvidos. A família, a escola, a mídia, a sociedade e os órgãos governamentais responsáveis precisam estar em acordo e na busca dos mesmos objetivos. Enquanto isso não acontece não há programa de saúde que possa dar certo. Uma mudança cultural como a diminuição da oferta de doces e chocolates às crianças como presentes e como sinal de amor pelos parentes e amigos requer muito trabalho, muito tempo, muito empenho. Mas é possível”, conclui.

Para evitar excessos alimentares na Páscoa, uma dica é esconder o ovo de chocolate e alguns outros ovos de madeira pintados ou apenas embrulhados em um jardim ou dentro de casa. Esses ovos de mentirinha podem ser produzidos junto com as crianças, pintados ou embrulhados em papéis com cores bem alegres. Pela tradição, todos saem em uma divertida busca pelo ovo de chocolate. Além disso, nessa situação (ovos de Páscoa), seria interessante ensinar noção de limites, com a explicação da motivação da festa e da necessidade de controlar o consumo.

Mais informações: Pediatra: Dr. Moises Chencinski – site www.drmoises.com.br.