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Maternidade: hora de repensar a carreira

Junto com o bebê recém-saído da maternidade, chega em casa uma nova mulher, que deixará a carreira de lado por alguns meses para iniciar-se como mãe. Porém, depois da licença-maternidade, muitas mulheres se sentem um pouco perdidas em relação ao retorno ao mercado de trabalho. E por que isso acontece?

De acordo com Stella Angerami, pioneira na prática do counselling no Brasil, – que possui ampla experiência no aconselhamento de executivos de alta gestão e nível gerencial e na formação de consultores, – isso ocorre por que as mulheres  não visualizaram antes o que aconteceria depois do nascimento dos filhos. “Na verdade, elas são pegas de surpresa com as rápidas mudanças que hoje acontecem no mercado e não se preparam para elas. Sair de licença e retornar requer um plano de negócios. Mas, como a maternidade deixa a mulher em estado alfa, isso nem passa pela cabeça das mamães. Com mais poder aquisitivo, elas estão mais preocupadas, por exemplo, com a escolha do enxoval,  do nome do bebe e da cor do quarto”, esclarece.

Stella, que é uma das autoras do livro “Bem-me-quer, malmequer: histórias verdadeiras de mulheres e suas escolhas de carreira”, da Editora Évora, alerta para o fato do ser humano ter ciclos e de diferentes durações, além de muitos talentos. “Ao despertar para o novo papel de mãe, a mulher se redescobre e aprende novas habilidades. Além disso, outros sentimentos são despertados, como a vontade de dividir mais o seu tempo entre trabalho e filhos, o prazer de diversificar as tarefas ao longo do dia e de não querer mais se submeter a tudo a qualquer preço”, orienta a especialista.

Sim, nessa fase, a mulher descobre uma nova escala de valores pessoais, o que a leva, em alguns casos, a arriscar-se na abertura de um negócio próprio. Para as empreendedoras, Stella aconselha ser preferível montar algo com que se tem afinidade, conhecimento e familiaridade. “O negócio tem que vir de dentro para fora, pois no momento do turbilhão externo,  como mudanças econômicas e estruturais, existe o suporte desse pilar de sustentação. Porém, para ser empresária, primeiro a mulher precisa entender se tem perfil para isso. Depois, questionar-se sobre a vontade de realmente tornar-se empreendedora e planejar qual será o seu negócio, com muita pesquisa, treinamento e os dois pés no chão”, conclui Stella, que voltará em breve ao Clube da Calcinha, após a chegada da filha, para nos contar sobre a condução da conciliação dos seus diferentes papéis.

Mais informações sobre o livro “Bem-me-quer, Malmequer: Histórias verdadeiras de mulheres e suas escolhas de
carreiras”, você encontra no site da editora www.editoraevora.com.br

Dá para conciliar maternidade com trabalho?

Seu bebê nasceu, e você e ele viveram um período de grande envolvimento, mas a licença-maternidade acabou. É preciso retornar ao trabalho? Como conciliar o papel de mãe e o de profissional?

A psicóloga Cynthia Boscovich, que desenvolve um trabalho com grávidas, mães e bebês, esclarece que essa tarefa nada tem de simples para muitas mães, pois nem sempre estão preparadas para o retorno ao trabalho: “Vejo muitas delas em situação de angústia e conflito interno muito grande, porque de um lado se encontra a carreira profissional e tudo o que a mulher conquistou até aquele momento, sem contar a questão financeira, pois hoje muitas são até arrimo de família. De outro, encontra-se a maternidade e tudo o que ela representa, incluindo os cuidados com o bebê, que ainda necessita muito da mãe, além do prazer que ela sente quando está com ele”.

E acrescenta: “As mulheres de hoje somam muitas funções e se exigem dar conta de todas elas. Por isso vemos muitas mães com culpa ou em dívidas com suas tarefas. Às vezes sentem que não fazem tudo como gostariam de fazer, e isso pode ser também uma das causas da depressão, principalmente se já estiverem sobrecarregadas”.

Algumas preferem parar de trabalhar por algum tempo. No entanto, ressalta a psicóloga, é preciso ter cuidado nesse momento: “As mães precisam saber que se optarem por parar de trabalhar a fim de se dedicarem aos cuidados com os filhos, a escolha deve ser dela e para ela em primeiro lugar. Esperar que o marido ou os filhos reconheçam esse esforço, mesmo no futuro, pode ser a causa de grandes frustrações. O que os filhos esperam é encontrar mães felizes e realizadas – e isso deverá ser levado em conta se fizerem a escolha de deixar de trabalhar ou retornar ao trabalho.”

A psicóloga aponta ainda que as mães devem, desde a gestação, pelo menos planejar o que esperam fazer com o bebê quando retornarem ao trabalho. Contudo, nem sempre os planos condizem com a realidade, pois pode ser que o bebê demande mais cuidados do que ela esperava ou tenha dificuldades em aceitar novos alimentos, ou problemas com a pessoa que se encarregaria de cuidar dele, e assim por diante.

Outro ponto importante, caso a mãe opte por retornar ao trabalho, é onde deixá-lo ou com quem deixá-lo.

Cynthia nos diz que o bebê necessita de rotina e previsibilidade no dia a dia. Isso quer dizer que um dia deve ser igual ao outro para que ele saiba o que esperar, pois isso lhe dá segurança, elemento muito importante também para sua saúde psíquica. Por esse motivo, quem deve prestar os cuidados ao bebê deve ser sempre a mesma pessoa. “E se não puder ser a mãe, que seja alguém que ao menos tenha consciência da importância desse fator”, complementa ela.

Escolher deixar o bebê em casa ou mandá-lo para o berçário ou a creche, é sempre motivo de dúvidas para as mães. “O problema dos berçários é que nem sempre quem cuida da criança é a mesma pessoa, ponto que considero desfavorável para o desenvolvimento emocional do bebê. Além disso, há a possibilidade de contágio de algumas doenças pelo contato com outras crianças, pois o sistema imunológico dele ainda não se desenvolveu por completo. Esses ambientes necessitam ser muito arejados e, de preferência, com poucas crianças – e nem sempre isso é possível. Mas essa pode ser uma ótima opção para as mães que não se sentem seguras em deixar os filhos com babás ou não têm uma pessoa de confiança para tomar conta deles. Não se trata de uma escolha fácil.”

Cynthia salienta que buscar orientação nesses momentos ou até participar de grupos de discussão sobre o assunto pode ajudar bastante. “Nem sempre o que as mães esperam para os filhos acontece na realidade. Nesse sentido, o que elas precisam é estar seguras e amparadas em suas escolhas. Preparar o ambiente é fundamental para isso. Entretanto, entrar em contato com as próprias questões, medos e angústias que fazem parte desse momento de escolha e separação do bebê, pode contribuir muito para a segurança e equilíbrio emocional das mães, dos bebês e da família também.

Quem foi que disse que mulher pode se dar ao luxo de ser o sexo frágil?

Fonte: Cynthia Boscovich – Psicóloga
www.cuidadomaterno.com.br

Saber negociar: uma competência pessoal

Saber negociar competências e aprender a se comunicar corretamente no ambiente de trabalho pode ser o divisor de águas na sua carreira. Leia a coluna da advogada Melitha Novoa Prado e entenda um pouco mais: “Falando especificamente sobre negociação, acredito que saber negociar não é algo útil, apenas, no mundo dos negócios. É uma habilidade indispensável tanto no aspecto profissional como no pessoal”, explica.

Negociar é fazer uso da comunicação e argumentação para que ideias, interesses e propósitos sejam aceitos em determinadas situações. É saber que, o que ficou ‘negociado’, decidido, é fruto de consenso após a exposição dos interesses de ambas as partes.

Ser líder ou ser chefe?

A competição no mercado de trabalho é crescente e o objetivo é crescer na carreira, comandar equipes e projetos. A conhecida e temida figura do chefe é, em muitos casos, o sonho de muita gente. Mas, será que as características de um chefe não estão ultrapassadas? Uma equipe não se desenvolve melhor na presença de um líder? Quem explica essa diferença é nossa colunista, especializada em Recursos Humanos, Andréa Kuzuyama: “Ao contrário do que muitos pensam, ser líder não é ser chefe. Ótimos exemplos são os líderes religiosos, políticos ou de comunidades, que conquistam seguidores por seus ideais e exemplos. O que quero dizer é que a palavra chefia muitas vezes se relaciona ao mandar, sem questionar, e a liderança se dá pela motivação, inspiração e admiração.”, diz.

Fui demitida. E agora?

Momento difícil, a demissão desestrutura qualquer pessoa. É um período de medo, dúvidas e insegurança mas que requer maturidade e autoestima do profissional. Em sua coluna deste mês, a psicóloga e gerente de recursos humanos Andrea Kuzuyama dá dicas de como enfrentar a fase: “Tenho acompanhado ao longo de minha carreira que poucas situações causam tanto desconforto nos profissionais quanto a demissão, como bem retrata o filme “Amor sem Escalas”, do diretor Jason Reitman. Tentativas de argumentos ou meros desabafos pessoais referentes às dívidas, responsabilidade de sustento da família e outros tantos problemas são comuns e podem chegar até a ofensas e agressões contra o agente demissor ou ao patrimônio da empresa”. Vale a pena conferir!

Lugar de mãe é em casa ou no trabalho?

Dez entre dez mulheres que trabalham fora passam por esse dilema: deixar a carreira e se dedicar aos filhos? Deixar os filhos e driblar as difuculdades? Segundo a endocrinologista Dra. Alessandra Rascovski: “Conciliar a árdua tarefa de ser mãe com uma carreira profissional nunca foi uma tarefa fácil. Realizar estes dois papéis significa para a maioria das mulheres estar dividida em tempo integral.  Sentir falta da convivência intensa com o baby e ao mesmo tempo falta do ambiente de trabalho pode ser uma constante, angustia para a mulher, porém, uma recente pesquisa pode aliviar este sentimento de culpa. Estudo realizado na Universidade de Columbia e divulgado nesta semana mostra que o trabalho materno, especialmente no primeiro ano de vida da criança, não afeta significativamente seu desenvolvimento emocional ou sua capacidade de aprendizado no futuro”.