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A casa amarela

Por dias e semanas seguidas, Ulisses perseguiu com os olhos a ansiosa Manu. Tudo começou quando ela entrou na loja dele à procura de um novo frasco para acondicionar suas pimentas.
“A pequena Manu, frágil como o vidro”, pensou Ulisses.
Desde menina, antes mesmo de descobrir o talento gastronômico, o que Manu amava acima de tudo eram as cores das pimentas. Muito mais do que os aromas e os sabores. Do paladar, ela adorava a sensação de dormência na língua e a queimação gradativa das bochechas. Sentia, com prazer, aquele ardor gostoso descer goela abaixo e ir parar no estômago, mexendo com os seus ânimos.
Sim, a pimenta mexia com os seus ânimos. Dizia a todos que a pimenta era sim o seu refresco. Na horta da casa amarela, onde vivera a infância e a adolescência, Manu se aventurava no colorido mundo das ardidinhas. E, depois que aprendeu a condimentar, ela passou a fornecer a especiaria para o bairro todo. Para quarteirões a perder de vista. E começou a garimpar frascos em restos de vidreiros e antiquários.
E foi num desses lugares que Manu conheceu Ulisses. Amante da arte vidreira, o que Ulisses amava acima de tudo era o poder de criar e recriar formas a partir de um sopro. Ele nunca havia pensado em amar uma mulher. Não teve namoricos de escola, nem nutriu paixões platônicas. Nunca deitou com uma mulher. Tinha um amor incondicional pelo vidro. Até conhecer Manu.
Em pouco tempo, ele já sabia, não só o nome dela, mas a diferenciar o sabor suave e quase nulo da pimenta rosa de um muito, muito picante, como o da malagueta. Descobriu que ao contrário do vidro, a vida não se esfria tão rápido. A garota das pimentas passou a ser sua obsessão. Seguiu-lhe os passos pelas ruas. Achou a casa amarela. Chegou até bem perto da campainha. Suas mãos quase a tocaram. Mas, Ulisses dava meia-volta e se escondia.E quando Manu aparecia diante do balcão da loja dos vidros de Murano, sempre tinha alguém por perto. Ulisses, antes frio, começou a suar frio. Ele se irritava. E ela não o notava. Não da forma como ele queria. Foi então que ele resolveu fazer uma pimenta de vidro. Vermelha, ardente, pegando fogo.
A caixa de presentes com um laçarote vermelho chegou pelo correio. Manu era curiosa. Abriu o pacote às pressas, tropeçou, derrubando a obra de arte no chão. Não deu tempo nem de ver o que era. Muito menos de que se tratava de uma escultura em homenagem às pimentas. Agora, despedaçada. Cacos de vidro no tapete, que a vassoura de Manu varreu rápido. Sem remetente, a caixa sobrou ao lado da lata de lixo.
Os dias seguiram e Ulisses ficou sem entender. Sem saber. Nem uma palavra, nem um comentário. Ele, então, passou a seguir Manu com os olhos. Ardentes de raiva, de rejeição.
Certo dia, os quarteirões a perder de vista ouviram os disparos que vinham da casa amarela. “Sua ingrata!”, Ulisses dissera antes de apertar o gatilho friamente. Descarregou o revolver contra o coração de Manu. Não queria sangrar o seu rosto lindo. Não queria sujá-lo. Queria apenas sangrar o coração da moça para que ela sentisse o mesmo aperto, a mesma angústia de ter uma obra de arte e um amor renegados.
Manu não emitiu nenhum som. Sorriu ao abrir a porta. “Finalmente ele tomou a iniciativa”, pensou ela. E silenciou. Silenciou.
Conto escrito por Maria Cláudia Aravecchia Klein para a oficina de Biografia & Ghost de Nanete Neves  http://www.oficinadeescritacriativa.com.br/portfolio.asp

Qual a sua cor para 2011?

Superstição ou não o que vale é a brincadeira. Há quem acredite que a cor que você escolhe para passar a noite do dia 31 influencie na energia do ano todo. Você pode brincar com as cores da roupa e, deixar por conta da lingerie, o seu desejo mais secreto. Que tal?

Diante do consumo e do aumento de vendas de lingerie, algumas marcas observaram que as mulheres estão preferindo comprar conjuntos de calcinhas e sutiãs de cores diferentes para atender seus grandes desejos no ano novo. Se querem ter dinheiro e paixão, estão optando por sutiãs no tom amarelo e calcinhas na cor vermelha e, se preferem ter, paz e amor ou mesmo um romance tranquilo, optam por sutiã no tom branco (que simboliza a paz) e calcinha rosa (que significa amor).

Essas combinações têm sido as mais procuradas porém há também quem prefira misturar calcinha rosa e sutiã amarelo para ter o amor e o dinheiro ao mesmo tempo. As lingeries nas cores branca e amarela são sempre as mais procuradas. Em terceiro e quarto lugar vem o vermelho e o rosa. Mas não para por aí: você pode optar pelo dourado que traz riqueza e abundância, pelo laranja que é excelente para quem procura um novo emprego ou uma promoção. Até o tão injustamente discriminado preto tem sua vez no Reveillon. Embora muitos não o usem na festa do dia 31, o preto pode ser uma boa pedida. Usada para estimular a sedução (principalmente nas lingeries), a cor absorve o máximo de energia e é ativa. Para quem quer ficar bem elétrica, o preto pode ser perfeito.

Agora, se você quer quebrar e neutralizar um pouco misture com uma peça branca. Seja lá qual for a sua opção, nós do Clube da Calcinha desejamos todas as cores, todas as alegrias e desejos as nossas queridas leitoras. Feliz 2011 e muito sucesso –em todas as áreas – a todas vocês.

A sorte e as cores:
Rosa: Amor
Branco: Paz
Amarelo: Dinheiro
Vermelho: Paixão
Azul: Serenidade
Verde: Saúde
Lilás: Mudanças

Fonte de pesquisa: Katia Deutner para o ITodas

O aroma do amor

Cheirinho bom e que faz bem para o corpo e a mente. A aromaterapia pode ajudar nos sentimentos e nas sensações também. Na coluna deste mês  Sâmia Maluf, especializada em aromaterapia, explica em sua coluna como essa magia funciona: “Quando penso em relacionamentos, sempre me vem a palavra amor à mente. O amor que me remete à doação, à alegria, ao relaxamento, ao prazer, entre várias outras coisas. A sensação de amor é uma das primeiras percepções que temos, quando acabamos de nascer e nossa mãe nos toca pela primeira vez. Esse estímulo tátil que percebemos e nos dá sensação de segurança é amor.

Como a natureza é sábia, meu conselho é que cada uma tire proveito de seus melhores momentos e, com a ajuda da aromaterapia, crie momentos de muito prazer e ambientes propícios ao amor”.

Amor: escolha ou destino?

Este mês, o terapeuta Sérgio Savian nos traz esse dilema: o amor é uma escolha de cada um ou faz parte do destino? “Existe uma forte tendência das pessoas em acharem que o amor acontece quando bem entender, o que não deixa de ser uma verdade. Não temos domínio sobre ele. O amor é selvagem e se manifesta no seu tempo, para cada um de nós. Assim, dizer que é uma questão de destino faz sentido. Resta-nos ter humildade para esperar que um dia ele venha”, diz Sérgio. Nós somos responsáveis pela nossa felicidade, certo? Então, delicie-se nesse texto e descubra os mistérios que cercam o amor e os relacionamentos.

Sozinha e feliz no Dia dos Namorados

A data mais romântica do ano está chegando. Para muitos, o Dia dos Namorados é sinônimo de carinho, jantares, beijinhos  e presentes. Para outros, uma data terrível, de solidão. Se você está solteira e vai passar a data sem um bonitão do lado, acalme-se, você não está sozinha. Na coluna deste mês, nosso terapeuta sexual Sérgio Savian fala sobre os tipos de solteiros que existem e como é possível ser feliz ‘sozinha’ (pelo menos por enquanto!!!!).