A casa amarela

Por dias e semanas seguidas, Ulisses perseguiu com os olhos a ansiosa Manu. Tudo começou quando ela entrou na loja dele à procura de um novo frasco para acondicionar suas pimentas.
“A pequena Manu, frágil como o vidro”, pensou Ulisses.
Desde menina, antes mesmo de descobrir o talento gastronômico, o que Manu amava acima de tudo eram as cores das pimentas. Muito mais do que os aromas e os sabores. Do paladar, ela adorava a sensação de dormência na língua e a queimação gradativa das bochechas. Sentia, com prazer, aquele ardor gostoso descer goela abaixo e ir parar no estômago, mexendo com os seus ânimos.
Sim, a pimenta mexia com os seus ânimos. Dizia a todos que a pimenta era sim o seu refresco. Na horta da casa amarela, onde vivera a infância e a adolescência, Manu se aventurava no colorido mundo das ardidinhas. E, depois que aprendeu a condimentar, ela passou a fornecer a especiaria para o bairro todo. Para quarteirões a perder de vista. E começou a garimpar frascos em restos de vidreiros e antiquários.
E foi num desses lugares que Manu conheceu Ulisses. Amante da arte vidreira, o que Ulisses amava acima de tudo era o poder de criar e recriar formas a partir de um sopro. Ele nunca havia pensado em amar uma mulher. Não teve namoricos de escola, nem nutriu paixões platônicas. Nunca deitou com uma mulher. Tinha um amor incondicional pelo vidro. Até conhecer Manu.
Em pouco tempo, ele já sabia, não só o nome dela, mas a diferenciar o sabor suave e quase nulo da pimenta rosa de um muito, muito picante, como o da malagueta. Descobriu que ao contrário do vidro, a vida não se esfria tão rápido. A garota das pimentas passou a ser sua obsessão. Seguiu-lhe os passos pelas ruas. Achou a casa amarela. Chegou até bem perto da campainha. Suas mãos quase a tocaram. Mas, Ulisses dava meia-volta e se escondia.E quando Manu aparecia diante do balcão da loja dos vidros de Murano, sempre tinha alguém por perto. Ulisses, antes frio, começou a suar frio. Ele se irritava. E ela não o notava. Não da forma como ele queria. Foi então que ele resolveu fazer uma pimenta de vidro. Vermelha, ardente, pegando fogo.
A caixa de presentes com um laçarote vermelho chegou pelo correio. Manu era curiosa. Abriu o pacote às pressas, tropeçou, derrubando a obra de arte no chão. Não deu tempo nem de ver o que era. Muito menos de que se tratava de uma escultura em homenagem às pimentas. Agora, despedaçada. Cacos de vidro no tapete, que a vassoura de Manu varreu rápido. Sem remetente, a caixa sobrou ao lado da lata de lixo.
Os dias seguiram e Ulisses ficou sem entender. Sem saber. Nem uma palavra, nem um comentário. Ele, então, passou a seguir Manu com os olhos. Ardentes de raiva, de rejeição.
Certo dia, os quarteirões a perder de vista ouviram os disparos que vinham da casa amarela. “Sua ingrata!”, Ulisses dissera antes de apertar o gatilho friamente. Descarregou o revolver contra o coração de Manu. Não queria sangrar o seu rosto lindo. Não queria sujá-lo. Queria apenas sangrar o coração da moça para que ela sentisse o mesmo aperto, a mesma angústia de ter uma obra de arte e um amor renegados.
Manu não emitiu nenhum som. Sorriu ao abrir a porta. “Finalmente ele tomou a iniciativa”, pensou ela. E silenciou. Silenciou.
Conto escrito por Maria Cláudia Aravecchia Klein para a oficina de Biografia & Ghost de Nanete Neves  http://www.oficinadeescritacriativa.com.br/portfolio.asp

Suando a camisa Dudalina

Nas relações atuais, temos de aproveitar, mas sem abusar, o fato de poder contar com a ajuda dos homens em quase tudo – no parto humanizado, na educação dos filhos, nos cuidados com a casa e até nas idas ao terapeuta para discutir a relação.

Cláudio é um ex-chef de cozinha, tem dois filhos e é casado com Alice, uma alta executiva de 43 anos de idade, que viaja frequentemente para fora do país, em virtude das responsabilidades que adquiriu na empresa. Depois de trabalhar por longos anos na mesma companhia e ter se submetido a tratamentos para engravidar, ela conquistou o cargo que tanto desejava, mas está longe de participar da vida dos gêmeos.

Por causa da ausência da esposa, Cláudio é um “pãe”, ou seja, quebra o galho como mãe em muitos momentos com os filhos e os familiares. Quando tem festa, no meio da semana, na escola, por exemplo, ele deixa a imobiliária, na qual faz um bico como corretor, e corre para participar do encontro. Nas folgas da babá, ele marca presença também na cama das crianças nas noites em claro acometidas pelas febres repentinas.

Tudo estaria bem se Cláudio não estivesse se sentindo extremamente frustrado, sozinho e, literalmente, deixado para segundo plano. As férias e as idas aos bons restaurantes são bancadas pela mulher, que ganha muito mais do que ele, e isso o incomoda muito.

Alice costuma chegar em casa cansada e encontrar o marido, na frente do fogão, preparando aquele jantarzinho gostoso. Ela nunca preparou a papinha dos meninos. Sente-se sobrecarregada e sabe que precisa estar à disposição da empresa, afinal é a provedora.  A única diferença é que ao invés de chegar com aquela roda de suor em baixo do braço, chega com a camisa Dudalina ainda perfumada.

Com todas as modernidades que nos cercam, é comum nos depararmos com a ilusão de que ser mulher hoje é bem mais fácil do que era nos tempos das nossas avós. Sinceramente, com os homens sendo também bem-sucedidos nos papéis domésticos e “maternais”, vai ficar cada vez mais difícil para o nosso lado.

Realizada pelo IBOPE Mídia, a pesquisa Novo Homem – Comportamento e Escolhas, um estudo sobre o comportamento e os hábitos do homem do século XXI, mostra que eles se consideram preparados para lidar com mulheres mais bem-sucedidas profissionalmente, e 50% dizem ter vontade de deixar até de trabalhar para se dedicar exclusivamente à família. E, ainda, acreditam estar aptos para cuidar da casa e dos filhos sozinhos.

Sucumbimos, conquistamos, concretizamos e lutamos diariamente. Desmerecendo, claro, os ensinamentos da afortunada Martha Stewart. Achamos que fazer crochê, tricô, ponto cruz, costurar uma barra, pregar um botão, ter vasinhos na janela da cozinha, caprichar nas receitas e na papinha do bebê são tarefas menos valorizadas e nada importantes, principalmente quando comparadas à aquela apresentação naquele evento “ultra-mega” da empresa.

Vivemos numa confusão de papéis digna de crises existenciais. É comum nos pegarmos, muitas vezes, orgulhosas, vestidas ‘a la blogueiras de moda’, carregando uma tonelada de compras sozinhas, que pagamos com dinheiro ou cartão da “própria bolsa”. E, minutos depois, quando bate aquela frustração, questionarmos que não moramos sozinhas, temos um homem ao nosso lado e que nos orgulhamos, mesmo, quando ele sai à caça e volta munido de todas as delícias para encher a geladeira e garantir as fraldas diárias dos bebês. Cláudio e Alice vivem esse dilema.

Há quem se saia bem no jogo da inversão de papéis, mas ele pode ser extremamente prejudicial em alguns relacionamentos. O bom senso é fundamental. E o termômetro ainda é o melhor indicativo. No caso de Cláudio e Alice, está na hora de repensar os papéis e invertê-los novamente. As crianças sentem falta da mãe e ele sente falta da adrenalina das panelas e das altas temperaturas da cozinha dos restaurantes.

Vale admitir também que admiramos um homem pelo simples fato de ele ser um homem! Tudo bem que essa definição é diferente para cada uma, pois está baseada em tudo aquilo que aprendemos e nos exemplos com os quais nos deparamos ao longo da vida. Mas, para levantar os pelinhos do braço e arrancar suspiros, é preciso que exista muita admiração por aquele que está ao nosso lado. Frente a isso, não podemos esquecer de tudo aquilo que também nos faz ser ‘mulherzinhas de verdade’.

Ensaio sensual: um presente para a vida!

A fotógrafa Juliana Vega começou sua carreira registrando eventos sociais, casamentos e retratos de família. A aproximação com as mulheres que costumam contratar o seu trabalho trouxe uma série de confidências, experiências e afinidades. Foi, então, que Juliana teve a ideia de registrá-las com o objetivo de explorar a feminilidade e a sensualidade de cada uma delas. A aceitação foi imediata e a fotógrafa especializou-se também na produção de ensaios sensuais.

Segundo Juliana, os motivos que levam uma mulher a definir pela realização do seu ensaio são diversos. “Pode ser o desejo pessoal de se eternizar um momento ou uma boa fase da vida; uma forma de presentear o parceiro ou simplesmente quando acontece uma autodescoberta da sensualidade. Quando a mulher se produz para um evento ou para o ensaio, qual é a frase que ela mais ouve? ‘Nossa, você parece outra!’ ou ‘Como você fica linda produzida’. O que fazemos é trazer essa sensualidade para fora, exteriorizando a beleza suprimida pelo dia a dia”, conta Juliana.

Na opinião da fotógrafa, o que surpreende esta mulher ou o seu parceiro é a atitude de mostrar o  que eles conhecem tão bem entre quatro paredes. “Buscamos a sensualidade em todos os momentos: pré casamento (boudoir), trash the dress, gravidez, aniversário de casamento”, explica ela, que é uma motivadora nata da autoestima feminina, afinal, Juliana é mãe de gêmeos e sabe muito bem, como é conciliar maternidade e os diferentes papéis.

Basicamente, ela trabalha com duas linhas de ensaios: uma envolvendo sessões de duas horas em média, com no máximo duas produções feitas em estúdio; e a linha “glamour”, com duração de quatro horas, que envolve uma produção mais elaborada e personalizada. “Quanto aos produtos, nas duas linhas, oferecemos quatro opções de finalização: fotos em DVD, revista sensual, fotolivro e o book luxo”, orienta.

Definido o tipo de ensaio e depois de longas conversas, Juliana procura, junto com sua ‘modelo’, viabilizar a realização dos sonhos e desejos da moça, com o estudo dos cenários, figurinos temáticos e sensuais. “Podemos fazer as fotos no nosso estúdio, em boutiques sensuais, motéis ou quartos de hotéis. Existe também a possibilidade  de realizar ensaios em praias, parques, enfim, onde a imaginação da cliente nos levar!”, salienta.

Quando a intenção é presentear o parceiro com um livro book, por exemplo, é sempre uma surpresa gratificante. “Nos deleitamos com os olhares de prazer, a emoção e o carinho quando eles veem a sua mulher tão real como uma diva de cinema, uma celebridade igual, ou melhor, do que as das revistas masculinas”, conta Juliana.  

A fotógrafo Juliana e sua amiga e sócia no estúdio, a empresária Angela Motta, que foi clicada também no belíssimo ensaio acima

Para Valéria, que foi fotografada por Juliana em dois locais, na boutique sensual Baby Dolls, em São Paulo, e na praia, a realização do ensaio e o resultado final surtiram um turbilhão de emoções novas e deliciosas. “Não tenho palavras para expressar a minha felicidade! Antes mesmo de saber o resultado das fotos, que diga-se , estão lindas, eu já estava realizada e completamente satisfeita. Dizem que a felicidade é um estado de espírito momentâneo, até porque se fosse contínuo…não a perceberíamos! Então, posso dizer que pelo menos durante esse período estou muito feliz! Pois,  descobri que muito mais do que um presente para o meu marido, a quem amo muito, esse dia de rainha foi um presente para mim! Estou feliz por saber que SIM, EU POSSO! Isso faz toda a diferença! Isso faz você continuar, rir, chorar e ter medo….mas estar feliz! Estou realmente impressionada e satisfeita com o trabalho realizado. Não canso de olhar as fotos e lembro de cada momento… de cada detalhe! Que recordação! Que momento especial!”, finaliza.

Mais informações sobre ensaio sensual: juvega@julianavegafotografia.com.br
www.julianavegafotografia.com.br

Palestras sensuais entram na lista das noivas

Independentemente da nomenclatura, – chá de lingerie, chá de cozinha, chá bar, despedida de solteira ou open house, – o mais importante é reunir as amigas e organizar uma reunião repleta de ‘boas’ surpresas.

No ápice do encontro, quando a noiva já recepcionou suas convidadas e os burburinhos tomaram conta do espaço, uma ‘convidada especial’ entra no recinto e surpreende a todas com uma palestra muito elucidativa. Striptease, massagem sensual e outras técnicas de sedução estão entre os assuntos mais pedidos.

Embora a tradição peça que o comando da festa fique por conta de uma madrinha ou uma irmã, por exemplo, neste tipo de evento é comum a noiva contratar o serviço. “O foco não é apenas reunir as amigas para abrir presentes ou falar sobre o casamento. A ideia é apimentar o encontro, garantindo muita descontração e proporcionando um clima agradável, sem intimidar”, esclarece a palestrante do Clube da Calcinha, Flávia Flohr.  

Dicas do Clube da Calcinha:

Quantas pessoas convidar?
Trinta mulheres é um número excelente para que a festa não perca o caráter intimista.

Onde fazer?
Prefira um ambiente mais familiar. No salão de festas do prédio, no apartamento ou na casa da noiva ou de uma amiga. As boutiques de lingerie também costumam ter salas exclusivas para esse tipo de evento. Motéis e lugares abertos como bares e restaurantes podem inibir as convidadas.

Qual a melhor data?
Marque a festa com trinta dias de antecedência para você ter tempo de avisar todas as convidadas e providenciar tudo. O melhor dia? Um mês ou quinze dias antes do casamento. Horário: sábado ou domingo à tarde, ainda são as melhores pedidas!

O que devo servir?
Tem que ser algo fácil e descomplicado. Sanduíches embalados individualmente, canapés variados e frutas secas são opções práticas e bem leves. Capriche no bolo e na mesa de doces, que podem ganhar formatos inusitados de lingerie (biscoitos, chocolates, cupcakes etc). Brigadeiros etílicos não podem faltar! Para beber: que tal caipirinhas de frutas? Deixe as garrafas de bebida-base (saquê ou vodca) em um lindo balde de gelo e as frutinhas cortadinhas em potes decorativos. 

É correto fazer uma lista de presentes?
Vale lembrar que a convidada, provavelmente, vai comprar o presente de casamento, portanto, caso faça uma lista de utensílios, acessórios de bar ou lingerie, seja coerente na escolha. O motivo do encontro é ‘celebrar’ a amizade!

Como deve ser a decoração?
Não economize em criatividade! Nada como uma boa visita à Rua 25 de Março ou ao bairro do Pari, em São Paulo, para encontrar excelentes opções de penduricalhos e enfeitinhos inusitados. Flores dão um upgrade instantâneo da decoração. Capriche!

Serviço:
Palestras sensuais do Clube da Calcinha com Flávia Flohr
atendimento@clubedacalcinha.com.br
Tel. (11) 5068-0099 ou (11) 9602-0697

Dá para conciliar maternidade com trabalho?

Seu bebê nasceu, e você e ele viveram um período de grande envolvimento, mas a licença-maternidade acabou. É preciso retornar ao trabalho? Como conciliar o papel de mãe e o de profissional?

A psicóloga Cynthia Boscovich, que desenvolve um trabalho com grávidas, mães e bebês, esclarece que essa tarefa nada tem de simples para muitas mães, pois nem sempre estão preparadas para o retorno ao trabalho: “Vejo muitas delas em situação de angústia e conflito interno muito grande, porque de um lado se encontra a carreira profissional e tudo o que a mulher conquistou até aquele momento, sem contar a questão financeira, pois hoje muitas são até arrimo de família. De outro, encontra-se a maternidade e tudo o que ela representa, incluindo os cuidados com o bebê, que ainda necessita muito da mãe, além do prazer que ela sente quando está com ele”.

E acrescenta: “As mulheres de hoje somam muitas funções e se exigem dar conta de todas elas. Por isso vemos muitas mães com culpa ou em dívidas com suas tarefas. Às vezes sentem que não fazem tudo como gostariam de fazer, e isso pode ser também uma das causas da depressão, principalmente se já estiverem sobrecarregadas”.

Algumas preferem parar de trabalhar por algum tempo. No entanto, ressalta a psicóloga, é preciso ter cuidado nesse momento: “As mães precisam saber que se optarem por parar de trabalhar a fim de se dedicarem aos cuidados com os filhos, a escolha deve ser dela e para ela em primeiro lugar. Esperar que o marido ou os filhos reconheçam esse esforço, mesmo no futuro, pode ser a causa de grandes frustrações. O que os filhos esperam é encontrar mães felizes e realizadas – e isso deverá ser levado em conta se fizerem a escolha de deixar de trabalhar ou retornar ao trabalho.”

A psicóloga aponta ainda que as mães devem, desde a gestação, pelo menos planejar o que esperam fazer com o bebê quando retornarem ao trabalho. Contudo, nem sempre os planos condizem com a realidade, pois pode ser que o bebê demande mais cuidados do que ela esperava ou tenha dificuldades em aceitar novos alimentos, ou problemas com a pessoa que se encarregaria de cuidar dele, e assim por diante.

Outro ponto importante, caso a mãe opte por retornar ao trabalho, é onde deixá-lo ou com quem deixá-lo.

Cynthia nos diz que o bebê necessita de rotina e previsibilidade no dia a dia. Isso quer dizer que um dia deve ser igual ao outro para que ele saiba o que esperar, pois isso lhe dá segurança, elemento muito importante também para sua saúde psíquica. Por esse motivo, quem deve prestar os cuidados ao bebê deve ser sempre a mesma pessoa. “E se não puder ser a mãe, que seja alguém que ao menos tenha consciência da importância desse fator”, complementa ela.

Escolher deixar o bebê em casa ou mandá-lo para o berçário ou a creche, é sempre motivo de dúvidas para as mães. “O problema dos berçários é que nem sempre quem cuida da criança é a mesma pessoa, ponto que considero desfavorável para o desenvolvimento emocional do bebê. Além disso, há a possibilidade de contágio de algumas doenças pelo contato com outras crianças, pois o sistema imunológico dele ainda não se desenvolveu por completo. Esses ambientes necessitam ser muito arejados e, de preferência, com poucas crianças – e nem sempre isso é possível. Mas essa pode ser uma ótima opção para as mães que não se sentem seguras em deixar os filhos com babás ou não têm uma pessoa de confiança para tomar conta deles. Não se trata de uma escolha fácil.”

Cynthia salienta que buscar orientação nesses momentos ou até participar de grupos de discussão sobre o assunto pode ajudar bastante. “Nem sempre o que as mães esperam para os filhos acontece na realidade. Nesse sentido, o que elas precisam é estar seguras e amparadas em suas escolhas. Preparar o ambiente é fundamental para isso. Entretanto, entrar em contato com as próprias questões, medos e angústias que fazem parte desse momento de escolha e separação do bebê, pode contribuir muito para a segurança e equilíbrio emocional das mães, dos bebês e da família também.

Quem foi que disse que mulher pode se dar ao luxo de ser o sexo frágil?

Fonte: Cynthia Boscovich – Psicóloga
www.cuidadomaterno.com.br

Vampiros entre nós

Criado pela HBO, True Blood, que já está na quarta temporada, é um seriado no qual os vampiros deixam de ser monstros lendários para se tornarem cidadãos comuns. Graças à  invenção japonesa, um sangue sintético, eles conseguem conviver com humanos numa boa, sem devorá-los. 

Sookie, – vivida pela poderosa ex-X-Men de dentinhos separados, Anna Paquin, -  tem poderes especiais de fada, entre os quais o de ouvir os pensamentos das pessoas. Sem correr riscos, ela se envolve com dois charmosos vampiros Bill Compton e Eric, defendendo-os contra bruxas e lobisomens. Realmente, vampiros são personagens de ficção. Porém, para o universalismo, corrente de pensamento baseada em várias religiões e filosofias, o universo é totalmente energético, o que facilita a nossa convivência com “vampiros” de energia.

Como somos desprovidos dos poderes da protagonista da série, vale a pena conhecer mais sobre o assunto e aprender como se defender desses sugadores invisíveis. A dica desse mês é o livro “Vampirismo, o assédio invisível”, da especialista em fotografia Kirlian, Maria Aparecida Caboclo, publicado pela Editora Petit. Confira a entrevista exclusiva:

No mundo contemporâneo, têm-se a sensação de que além de tudo acontecer de forma muito rápida – o que vale também para a intensidade das nossas relações, a proximidade com as outras pessoas tem um limite para evitar frustrações. Isso já não é uma autodefesa no combate ao vampirismo?
As relações humanas são muito complexas. “Amigos são amigos até o momento em que deixam de ser”. Como vivemos  em um “emaranhado energético” onde interesses, ciúmes, inveja e outros sentimentos de baixa vibração nos acometem o tempo todo, precisamos estar sempre em alerta! Graças a Deus que, em contrapartida, temos o amor, o respeito ao próximo e as amizades sinceras, que nos auxiliam a combater os malefícios, enfraquecendo-os com positividade.

Todo mundo convive de uma certa forma com algum ‘ladrãozinho de alma’? Como atraímos esse tipo de gente?
Algumas pessoas possuem uma certa atração por “vampiros de energias” e se encontram sempre em desarmonia. Outras, podem até sofrer um ataque mas, através do equilíbrio, de bons pensamentos, mudanças de comportamento e técnicas de harmonização, conseguem expelir tais vibrações. Os “ladrõezinhos de energias” estão sempre em alerta, na espreita. A qualquer enfraquecimento de alguém, que envolva perda de energia, ele estará sempre apto a atacar, “saciando sua sede”. Infelizmente, ninguém está a salvo dos vampiros. Surgem abruptamente em nossas vidas, podendo virá-las de cabeca para baixo. Ou então, atacam de mansinho, destruindo bem devagar suas “presas”.

Quais os tipos de vampiros descritos no livro?
Cito alguns tipos mais comuns de vampiros:   O “anônimo”, o “sugador mimado”, o “crítico”, o “fofoqueiro”, o “invejoso”, o “chantagista emocional”, o “preguiçoso” e o “líder”. Dentro dessas categorias, conhecemos  os mais comuns: nossos vampiros do dia a dia. Mas, existem também os específicos, que surgem para destruir totalmente uma pessoa. Eles são camuflados. Suas vítimas, normalmente, não percebem de imediato um ataque, até sentirem um enfraquecimento na energia, sem saber ao certo a causa. Depois, aparecem as consequências emocionais e físicas. Para decífra-los precisamos de muita cautela.

Qual a melhor forma de se proteger?
Por essa razão, não podemos revelar nossos ideais aleatoriamente para determinadas pessoas ou contar segredos. É importante ouvir a nossa voz interior e a nossa intuição. Ela sempre nos dá dicas importantes. Fornece uma espécie de sexto sentido em relação ao atacante. Quando sentir mal subito, arrepio, dor abdominal, tontura ou dor de cabeça instantânea, fique em alerta! Pode ser um ataque psíquico. Encoste em uma parede, faça um “fio terra”, descarregando as energias que não são suas. Se realmente for um ataque, tudo volta ao normal em instantes.�
No livro, cito muitos exemplos de perdas de energias e ensino como combater cada uma. Realmente declaro guerra aos vampiros de energias, deixando-os desmascarados perante suas vítimas.  O importante é distribuírmos e recebermos apenas boas vibrações para conseguirmos viver em um mundo com mais amor, compreensão e amizade, fechando literalmente as portas para pessoas perniciosas como os “vampiros de energias”.
Foto Kirlian:
Nos meados de 1929, criou-se uma polêmica, gerando dúvidas sobre a existência de uma emanação fluidica circundando os seres vivos. Em 1939, Semion Kirlian, mecânico eletricista russo, após ter observado um lampejo de luz em um instrumento de eletroterapia aplicado em um paciente, arquitetou um plano de acionar uma máquina fotográfica no escuro, sobre um eletrodo de metal. Conseguiu assim, sua primeira foto. Após revelada, notou uma estranha luz no contorno do dedo. A partir de então, ele e sua esposa Valentine iniciaram uma série de experiêcias fotográficas em seres vivos, comprovando a energia sutil ao redor de cada pessoa. As autoridades científicas soviéticas passaram a se interessar pela descoberta, mas, apenas nos meados de 1960, a ciência oficial decidiu amparar os Kirlians passando o estudo para laboratórios e universidades de toda a Rússia.

Maria Aparecida Caboclo analisa a energia de seus pacientes por meio da fotografia Kirlian, identificando sinais de energia roubados.

Não basta ser azul…

A dica NYC Nails vai para quem se deixou conquistar pelas tendências de esmaltes azuis.

Para meninas e mulheres que tenham o espírito”fashionista”e gostam de seguir tendências, vai uma dica inspirada em Christian Louboutin:

Passe uma camada do Missão Azul, da Colorama, na unha (parte superior – externa) e na parte inferior interna , ou seja, quase dentro, na ponta da unha,  uma fina camada  de esmalte vermelho. Nossa sugestão é o Fire da Chanel (que fica imperceptível).
Mas é preciso ter unhas compridas e uma manicure expert!

Saúde: como está a da sua pele?

Quando você se olha no espelho, o que vê? Um rosto com rugas? Apenas com linhas finas? Flacidez? Ou uma expressão de juventude e equilíbrio? Às vezes, o primeiro pensamento é correr para o cirurgião plástico, mas será que o seu estilo de vida e hábitos contribuem para a boa aparência?

Há vários fatores que podem ajudar ou atrapalhar a aparência da pele:

Cafeína: O consumo exagerado de cafeína, e ela não está só no café, mas também, em chás (preto, mate e verde) e chocolate; podem desidratar sua pele.

Álcool: Pode causar vasodilatação da pele, inclusive dando um aspecto de vermelhidão que não vai embora. Além disso, o álcool depleta vitamina A, um importante antioxidante envolvido na regeneração celular, o que gera um aspecto mais envelhecido da pele.

Fumo: nicotina diminui fluxo sanguíneo da pele, roubando o aspecto saudável e também destrói a elasticidade, que promove as rugas. O ato de tragar o cigarro adiciona linhas finas na área da boca e acima dos lábios.
Fumantes tem 3x mais probabilidade de desenvolver um tipo de câncer de pele, chamado de carcinoma de células escamosas do que não fumantes, conforme estudo publicado no “Journal Of Clinical Oncology”.

Alimentação deficiente: A pele reflete o estado nutricional e a qualidade da dieta.

Excesso de açúcar: exagerar no consumo de doces e alimentos de alto índice glicêmico pode causar rugas! Segundo o British Journal Of Dermatology, o açúcar promove um processo natural chamado de glicação, no qual.
Quanto mais açúcar você consumir, mais a lesão destas proteínas e mais números de rugas em sua face.

Ingestão inadequada de líquidos: A pele pode ficar desidratada.

Mudanças hormonais: As flutuações hormonais que ocorrem desde a puberdade, gravidez, pré menstruar, menopausa, ovários policísticos e andropausa.
Pele seca esta geralmente associada ao hipotireoidismo, por exemplo.

Dra. Alessandra Rascovski é endocrinologista e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso)

Um pai bem moderno

O que mudou na paternidade da época dos nossos pais para a dos nossos maridos? O homem está mais participativo, divide tarefas e a educação dos filhos com a gente, demonstra mais o seu carinho, mas, continua, como há séculos, morrendo de medo da ‘paternidade’. O jornalista Renato Kaufmann, que já escreveu sobre o tema em ‘Diário de um grávido’, lança, agora, pela Mescla Editorial, o livro Como nascem os pais.
No segundo livro, ele, que também é publicitário, desvenda os caminhos tortuosos por onde passa a mente de um homem que se vê, de um dia para o outro, com uma filha nos braços, sem saber direito o que fazer. Em 208 páginas costuradas pelo humor ao mesmo tempo cáustico e comovente que marca a sua escrita, o autor faz um panorama surpreendente de um pai nessa sempre primeira viagem. Conversamos com ele, que também tem um blog bacana, o Diariogravido.com.br, para saber um pouco mais sobre o que pensa esse charmoso e estiloso colega. Acompanhe:

Clube da Calcinha: Renato, é cada vez mais frequente os pais, não tão jovens assim, ou seja, na ‘nossa’ faixa – dos 35 até 45 anos de idade, – se desesperarem no novo papel. Por qual razão isso acontece?
Renato: Eu acho que o desespero não tem idade, é uma coisa bem do gênero masculino. Eu imaginaria que os pais não tão jovens, supostamente mais maduros, se desesperariam menos. Acho que ter filhos é um negócio assustador mesmo. Maravilhoso e assustador. 

Clube da Calcinha: Dá um pânico pela falta de liberdade, sexo, atenção total da esposa, grana?
Renato: São muitos pânicos. O medo de nunca mais dormir, por exemplo. De não conseguir bancar uma boa educação. De não ser um bom pai. A questão da atenção da esposa é só uma fase, e vale lembrar que ela também tem menos atenção do marido também. Sexo, pelo que ouvi por aí varia muito, tem casais que não fazem sexo durante a gravidez e outros que praticamente só param na sala do parto.  

Clube da Calcinha: É possível contextualizar o perfil do pai contemporâneo?
Renato: Nos tempos das cavernas, o comum era o homem sair pra caçar e a mulher ficar na caverna, cuidando da roça, se já tivesse agricultura, ou afugentando animais selvagens com planos de devorar a prole. Era natural as mulheres passarem mais tempo com as crianças, e isso se manteve até recentemente. Hoje, que muitas mulheres trabalham o dia todo, a divisão das tarefas tem que ser mais igual, logo, o pai precisa ter esse perfil mais participativo. E isso é bom para o pai e bom para a criança. 

Clube da Calcinha: No que mudou na relação com a tua mulher?
Renato: De um lado, ganhamos um novo objetivo comum, que é o de criar a Lucia. E por outro, novas razões para discutir, como de quem é a vez de levantar  de madrugada para ver porque a pequena está chorando.  

Clube da Calcinha: E as paqueras pós- nascimento da filha? Afinal, é comum encontrar outras mamães ou solteiras babonas por bebês dando sopa por ai.
Renato: Você quer me ver dormir no sofá, né? O que posso dizer é, por exemplo, que ao passear sozinho com a minha filha no shopping, eu deixo de ser invisível.  

Clube da Calcinha: Sua agenda com os amigos mudou? Eles se afastaram, mudaram-se os amigos, não tem mais tempo para happy hour, chopinho, joguinho…
Renato: Eu encontro os meus amigos menos do que antes, e menos do que eu gostaria. Mas agora que a Lucia está com quase três anos, eu começo a ter mais flexibilidade pra sair mais.  

Clube da Calcinha: Por que é legal ser pai?
Renato: Por tanta coisa que não caberia aqui. Uma delas é que ao  tirar o holofote dos seus próprios problemas e se preocupar com uma coisinha frágil, dá um alívio danado. E nada como uma filha abraçar seu pescoço e dizer “MEU PAI”. Quer ver? Olha o Trailer do meu livro: http://youtu.be/Ip2L8TZPd9U

Como nascem os pais – crônicas de um pai despreparado
Autor: Renato Kaufmann
Editora: Mescla Editorial
Preço: R$ 43,90
Páginas: 208
Atendimento ao consumidor: (11) 3865-9890
Site: www.mescla.com.br

A dona de casa contemporânea

“Como tirar uma mancha que não sai de jeito nenhum?”, “O que ponho na minha lista de presentes de casamento?” “Como dividir meu espaço com a cara-metade?” ou “Como reduzir, reaproveitar e reciclar?” – sem dúvida, essas são algumas das inúmeras questões que rondam a mente de centenas de mulheres, que dividem seu tempo entre trabalho, casa, filhos, trânsito e cuidados com a beleza.

Para responder essas e outras questões, a jornalista Adriana Teixeira resolver pesquisar muito sobre o tema e virar uma espécide de expert em lar doce lar. No livro ‘Guia da (o) dona (o) de casa moderna (o), indispensável para quem quer viver em lua de mel com a casa, a autora revela em 24 capítulos como ter uma morada agradável, divertida, bonita e funcional.

Livro: Guia da(o) dona(o) de casa moderna(o)
Autor: Adriana Teixeira
Editora: Contexto
Formato: 14 x 21 cm; 176 páginas
Preço: R$ 25,00