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Uma brasileira em London Consultora-amiga e correspondente internacional Realeza – dos contos de fadas às revistas de fofocas
Princesa, rainha, jóias da coroa, casamento real podem parecer coisas de conto de fadas, mas na verdade, conservador ou não, o sistema monárquico ainda impera em alguns países como Holanda, Espanha, Emirados Árabes Unidos, entre outros. Eu mesma moro no Reino Unido da Grã Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales) e da Irlanda do Norte. O sistema de governo no Reino Unido é parlamentarista monárquico hereditário. Diferentemente do Brasil onde o chefe de Estado é o presidente da República, atualmente Luís Inácio Lula da Silva, no Reino Unido é a Rainha Elizabeth II, que por sua vez é aconselhada pelo primeiro ministro Gordon Brown. A transferência de poderes reais só pode ocorrer de pais para filhos. Já a posição de primeiro ministro é decidida por voto indireto. Cidadãos votam em parlamentares que apoiam um determinado candidato a primeiro ministro, diferentemente do Brasil, no qual as pessoas votam diretamente no candidato a presidente da República de sua escolha. Enquanto no Brasil o voto é obrigatório, o voto no Reino Unido é facultativo, vota quem quer. A Rainha Elizabeth II está no poder desde 1952 e seu reinado compreende outros 15 estados independentes além do Reino Unido. Entre eles estão o Canadá, a Austrália, a Nova Zelândia e a Jamaica. Seu sucessor direto é seu filho mais velho, Príncipe Charles. É importante afirmar que se Charles assumir a posição de chefe de Estado, sua atual esposa, Camilla, Duquesa de Cornuália, não será coroada rainha assim como o marido da Rainha Elizabeth II, Príncipe Philip, Duque de Edinburgo, nunca foi coroado rei. Muito se discute na possibilidade de Charles abrir mão da coroa para seu filho mais velho, Príncipe William. Além de todas as formalidades, títulos e frescurites o que não falta na vida da família real são os babados, tanto na endumentária quanto nas páginas dos insaciáves tablóides ingleses. Diana que o diga – famosíssima por sua elegância morreu vítima de um acidente de carro aprarentemente causado por paparazzi loucos para fotografarem cada momento íntimo de seu romance com Dodi Al-Fayed, filho do egípcio empresário bilionário, Mohamed Al-Fayed, dono da Harrods, famosa loja de departamento em Knightsbridge, região mais chique de Londres. A ‘Princesa do Povo’ como ficou conhecida após sua morte, foi a primeira esposa de Charles. Seu casamento, em 1981, foi televisionado para milhões de pessoas, encantando o mundo todo. Porém, o conto de fadas não durou. Anoréxica e isolada, Diana sofreu muito para se adaptar à realeza. O marido distante já tinha um caso antigo mal resolvido com Camilla. Ela por sua vez também assumiu adultério. A separação foi inevitável. Tentando tocar a vida, deu voz a várias causas socias como extinção de minas de guerra e contra a descriminação dos portadores de HIV. Dez anos depois, muito ainda se especula sobre o que realmente aconteceu naquela noite em Paris. Dossiês, relatórios, julgamentos, testemunhas, fotos e vídeos sobre os últimos momentos de Diana e Dodi ainda hoje estão presentes nos jornais diários. Ela estava grávida? Dodi ia pedi-la em casamento? Mohamad Al-Fayed não acredita que foi acidente. Controvérsias não faltam. Muitos súditos são fiéis à realeza e se orgulham de terem a famíla real como seus representantes. Tradições são mantidas e uma identidade é afirmada. Além de a família também ser considerada um grande atrativo turístico. Outros acham que são supérfulos, excessivos e muito caros. Parte dos impostos pagos pelos trabalhadores são destinados ao sustento da família real. Enquanto estão se “comportando” são dignos de sua nobreza, mas quando não saem das revistas de fofoca, igualam-se às mais chulas das celebridades, intensificando o questionamento de sua necessidade. É muito provável que a monarquia no Reino Unido ainda dure por muito tempo, pelo menos enquanto Elizabeth II ainda estiver viva. O futuro da realeza britânica é uma história que ainda esta para ser contada.
Texto de Fernanda Andrade Silveira, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal.
.Mãe é mãe em qualquer lugar do mundo (o que muda é a cultura. E só!) .Casamento na europa: tradicional x moderno .Inverno londrino e preparativos para o Natal |
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