Quem faz o site?




















Fernanda Andrade Silveira
nasceu em São Paulo, em 1976. Formou-se em publicidade e propaganda e hoje trabalha como gerente de projetos de pesquisa de mercado pela FDS, em Londres.

Está lá há quase cinco anos. É nossa consultora-amiga e correspondente internacional de Londres.

fefesilveira@gmail.com

Uma brasileira em London

Consultora-amiga e correspondente internacional
diretamente de Londres - Fernanda Andrade Silveira
Dicas, críticas e sugestões!

Trabalhar no exterior

 

 

Esta foto parece refletir bem a vida

dos brasileiros

no exterior.

Com a Fernanda,

pelo menos, foi assim. Mas só no começo.

E é ela mesma quem conta os rumos desta história, repleta de aprendizados

 

Qualquer que seja a motivação, é fato que milhares de brasileiros e brasileiras deixam a pátria amada em busca de oportunidades de trabalho no exterior. Muitos se aventuram para poder juntar uma grana, outros querem expêriencia de vida, entre outras razões.

Sabe-se também que a oferta de trabalho na Inglaterra, principalmente em Londres, é bem superior à brasileira. Porém, é fundamental esclarecer que, normalmente, as vagas ao alcance dos “recém-chegados” se encontram na categoria dos chamados subempregos. Particularmente, considero a palavra subemprego um termo pejorativo que (des)classifica trabalhos que muitos dos que se predispõem a fazê-los no exterior nunca se submeteriam ao mesmo em Terra Brasilis.

Eu mesma confesso que, se não fosse a necessidade de me manter aqui, não trabalharia como babá ou garçonete, como fiz no primeiro ano de minha vida londrina. Entretanto, acredito que essas experiências me edificaram e, com certeza, fizeram eu valorizar esse tipo de trabalho.

Cozinheiro, lavador de prato, faxineiro, segurador de placa e entregador de panfleto: estes são, entre outros, trabalhos não só “de brasileiro” como também de europeus do Leste, imigrantes que chegam aos montes à Inglaterra desde seus países “entraram” na União Européia.

Existem várias causas pelas quais outros empregos não estão tão disponíveis a imigrantes em geral. Uma delas é a dificuldade da língua.

Como vim, em princípio, com a idéia de ficar um ano fora do Brasil, decidi melhorar meu inglês o mais rápido possível para aumentar o leque de oportunidades. Fiz um curso integral de dois meses e morei na casa de uma família. Para mais dicas sobre cursos de idiomas, leia meu texto entitulado “Intercâmbio”.

Também vim com a cabeça feita para trabalhar muito, para ser “pau pra toda obra”. Porém, para mim, tomar conta de criança foi uma escolha infeliz, não me adaptei. Depois de bater de porta em porta, consegui um trabalho de garçonete num restaurante no bairro onde morava. O meu inglês melhorou muito, pois era forçada pelo meu chefe a conversar com os clientes para ganhar gorjeta.

Gostava do trabalho, mas a única coisa que me incomodava era o fato de que minha escala sempre caía no fim de semana. Minha vida social foi por água abaixo.

Outro fator complicador dessa busca foi o visto. O passaporte pode ser um inimigo na hora de procurar emprego! Para trabalhar legalmente, é preciso ter passaporte da Comunidade Européia ou um visto que lhe permita trabalhar.

Conseguir um passaporte europeu depende de sua árvore genealógica, de muita persistência e paciência. Você tem de lidar com vários órgãos governamentais e a burocracia é frustrante.

Vistos que permitem trabalho também são difíceis de conseguir, e o governo britânico tem imposto ainda mais barreiras nos últimos anos devido à massiva entrada de imigrantes e ao terrorismo. A burocracia também impera, sem falar nas despesas.

Imigrantes que dominam o idioma e têm permissão de trabalho ainda enfrentam o mercado de trabalho em si. A concorrência se acirra, já que, para conseguir empregos com salários melhores, você disputa vagas com nativos, além do incutido preconceito. Você precisa dar mais do que o melhor de si para ser valorizado. Hiperbolizando, digo que “imigrante precisa de PhD pra ser faxineiro”.

Para entrar na minha área, fiz mestrado e tive de começar por baixo, mesmo já contando com quatro anos de experiência. Foi uma forma de me infiltrar em uma empresa e ser aceita. Funcionou! E estou muito feliz com a carreira, mas nado contra a maré todos os dias – não é brinquedo não!

 

 

 

 

 




 

ANÚNCIOS: CLIQUE AQUI!
 
VOLTAR        IMPRIMIR     |   
 
QUEM FAZ O SITE?
      

 

© Copyright Clube da Calcinha. Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução na íntegra do conteúdo das páginas deste site em qualquer outro meio de comunicação, sem autorização escrita do editor e dos colaboradores do Clube da Calcinha. Possibilita-se a citação de trechos dos artigos, desde que seja feita referência expressa à autoria e à fonte.