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Fernanda Andrade Silveira nasceu em São Paulo, em 1976. Formou-se em publicidade e propaganda e hoje trabalha como gerente de projetos de pesquisa de mercado pela FDS, em Londres.
Está lá há quase 5 anos. É nossa consultora-amiga e correspondente internacional de Londres.
fefesilveira@gmail.com
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Uma brasileira em London
Consultora Amiga e correspondente internacional
diretamente de Londres - Fernanda Andrade Silveira
Dicas, críticas e sugestões!
Laranja, a cor do verão
No inverno, as pernas das londrinas ficam escondidas principalmente atrás de calças compridas. |
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Menos friorentas, ou talvez mais corajosas, outras também vestem meia-calças. Cores, fios, desenhos e inúmeros modelos. Têm para todos os gostos.
Desprovidas de Sol por nove longos meses, as pernocas caucasianas não querem fazer feio no verão. A mulherada, então, investe em bronzeamento artificial, incluindo cremes, sprays, camas e cabines. Sei que muitos desses produtos são também consumidos no Brasil durante o inverno e vale a pena dizer que as camas não são recomendadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Porém, essa obsessão por uma cor mais continental, como se diz por aqui, em oposicão a insular já que o Reino Unido é uma ilha, pode levar a efeitos curiosos e até catastróficos.
No verão de 2006, que no Hemisfério Norte ocorre em junho, julho e agosto, houve um caso de um mulher que desmaiou, após, parte da cama de bronzeamento artificial, que ela alugou para usar em casa, quebrar com ela dentro.
Inconsciente pelo choque elétrico, ela ficou presa por mais de duas horas e meia e só acordou quando começou a regurgitar. Suas queimaduras foram superficiais, mas ela teve que ser reanimada na ambulância.
Entretanto, o mais comum mesmo são as pernas manchadas devido ao mal uso de cremes. Dá para ver de longe que a menina “comprou a cor da perna” na farmácia local.
Como se sabe, aplicar propriamente um produto de autobronzeamento é fundamental para que se tenha um bom resultado final. Tem-se que fazer com cautela, esperar secar, evitar dobras e lavar as mãos após terminado o tedioso serviço – entre outros cuidados.
Eu mesma evito o laborioso processo. Se for para passar vergonha das minhas pernas, prefiro-as pálidas a laranjas.
Praia pra quê?
Daí você me pergunta:
– Ué, se é verão, então, porque as londrinas não vão à praia?
Bem, a coisa não é tão simples assim. Primeiro, normalmente, não faz muito calor no verão. A temperatura média fica entre 14ºC e 16ºC. Em alguns dias faz 32ºC, mas não dura muito, infelizmente.
Segundo: a praia mais próxima fica há uma hora de Londres e se chama Brighton. Situada no Sudeste da Inglaterra, a cidade é muito gostosa de se passear, existem muitos restaurantes, parques de diversões, museus etc. É uma cidade muito vibrante e muito alegre – e pode-se dizer literalmente, já que é um dos famosos pólos gays do Reino Unido. Porém, praia que é bom mesmo fica a desejar.
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As pedrinhas da praia de Brighton, a mais próxima
de Londres |
Uma das principais razões é que a praia não é de areia, e sim de pedregulho. Praia de pedra tem suas vantagens: você chega limpa e sái limpa. Porém, não dá para sentar confortavelmente sem alugar uma cadeira. Andar descalça, nem pensar! Doem muito os pés!!
Quer ir nadar? Você pode comprar um tênis especial para nadar ou nadar segurando a sandália. O mais comum é jogar o chinelo na água para a amiga que está sentada. É óbvio que você nunca acerta o bendito chinelo perto da amiga...Depois de tanto esforço, finalmente você entra no mar e morre congelada. Enquanto a temperatura da superfície do mar no Sudeste do Brasil, por exemplo, é em média 22ºC, no Sudeste do Reino Unido, região mais quente do país, é de 14ºC.
Talvez, inibidas pelas praias nacionais, as londrinas apelem por tomar sol nos vários parques públicos existentes na cidade. Algumas vão de biquíini. Outras mais ousadas ficam de sutiã.
Londres é também famosa pelos seus parques. Eles são muitos e muito espaçosos, bem cuidados e para todos. Os mais exuberantes são os Parques Reais. A infraestrutura comporta banheiros limpos e alguns cafés, quiosques com refrescos, restaurantes e até cadeiras para alugar.
Além de aproveitarem o sol e relaxarem, alguns praticam esportes, brincam com cachorros, empinam pipa e fazem belos piqueniques. E vale para todas as classes sociais, sem preconceito!
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Mediterrâneo para inglês ver
Viajar para fora do país durante o verão é quase um hábito indispensável pelos britânicos, principalmente, porque não é uma opção muito cara. Mesmo quando trabalhei de garçonete consegui juntar dinheiro para ir viajar para o exterior.
Por exemplo, o preço de um pacote turístico de alta temporata que inclui passagens aéreas de ida e volta de Londres para Tenerife, nas Ilhas Canárias, uma semana em hotel quatro estrelas, com café da manhã e jantar, sái por volta de R$1.480 (ou £345) por pessoa em quarto duplo.
Alternativas ainda mais baratas podem ser encontradas caso você goste de acampar ou não se incomode em dividir o quarto com estranhos em albergues. Companias aéreas de baixo custo como a Gol, por exemplo, têm aos montes.
O mediterrâneo é a região mais acessível e mais buscada pelos britânicos. As viagens não são longas e as estâncias estão bem adaptadas a receber a inglesaiada monlíngüe. Muitos britânicos resolvem tentar uma vida nova no exterior em busca de céu azul e uma melhor qualidade de vida, montando seus próprios negócios a beira-mar. Muitos famosos também compram casas de veraneo por lá. Espanha e França estão entre os países mais procurados.
Quando fui à Albufeira, no Algarve, Sul de Portugal, pouco falei português. Os cardápios vêm traduzidos em inglês, alemão, françês e holandês. Percebi que por ali, nativos entre os viajandões são raridades.
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