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Luciene Gasparotto, é nossa consultora-amiga e correspondente internacional da França. Ela é tradutora, professora de inglês e especialista em pesquisa de mercado e análise de negócios.

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Uma brasileira na França

Consultora Amiga e correspondente internacional
Luciene Gasparotto
Dicas, críticas e sugestões!

Crianças Multilíngües

Com o crescente trânsito de pessoas que se mudam a trabalho ou por casamento, para outros países, nós, brasileiras, enfrentamos um dilema quando nascem nossos pimpolhos: como gerir línguas diferentes num cérebro tão pequeno? Qual língua ensinar primeiro e em qual língua nos comunicaremos com nossos filhos? Devemos introduzir quantas ao mesmo tempo?

Observando essas amigas e participando de alguns fóruns na Internet, percebi que esses pequenos cérebros são capazes de assimilar diferentes línguas, comunicarem-se nelas e não apresentarem, pelo menos em médio prazo, nenhum distúrbio de aprendizagem.

A primeira dica é falar com o bebê em sua língua natal, e introduzir a história do seu país, principalmente o folclore, os costumes, conforme o avanço da capacidade de aprendizagem dele, assim, caso haja o retorno à pátria, o choque cultural que ele irá enfrentar será muito pequeno.

A segunda dica, caso você seja casada com um estrangeiro, é melhor cada um se comunicar com o filhote na sua língua mãe, assim a criança aprende as diferentes línguas sem sotaques ou vícios de linguagem.

No caso de pais de nacionalidades diferentes, morando em um terceiro país, a regra também vale: cada qual se expressa na sua língua mãe e na escola o seu filho irá aprender a terceira língua, em contato com os amigos, com a professora e no dia-a-dia.

Duvidava muito dessa regra, até verificar in loco o funcionamento. Possuo uma amiga colombiana, cujo marido é inglês, e, moravam na Inglaterra, portanto, os filhos aprenderam o inglês e o espanhol. Porém, por causa do trabalho do marido, eles se mudaram para a França, e as crianças ingressaram em escola regular francesa, pois a conselho dos educadores, os pais acharam melhor evitar as chamadas escolas bilíngües.

Qual não foi minha surpresa ao ver as crianças conversarem em três línguas diferentes durante um almoço dirigindo-se a várias pessoas de diferentes nacionalidades: com a mãe, falavam em espanhol; com outros amigos, em francês; e comigo, quando eu não entendia absolutamente em francês, eles conversaram em inglês... E as três línguas, sem nenhum erro!

A capacidade de aprendizado dessas jovens mentes é brilhante... Pude verificar bebês que não articulam palavra, conseguirem compreender as diferentes línguas que seus pais se comunicavam, sem problema algum, mas é preciso verificar com atenção, pois como indivíduos, cada um pode apresentar desenvolvimento diferente, e ao menor sinal de problema, a melhor solução é conversar com os professores e profissionais para seguir o melhor caminho.

Apesar da língua, o principal para filhos de pais brasileiros, nascidos no estrangeiro, é conhecer a origem da sua família, suas raízes, costumes, cultura, folclore, festas, pois apesar da certidão de nascimento ter sido registrada num ligar diferente, corre naquelas veias, um sangue brasileiro, verde e amarelo...

 

Bilingüismo.org

Voltado, principalmente, ao "bilingüismo infantil" (Einar Haugen, 1956:72), que é a exposição de uma criança a dois idiomas até dois ou três anos de idade. No site, você encontrará definições e informações a respeito de como educar seus filhos de forma bilíngüe, além de criar uma rede de contatos com pais e lingüistas envolvidos no tema.
www.bilinguismo.org

 

 

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