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Ademir Jr. (CRM 92.693) é médico dermatologista especialista em tricologia (medicina capilar) pela Internacional Association of Trichologists. É membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, da Sociedade Brasileira de Termalismo e da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, além de presidente do Grupo de Apoio a Portadoras de Síndrome dos Ovários Policísticos - GAPSOP. Escreveu, ainda, três livros: “Socorro, Estou ficando careca”, publicado pela Editora MG em 2005, “Tem alguma coisa errada comigo – Como entender, diagnosticar e tratar a Síndrome dos ovários Policísticos”, publicado pela Editora MG em 2004, e “É outono para meus cabelos – Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar” – Editado pela Editora Summus.
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Beleza Consultor Amigo:
Ademir Jr. Quando os pacientes mentem ou omitem informações
Um dos maiores problemas que médicos encontram em suas consultas é o fato de muitos pacientes mentirem ou omitirem informações importantes. Já vi casos de pacientes que ficam com remorço e voltam atrás na segunda ou na terceira consulta e desmentem os fatos ou apresentam dados que ficaram omitidos nas consultas anteriores. Há, ainda, situações em que o paciente nega informações até ser desmascarado por algum parente que vem como acompanhante em consulta ou mesmo por amigos que freqüentam o mesmo profissional. Em algumas situações, pela maneira como respondem às nossas perguntas, muitos pacientes mostram realmente uma falta de segurança em suas respostas, o que resulta em dúvidas da parte do profissional, que passa a questionar se acredita no que falou o paciente ou em suas reações comportamentais frente à pergunta (entonação de voz, gaguejar, tentar se esquivar da resposta mudando de assunto etc.). O que é certo é que mentir para o médico ou mesmo omitir informações causa mais problemas do que parece, uma vez que a chave que poderá abrir as portas para solucionar algo que vem incomodando a saúde do paciente poderá estar em uma resposta honesta e completa. Mentiras ou omissões podem ocorrer na primeira consulta ou em consultas subseqüentes. Uma das mais comuns é reforçar ao médico uma disciplina que não existiu frente ao tratamento. Em uma enquete que fiz com pacientes que freqüentam nossa clínica, pude verificar que apenas 38% deles alegaram que fizeram o tratamento com pelo menos 90% de disciplina. O mais interessante foi que a maioria dos pacientes que respondeu o questionário da enquete na sala de espera, afirmando não ter tido a disciplina ideal, acabou me cobrando melhores resultados do tratamento durante o período da consulta. Ao contrário, os pacientes que se mostraram mais disciplinados e sinceros foram os que menos cobraram resultados, mesmo porque, para estes, os resultados começaram a aparecer mais rápido e foram mais importantes. Apesar de ter percebido estes dados em nossa clínica de medicina capilar (tricologia), creio que outras especialidades também devem passar pelo mesmo problema. Cobra-se muito que o comportamento do médico seja de sinceridade e que este faça o que há de melhor para seus pacientes. Por outro lado, e infelizmente, uma parte dos pacientes não se comporta com a mesma postura frente aos médicos. Fica uma interrogação na questão da responsabilidade. Até que ponto um médico pode ser responsável pelo insucesso do diagnóstico ou do tratamento de pacientes que mentem, omitem ou não se comprometem com o tratamento que estão ali para realizarem?
Texto de Ademir Jr., com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal. |
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