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| Daniela Hueb (CRM-SP 96.027) É dermatologista e nutróloga, com especialidade médica voltada ao diagnóstico, à prevenção e ao tratamento de enfermidades nutricionais e orientação sobre alimentação para melhora energética, correção do peso e aumento da longevidade. É também sócia-diretora da clínica médica integrada homônima, especializada em diversos tipos de tratamentos, como acne, obesidade, celulite, cirurgia estética sem cicatrizes e peeling.
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Beleza Consultora Amiga: Daniela Hueb
Certamente no período da escola você já ouviu falar dos nossos três convidados de hoje: as proteínas, os carboidratos e as gorduras. As pessoas já estão familiarizadas com esses termos, uma vez que os consomem diariamente. Tanto que alguns leitores já devem estar acostumados, inclusive, a avaliar a qualidade dos alimentos através da tabela nutricional impressa nas embalagens. É claro que você não vai ao supermercado e compra três pacotes de proteína, duas latas de gordura e um punhado de carboidrato. Não, isso realmente não acontece. Porém, eles estão lá escondidinhos toda vez que você compra, por exemplo, um pedaço de carne, pães, óleos vegetais ou manteiga. Resolvi dedicar a coluna de hoje a desmistificar esses três elementos, pois, se consumidos de forma incorreta, podem provocar várias doenças, inclusive a mais comum de todas: a obesidade. Somos tricombustível As proteínas são conhecidas como nutrientes energéticos, de construção e funcionais. Isso devido ao fato de elas constituírem as principais partes dos órgãos, das células, dos tecidos e dos nossos músculos. Por ser tão importante para o nosso corpo, uma vez consumido, esse combustível é prontamente absorvido pelo organismo. Geralmente, ele é encontrado em alimentos de origem animal, como as carnes, os queijos e os ovos. Porém, também pode ser consumido através de alguns vegetais, como a soja, o feijão, a ervilha, a lentilha e o grão-de-bico. Já os carboidratos têm função estrutural de armazenamento energético e são capazes de fornecer energia rapidamente ao organismo numa situação de emergência. Deste grupo fazem parte as fibras alimentares, que ajudam a regular o funcionamento do intestino. Eles podem ser estocados em diversas partes do nosso organismo, sendo as mais comuns as regiões onde ficam localizados os músculos e o fígado. Os alimentos ricos em carboidratos são os de origem vegetal, como as massas, os açúcares, os doces, as frutas, os legumes e as farinhas. Nos produtos de origem animal, a quantidade é desprezível. Por fim, as gorduras são nutrientes utilizados como uma reserva de energia e podem ser utilizadas como uma fonte secundária, principalmente porque são absorvidas de maneira bem lenta pelo organismo. Elas ficam estocadas, em maior quantidade, nas chamadas células adiposas. Existem, no entanto, dois tipos de gordura: as saturadas e as insaturadas. A primeira refere-se a aquele tipo sólido, encontrado em produtos animais, como a gordurinha visível nas carnes, na pele das aves e na manteiga. Já as insaturadas são as líquidas e encontradas mais comumentemente nos produtos vegetais, como os azeites e óleos, nas azeitonas e nas oleaginosas, como as nozes, as castanhas, as amêndoas e o amendoim. Mas não termina aí. Há, ainda, outro tipo famoso de gordura, chamada de trans, que é sintética e encontrada em qualquer tipo de “tranqueira alimentar”, como nos doces em geral, nas bolachas e biscoitos, nos pães brancos, como o francês, e nos sorvetes de massa e na margarina. Quais são as suas importâncias funcionais? As proteínas são importantes para a produção de alguns hormônios, como a insulina, o glucagon, o hGH (do crescimento) e o da tireóide. Elas fortalecem a imunidade do organismo por aumentarem e reforçarem cada vez os nossos anticorpos. Podem, ainda, atuar como transporte de algumas substâncias importantes, como o colesterol bom. Além de sustentar a pele na forma de colágeno e elastina, as proteínas contribuem na contração muscular, ajudam a aliviar os edemas (os famosos inchaços), aumentando a freqüência urinária. A sua função mais nobre, no entanto, é a de fazer parte do nosso código genético e transmitir as nossas características aos nossos descendentes. Para ter uma idéia, a proteína é o “idioma oficial” de qualquer organismo vivo. As gorduras também são importantes para a formação de alguns hormônios, como os sexuais (testosterona, estrogênios e progesterona) e são partes constituintes das membranas que envolvem as células. Elas atuam como solventes das vitaminas solúveis em gorduras, entre elas a A, D, E e K. Além disso, as gorduras são responsáveis por manter a temperatura do organismo e a nossa principal reserva energética. Já os carboidratos têm função exclusivamente energética, principalmente para órgãos vitais, como o cérebro - o mais ávido por carboidratos. Ajudam também a contrabalançar a freqüência urinária em conjunto com as proteínas e, no caso dos maratonistas, preservam a massa muscular. Por que o organismo estoca mais gordura do que carboidrato? Para entendermos essa relação do organismo, vamos fazer uma continha: 1g de carboidrato fornece 4 Kcal. 1g de gordura fornece 9 Kcal. Vamos supor que você tenha 10 quilos apenas de gordura corporal. Isso significaria uma armazenagem de 90.000 Kcal. Agora, se essa mesma conta fosse baseada em carboidratos, a armazenagem resultaria em menos da metade de energia, apenas 40.000 Kcal. Imagine o que seria acumular 90.000 calorias em carboidratos. Você iria pesar 12,5 quilos a mais, ou seja, um total de 22,5 quilos só em carboidrato contra 10 Kg em gordura, isso com a mesma concentração de energia. E a conclusão já é previsível: você seria mais pesada. A hierarquia do aproveitamento nutricional Quando acabamos de nos alimentar, nosso organismo utiliza aqueles três tipos básicos de nutrientes na seguinte ordem:
Em caso de jejum prolongado (por isso, o indicado é sempre se alimentar a cada três horas), a seqüência é modificada:
Um raciocínio lógico Baseado na hierarquia de aproveitamento nutricional, nota-se que, quando acabamos de nos alimentar, conforme falamos anteriormente, o primeiro nutriente absorvido é a proteína. No caso de um jejum prolongado, ela é a última a ser utilizada. Percebe como o nosso organismo trata a proteína com nobreza? Em seguida, vêm os outros dois, porém, os carboidratos estão sempre à frente das gorduras. O que quer dizer: quanto mais se consome carboidrato, menos o organismo aproveita e queima a gordura. E sabe qual a conseqüência? Engorda-se mais facilmente. Isso explica o porquê da dieta equilibrada e saudável ser rica em proteínas, moderada em gorduras e pobre em carboidratos. Agora que você conheceu um pouco mais os três tipos de nutrientes energéticos utilizados pelo organismo, emagrecer de forma saudável pode ser uma tarefa fácil. E só depende de você!
Texto de Daniela Hueb , com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal.
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