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Foto: Roberta Garrido



Sobre a autora

Maria Eugenia C. G. Cerqueira nasceu em 1947 no Rio de Janeiro. É formada em Direito (PUC/RJ), em Artes Gráficas e Filosofia (UFRJ). Desde 1976, é Auditora da Receita Federal. "Rotina com Purpurina" é seu terceiro livro. O primeiro, "Feliz Ano-Novo! - Faça Tudo para Consegui-lo", publicado pela Editora Cultrix (1999), trata das superstições dos rituais de passagem na cultura de vários povos. Em "Graças e Desgraças do Leão" (2001), sua segunda obra, reuniu crônicas bem-humoradas sobre o dia-a-dia dos fiscais da Receita Federal.

 

 

Balada de Vassoura

Colaboradora Amiga: Maria Eugenia C. G. Cerqueira

Dicas, críticas ou sugestões!

 

O frio vai chegar... Já chegou

            Cuidados para deixar suas roupas de inverno sempre com cara de novas

Com a chegada do inverno, a gente tem que mudar a cara do nosso armário. Adeus blusinhas leves, biquínis, saídas de praia e sandalinhas abertas. Meias, casacos e abrigos voltam à ordem do dia e algumas peças merecem atenção especial.

Se foram tomados os cuidados devidos quando guardados, pouco ou quase nada precisa ser feito. Às vezes, no entanto, até por falta de espaço, a gente se descuida um pouco e, aí, os estragos têm de ser reparados, pois roupas de inverno são sempre caras e não podem ser descartadas sem que “doa” no bolso.

Separei algumas dicas que ajudam a dar um “up” no guarda-roupa de inverno, fazendo com que as peças fiquem com cara de novas. 

1. Casacos de pele natural e sintética – uma vez por ano, entregue seus casacos de pele sintética ou natural aos cuidados de um profissional, de preferência, antes de guardá-los durante o verão. Uma lavanderia especializada sabe como remover manchas que podem arruinar com o artigo, tais como as promovidas por make-up, comida e bebidas. Isto vale também como preventivo para traças e outros insetos. Para que seu casaco se conserve sem mofo, nunca use sacos plásticos. Pendure-os em cabides bem almofadados, para que os ombros não fiquem marcados, e dentro de protetores de algodão. Compre um tecido bem baratinho, com a trama aberta, para que a pele fique sempre arejada, e guarde-o em local seco, ao abrigo da luz solar direta. Seguindo estas instruções, ao retirá-los para usar no inverno, basta deixá-los algumas horas expostos ao ar livre, sempre à sombra, sacudi-los e pronto. Se você tiver preocupação com alergias, vire o casaco pelo avesso e passe o aspirador de leve em todo o forro, para retirar qualquer ácaro ou pó mais resistente.

Pelo amor de Deus, não coloque bolinhas de naftalina nos sacos dos casacos nem no armário, próximo a eles, para evitar traças, pois o cheiro é insuportável – de “coisa velha guardada” – e, às vezes, não sai nem mandando para o tintureiro!!!

Colocar uma écharpe macia ao redor do pescoço, quando estiver usando casacos de pele, além de ficar elegante, protege a gola de manchas de gordura da pele.

2. Procure guardar os artigos de couro sem “espremê-los” nos armários e, de preferência, pendurados. Pele precisa respirar! Se, ao tirar do guarda-roupa, as peças ficarem amassadas, estenda-as num local amplo e arejado. Nunca passe a ferro roupas de couro, tecidos emborrachados, nem com lycra na composição.

Para tirar o cheiro de “guardado” e eventuais manchinhas brancas, passe no casaco de couro um pano limpo que não solte fiapo, umedecido em água e amaciante perfumado. Use o amaciante na medida correta para não ficar grudento. Pela manhã bem cedo ou à tardinha, quando há Sol, mas está fraco, depois de passado o pano, pendure o casaco até que fique seco e um pouco aquecido. Repita o processo algumas vezes, e a peça estará limpa, macia e cheirosinha. Se tiver dúvidas quanto à insolação, coloque-o pelo avesso.

Este método nunca deverá ser usado em casacos de camurça. Para restaurar o aspecto natural desse tecido, esfregue-o levemente com um pedaço de camurça ou escova própria, também feita de camurça. Pequenas manchas em camurça podem ser removidas com vinagre branco, mas nunca esfregue com força, pois destruirá a superfície da peça. Seque com secador de imediato, para não ficar o círculo marcado.

3. Casacos de lã tanto sintética quanto natural, para serem usados, devem ser lavados em água fria, à mão, com um sabão neutro, sem alvejante. Ao lavar, não fique suspendendo e mergulhando a peça na água para cima e para baixo, pois ela pode ficar espichada. Enxágüe várias vezes até que não sobre resíduo de sabão, e não torça nem esprema. Enrole o item suavemente numa toalha para retirar o excesso de água.Coloque a peça estendida sobre uma toalha, num local arejado e plano, e espere secar. Não pendure para secar, pois o peso da água espicha a lã e deforma o feitio. Cuidado com artigos coloridos. Lembre-se de colocar sal na última água, para fixar a cor, e não misture roupas claras com escuras. Não passe a ferro – para remover eventuais dobras. Use somente o vapor do ferro sobre as marcas, mas nunca encostando o próprio aparelho.

4. Pijamas de flanela podem ser lavados na máquina, mas tome o cuidado de usar água fria para que não encolham e fiquem enrugados. Seque sempre com calor suave, deixando-o levemente úmido para facilitar a passagem a ferro.

5. Mantas de lã – dependendo do tamanho, as mantas podem ficar muito pesadas para a maioria das máquinas. Se este não for o seu caso e a etiqueta da peça permitir, lave-as no eletrodoméstico, mas sempre na água fria e, como no caso dos casacos, usando a secadora na potência média. Se você tiver um local grande para deixá-las arejando depois de secas, melhor ainda.

6. No caso de cobertores e cobertas de plumas, muito cuidado. Leia sempre as instruções. Se não quiser lavá-los, sacuda-os bem e coloque-os dentro de um saco plástico bem resistente e sugue com o aspirador, até esgotar todo o ar. Isto retira parte do pó acumulado.

7. Roupas de tonalidades escuras devem ser guardadas com um pano sobre a gola e os ombros para evitar luz direta, o que causaria desbotamento da cor.

8. Mofo, bolor, fungos são inimigos do couro. Quando detectá-los, faça uma limpeza: em uma bacia, coloque 100ml de água e meio copo de vinagre branco. Molhe um pano limpo, torça e passe-o sobre o couro. Em seguida, leve a roupa do avesso para o Sol fraco (da manhã). Se não limpar, procure um profissional. Meses com muita chuva dão margem ao aparecimento de bolor, por isso, mantenha os cômodos arejados e retire, de vez em quando, toda roupa do armário, deixando o ar circular.

9. No caso de gordura no couro, aplique uma camada de talco, para absorvê-la totalmente, e, depois, é só escovar.

 10. Não exponha artigos de couro diretamente ao Sol ou qualquer outra fonte de calor. O Sol direto provoca trincas e mudança de cor, além de amarelar e ressecar o tecido.

11. Se o couro estiver molhado, deve ser seco em temperatura ambiente, longe de qualquer fonte de calor. Para ajudar a secar mais rápido, use um pano seco por dentro da roupa, que faz a absorção ser mais rápida. Antes de guardar, verifique se realmente está seco.

12. Se o couro estiver enlameado, deixe secar e, posteriormente, remova a lama, evitando o aparecimento de manchas. Em seguida, recomenda-se a lavagem.

Com tudo isso, vamos curtir o friozinho, à beira da lareira, com um chocolate quente nas mãos (cuidado para não respingar no casaco!!!) e, melhor ainda, com o “gato” enrodilhado em você.

 

Texto de Maria Eugenia C. G. Cerqueira, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal.  



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"Rotina com Purpurina"

O livro da nossa colunista, "Rotina com Purpurina", vai direto aos pontos cruciais da vida doméstica. Ao ler alguns capítulos, você pode pensar "isso é óbvio", só que muitas vezes a simplicidade passa batido e deixamos de seguir algumas regras

básicas de organização e administração para o lar doce lar.

Sobre a nossa pauta em questão,

encontramos mais informações sobre contratação de empregados, inclusive com modelo de ficha cadastral para ser preenchida logo na primeira entrevista. Ainda em documentos, a autora ensina a redigir um contrato de experiência e recibos, como o de entrega de vale-transporte.

Rotina com Purpurina
Maria Eugenia Sahagoff
Editora Marco Zero

 

 

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