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Sobre a autora Maria Eugenia C. G. Cerqueira, nasceu em 1947 no Rio de Janeiro. É formada em Direito (PUC/RJ), em Artes Gráficas e Filosofia (UFRJ). Desde 1976 é Auditora da Receita Federal. "Rotina com Purpurina" é seu terceiro livro. O primeiro, "Feliz Ano-Novo! - Faça Tudo para Consegui-lo", publicado pela Editora Cultrix (1999), sobre as superstições dos rituais de passagem na cultura de vários povos. Em "Graças e Desgraças do Leão" (2001), sua segunda obra, reuniu crônicas bem-humoradas sobre o dia-a-dia dos fiscais da Receita Federal.
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Balada de Vassoura Colaboradora Amiga:
Maria Eugenia C. G. Cerqueira Limpando com pano verde
Não fosse assim, já teríamos nos revoltado diante de tantos projetos mirabolantes que cada governo nos impingiu até agora – promessas de resultados sempre tão distantes que acabam se perdendo nos mandatos seguintes. O dinheiro público vai, a sujeira dos rios fica. Como, no entanto, brasileiro vive mesmo de esperança, não custa continuar acreditando que um dia navegaremos nessas águas fétidas, apreciando a paisagem, como no Tâmisa e no Sena. Se eles conseguiram, por certo nós não podemos ficar para trás... Que tal começarmos com pequenos detalhes, coisas ínfimas que, se somadas, fazem diferença na natureza e o que é melhor, no nosso bolso também. Não se deve ficar bitolada por produtos de limpeza industrializados. Muitas vezes temos substâncias simples que executam o mesmo serviço tão bem ou melhor que os produtos disponíveis nas prateleiras dos supermercados e a preços bem mais acessíveis. - Faltou tempo ou dinheiro para comprar saponáceo? Use sal, na falta de outra coisa, na bucha, como pasta para limpar panelas de alumínio e utensílios. A esponja deve estar úmida, bem espremida, para manter o poder abrasivo e não diluir de imediato a pasta. Cuidado pois o sal pode riscar – não utilize em itens de prata. - Aproveite também o sal diluído, no enxágüe das roupas de cor, evitando que elas manchem, preservando os tons. - Até no arranjo de flores, o sal é útil – uma colherinha de café na água da jarra basta para postergar o crescimento de bactérias que apodrecem as hastes. Mesmo assim, troque a água com freqüência e corte as pontas para preservar o arranjo. O mesmo efeito pode ser obtido com um pouquinho de Cândida (ou água de lavadeira ou água sanitária ou ainda cloro). - Água salgada retira manchas de sangue – mergulhe a peça o mais rápido possível . Água oxigenada a três por cento aplicada (cuidado com roupas de cor, neste caso) na mancha ou ainda amoníaco (que pode ser usado em roupas de cor) diluído na água também resolvem o problema. - Para tirar manchas de mofo de roupas brancas, umedeça a peça com suco de limão misturado com sal e deixar um pouco no sol. O limão pode ser substituído por vinagre branco.A melhor tática para combater o mofo ainda é prevenir seu aparecimento – o mofo é um fungo que cresce em lugares quentes, úmidos e preferencialmente escuros. Assim, para evitá-lo, mantenha os quartos arejados, as roupas guardadas limpas, bem secas e afastadas umas das outras para que o ar circule. A luz do sol é a grande inimiga do mofo – deixe-o entrar.
Detergente Multiuso
Em um litro de água morna (cerca de 45º C), coloque uma colher de sopa de vinagre, uma colher de sopa de amoníaco,uma colher de sopa de bicarbonato de sódio e uma colher de sopa de bórax ou ácido bórico. Divida em recipientes do tamanho que julgar mais prático e use em qualquer tipo de limpeza, ao invés dos multiusos convencionais. Para limpeza de rotina, de vidros e janelas, use 3 colheres de vinagre branco diluídas em 10 litros de água quente. Use jornal velho para secar e tirar as “ondas”Se o vidro estiver muito sujo, primeiro lave-o com água e sabão. Para limpeza do forno, use uma solução de bicarbonato com água quente, com uma esponja fina. Estas receitas foram testadas, portanto realmente funcionam. Enfim, dezenas de usos domésticos tendo por base somente três elementos, o sal, o vinagre e o bicarbonato e isto tudo SEM AGREDIR O MEIO AMBIENTE, o que é muito importante. Vamos plantar, ainda que outros venham a colher.
Texto de Maria Eugenia C.G. Cerqueira, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal. |
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