Quem faz o site?


















FABRÍCIO CARPINEJAR é

escritor, jornalista e professor.

Natural de Caxias do Sul (RS),

publicou, entre outros, os livros

de poesia "Um terno de

pássaros ao sul" (2000/

reedição 2008), "Terceira

Sede" (2001), "Biografia de

uma árvore" (2002), "Caixa de

sapatos" (2003), "Cinco Marias" (2004) e "Como no céu/Livro

de Visitas" (2005) e "Meu Filho,

Minha Filha" (2007) e o de

crônicas "O Amor Esquece de

Começar" (2006).

Foi premiado com o Erico

Verissimo 2006, pelo conjunto

da obra, da Câmara Municipal

de Vereadores de Porto Alegre,

e o Olavo Bilac 2003, da

Academia Brasileira de Letras.

Desde outubro de 2005,

mantém o Consultório Poético,

em que responde dúvidas

amorosas dos leitores. Seu

blog recebeu mais de meio

milhão de visitantes.

Site: www.carpinejar.com.br

Blog: http://fabriciocarpinejar.

blogger.com.br

Consultório Poético:

http://bloglog.globo.com/

fabriciocarpinejar/

E-mail: carpinejar@terra.com.br

 

Nosso amigo poeta

Colaborador Amigo: Fabricio Carpinejar
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MULHER-COLAR E MULHER-BRINCO: QUAL VOCÊ NÃO É?

MULHER-COLAR

                                                           Crédito da Arte: Jim Dine

  1. Aventureira, portanto, mais exibida. Ostenta antes de conhecer. Privilegia festas e saídas noturnas.
  2. Envaidece-se pelo elogio de sua aparência.
  3. Não casará em segredo. Seu homem é para exibir a outras mulheres.
  4. Planeja os relacionamentos. Na despedida, dá o fora e disfarça que foi enganada.
  5. Adora receber presentes.
  6. Procura a unidade. Não é dispersiva, não costuma ter vida dupla.
  7. Tem a história sob o controle, é indiferente com aquilo que escapa.
  8. Adota posição extremista: ou tudo ou nada. Não agüenta o nada. É blefe.
  9. Oscila entre a posição de vítima e algoz. É mais algoz quando vítima. É insuportável (e fatal) quando recorre aos diminutivos. ‘Meu amorzinho’, por exemplo.
  10. Deseja ser surpreendida. O colar é despir as costas.
  11. Guarda uma inclinação para transparência. O que não significa intimidade.
  12. Desculpa-se com rapidez, desde que tenha uma recompensa para o sacrifício.
  13. Será rude até quando desnecessário. Pedir desculpa é um tormento para ela.
  14. Seu humor depende de como acorda.
  15. É exagerada para a alegria. Com tal contundência que se assemelha a um pedido de casamento.
  16. Tem resistência para abdicar do passado. Não esquece as ofensas. As pedras estão muito próximas da garganta.
  17. Sua solidão só serve para recarregar a bateria do celular.
  18. Muda pelo conforto.
  19. Totalmente influenciável e ansiosa pela aprovação.
  20. Colar é mais complicado de perder. Não há como extraviar, ou fingir que ele não existe. A mulher-colar não aceita metades, suplências e realidades provisórias.
  21. É possessiva, com uma teimosia implacável de menina mimada. O colar é primo da coleira. Com a diferença: quem põe manda, não é mandado.
  22. Domina o corpo pelo pescoço. Mostrará os seios com ambição. Exige que seja olhada de corpo inteiro.
  23. Os brincos são complementos. Secundários, discretos e dispensáveis. Aparecem para chamar atenção do colar. Assim também são seus amigos.
  24. Impõe-se na troca de assunto. Não se aprofunda de propósito, para não se entristecer.
  25. Pinta as unhas de escuro, para atrair presas.
  26. É tradicional. Ao vestir um colar (colar se veste, não é um adereço), a mulher está se ligando aos antepassados: avó, mãe, filha.
  27. Unicamente usa brincos, sem colar, quando se acha bonita.

MULHER-BRINCO

                                                                   Crédito da Arte: Jim Dine

  1. Caseira. Antes receber visitas em sua casa do que sair. Sua aventura é criar espaços de sossego e intimidade.
  2. Fica envaidecida pelos elogios de suas idéias.
  3. Retraída, mas não boba. Sua timidez é uma espécie de solidão pública.
  4. Adora dar presentes e demorar tardes criando um enredo para eles.
  5. Valoriza os detalhes. Tenta entender o mundo pelas observações de canto.
  6. Pode casar em segredo. Gosta de fazer segredos e se diferenciar dos demais pelas informações privilegiadas.
  7. Sofre uma inaptidão para escolher: prefere ser escolhida.
  8. Não é influenciável, porém fica abalada com a autocrítica.
  9. Demora a dizer o que pensa. Para não magoar os outros ou a si mesma.
  10. Tenta manter uma coerência absoluta entre o trabalho, a casa, o sexo e os filhos (ou os animais). Procura ter controle sobre sua história, não consegue e isso a atormenta. Importa-se com aquilo que escapa.
  11. Será rude, caso necessário, e voltará atrás com o dobro de delicadeza.
  12. É verdadeira para o elogio, a tal ponto que lembra um perdão.
  13. Casa discretamente o brinco com o anel. Ou com a pulseira. Mas não suporta a ostentação casamenteira do colar.
  14. Perde o brinco, para permanecer com a sensação de que está procurando algo. Insaciável na alegria e na tristeza. Quando fica abatida, não admite concorrência.
  15. Deixa para resolver no último minuto. Deixa, na verdade, o último minuto para não resolver.
  16. Lembra do passado para se incomodar e chorar. O álbum de fotografias é seu livro de cabeceira.
  17. Tem uma fixação pelos cabelos. O brinco é um jeito de diminuir a orelha ou aumentá-la.
  18. O brinco não está lá por acaso e acidente. É uma tatuagem.
  19. Nas relações amorosas, sairá somente despejada.
  20. Seu porta-jóias é um emaranhado de fios e de pares trocados. Resumo do quarto da infância.
  21. Demora um tempo para escolher o que colocar. Está sempre arrumando o armário ao definir suas roupas do dia.
  22. Seu humor depende de como dorme.
  23. Compra tapetes despojados, para facilitar a localização de objetos. Assim são os amigos, indispensáveis guias de seu temperamento.
  24. Pinta as unhas com claro, para não atrair atenção sobre os movimentos das mãos.
  25. Não suporta frases-feitas. Articula, com freqüência, testes e jogos com seus parceiros. Quer ser desafiada.
  26. Deseja a cômoda livre para se espalhar. Metódica em sua confusão. Nunca conhece direito onde colocou sua vida.
  27. Unicamente usa colar quando está se achando feia.

 


Texto de Fabrício Carpinejar, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal. 




Leia também:

.Carta de Intenções

.Meu pijama monocromático

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.Entrevista: Fabrício Carpinejar

 

 

 

 

 

O Amor Esquece de Começar

O amor, como a atmosfera, nos envolve, nos alimenta. Também pode envenenar. O amor é o mais intenso dos sinônimos da vida, o mais permanente, o que de fato salva. O amor nos consome e nos consuma. Na coletânea de crônicas O Amor Esquece de Começar, Fabrício Carpinejar, autor dos aclamados livros de poemas Cinco Marias, Como no Céu/Livro de Visitas e As Solas do Sol, comparece pela primeira vez vestido em prosa, em linguagem fluente, conversando quase num sussurro generoso - porque o que ele nos traz são notícias, impressões, e mais, a força impactante, reconfortadora e capaz de fazer nascer o ser que sempre fomos. Só que, desta vez, completos. A mulher, principal interlocutora de seus textos certeiros, não está sozinha. O homem também pode participar dessas revelações que, apontadas numa direção, atingem todos e tudo.

Livro: O Amor Esquece de Começar

Autor: Carpinejar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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