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Alexandre Bez, psicólogo, é especializado em ansiedade e em síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia – UCLA e em relacionamento pela Universidade de Miami, na Florida. |
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Reflexão Colaborador-amigo:
Alexandre Bez
NAMORO TEM PRAZO DE VALIDADE
O amor faz bem para a alma, seja ele fraternal, maternal ou paternal, e claro, não podemos deixar de fora aquele que causa suspiros e grandes emoções - o amor que envolve a paixão à outra metade. O ser humano é dotado de emoções e sentimentos, sendo alguns mais primitivos e necessários, e outros, nem tanto como o ciúme. Mas, o homem precisa de um sentimento soberano para sobreviver, e este é o amor. Os relacionamentos amorosos passam por estágios, primeiro vem a fase da apresentação, do contato visual, onde está em pauta a beleza, o jeito de se vestir, as preferências musicais, ou seja, um conjunto de sinais que são emitidos afim de que a outra parte se interesse. Passada a fase de aproximação o casal decide então partir para um relacionamento a dois, uns mais compromissados como o namoro, outros mais liberados, como o “ficar”. O relacionamento “ficar” existe há mais de 20 anos e naquela época as pessoas mais descoladas ficavam para conhecer melhor as outras, sentir o coração bater aceleradamente, permanecer e curtir por tempo indeterminado ao lado da pessoa, como se fosse um treinamento para o namoro. Hoje, a grande maioria dos casais, principalmente entre os adolescentes, fica para contar vantagem, ou seja, os números contam mais do que a experiência de vida. As baladas noturnas, micaretas, raves e bailes funks incentivam esse tipo de comportamento. O ficar atualmente ganhou termos pejorativos como, “catar, “estou pegando”, o que constata a falta de maturidade e falta de discernimento entre liberdade e libertinagem. O aumento de casos de separação entre os casais com idade de 30 a 50 anos, e que já possuem certa experiência de vida ou passaram por desilusão no casamento, também influenciou essa faixa etária, que passou a ser adepta do ficar. São as pessoas que mais se aproximam do ficar de antigamente. São mais maduras e sabem o que querem quando escolhem seu parceiro para obter algum tipo de relacionamento. O sexo não é algo casual, há um envolvimento emocional. Por momentos ainda nos perguntamos se o namoro ainda tem alguma função. O namoro ainda tem a função de antigamente que é preparar o casal para o casamento. É o período em que os dois têm para se descobrir e aprender a conviver com as alegrias e dificuldades. Mas atenção, o namoro tem prazo de validade. Três anos é o suficiente para o casal se conhecer e traçar metas. Se optar por morar junto, dois anos são excelentes para viver a experiência. O namoro não pode entrar na fase de acomodação, pois nesse caso, é muito difícil partir para algo mais concreto. A fase de acomodação se dá quando um dos dois, geralmente o homem, fica desleixado em relação ao relacionamento e à mulher. Ele deixa de ser carinhoso, atencioso e educado. Quanto ao relacionamento sexual, não sente a necessidade de impressionar, não há preocupação em satisfazer a namorada e, geralmente, a freqüência do ato diminui. Ele reclama mais e deixa de agradá-la como costumava acontecer no início do namoro. Como para toda regra há uma exceção, em alguns casos o casal pode namorar pelo resto da vida, mas desde que exista um pré-acordo de não construir algo mais concreto, como o casamento. Hoje em dia é muito comum ver mulheres que passaram dos 40 anos com esse tipo de acordo, pois já viveram uma experiência negativa com o casamento ou temem ficar sozinhas. A vida moderna traz uma excelente opção para o casal que deseja casar no papel: morar um tempo juntos antes. Morando juntos poderão se descobrir ainda mais, pois vivenciarão situações novas, como divisão de contas, aprender a respeitar o espaço alheio e a se verem a todo o momento. Essa fase que antecede o casamento pode trazer grandes benefícios para a união estável. A primeira experiência fora da casa dos pais pode trazer mais maturidade para ambos.
Texto de Alexandre Benz, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal. |
Sugestão de leitura: Casais inteligentes enriquecem juntos
Editora: Gente P.S. Eu Te Amo
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