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Dr. Mateus José Abdalla Diniz, graduado pela Faculdade de Medicina da UFG - Universidade Federal de Goiás, fez residência em Psiquiatria Geral e em Psicogeriatria pela UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo. Especialista em Psiquiatria pela ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria, é Supervisor dos alunos da graduação em medicina no Programa de Doenças Afetivas e Ansiedade – PRODAF – UNIFESP, Psiquiatra voluntário do serviço de Primeiro Episódio Psicótico- PEP- UNIFESP, Psiquiatra voluntário do Programa de Esquizofrenia - PROESQ- UNIFESP, e Psiquiatra da equipe de retaguarda do Pronto Socorro do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Reflexão

Colaborador-amigo: Mateus José Abdalla Diniz

Dicas, críticas ou sugestões!

 

Quando a ansiedade passa dos limites precisa ser tratada

Em determinadas horas, a ansiedade parece gerar sensações de loucura, mas muitas vezes ela serve de alerta nas situações de ameaça

A ansiedade é uma sensação experimentada por todas as pessoas, que pode ser difusa, desagradável, de uma apreensão vaga na qual o indivíduo se percebe nervoso ou assustado. Nestes casos, a pessoa pode ter algumas alterações, como: suor, tremores, aperto no peito, mal estar epigástrico (no estômago), aumento da freqüência urinária, irritação, com tensão muscular, dificuldades de dormir, diminuição da concentração e até medo de morrer ou de enlouquecer, entre outros sintomas. No entanto, a ansiedade também pode ter seu lado positivo, ou seja, ela pode ser um ”salva-vidas” ao alertar a pessoa para situações de ameaça.

O problema é quando essa ansiedade passa dos limites. Ao invés de te ajudar começa a atrapalhar. Por exemplo, o chefe te pressiona para entregar um trabalho rápido. Neste caso, essa ansiedade pode ajudá-la a trabalhar com mais afinco ou o vai fazer com que você se senta tão ansiosa que isso se tornará um problema, prejudicando seu desempenho. Por isso, a partir do momento que a ansiedade passa a atrapalhar no funcionamento geral, é preciso procurar tratamento.

O tratamento pode ser feito com psicoterapia e/ou medicamentos. Na psicoterapia há diversos tipos de abordagem, onde o paciente irá reconhecer as situações em que fica mais ansioso, entendendo o porquê desse tipo de reação e adquirindo novos mecanismos para lidar com as situações que geram ansiedade. Já o tratamento medicamentoso é feito com antidepressivos, principalmente da classe dos inibidores da recaptação de serotonina.

Quando há necessidade, é importante fazer uso de remédios que atuam aumentando a serotonina. Em pessoas com a doença ‘Transtorno de Ansiedade’, essas informações entre os neurônios são passadas de maneira distorcida. É importante procurar um médico antes de fazer o uso de medicações por conta própria, pois outras doenças podem gerar sintomas ansiosos que não necessariamente sejam Transtorno de Ansiedade propriamente dito. Por exemplo, doenças de tiróide, cardíacas, de supra-renais podem cursar com sintomas ansiosos importantes.

 

Texto de Mateus José Abdalla Diniz, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal. 


 
 

 

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