Quem faz o site?


















Dr. Eduardo Ferreira Santos é
médico-supervisor do Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP.
Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP e Doutor em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da USP.

edusantos@usp.br

Reflexão

Consultor Amigo: Dr. Eduardo Ferreira Santos
Dicas, críticas ou sugestões!

Mulheres que só se envolvem com homens casados

Dr. Eduardo explica porque algumas mulheres insistem em se relacionar apenas com homens casados


Este é um tema que, a priori, nos leva a muitas reflexões. Na verdade, não se trata de pensar em uma mulher que, EVENTUALMENTE, se envolveu com um homem casado, mas, sim, aquelas que, quase compulsivamente, procuram relacionamentos com alguém já oficialmente comprometido.

A explicação psicológica para este fato está no velho conceito de Freud, o chamado “Complexo de Édipo” ou “Complexo de Electra”, como queiram. Sua origem está em crenças fortemente desenvolvidas na infância, em que, via de regra, a menina entraria em competição consciente ou, mais provavelmente, inconsciente com a mãe em relação ao amor e à atenção do pai.

O pai não seria, necessariamente, a “figura central” desta competição, mas um irmão mais velho, por exemplo, ou outro alguém do sexo masculino que a menina percebesse que sua mãe lhe dedicava mais atenção, carinho e amor do que a ela. Uma situação REAL ou FANTASIOSA da menina em relação a este triângulo afetivo, poderia gerar nela uma raiva inconfessável da mãe e uma vontade inexplicável de conquistar para si aquele homem que lhe era negado, proibido.

Esta crença, fortemente enraizada no inconsciente, poderia levar esta menina, agora mulher, a procurar “aquele homem” comprometido que lhe fora impedido de “possuir”. Não se trata, como acreditava Freud, de uma verdadeira atração sexual pelo pai, mas apenas uma angustiante sensação de ser excluída de uma relação, de ser relegada a um segundo plano, planejando esquemas de vingança e de conquista secretamente em seu inconsciente.

Quando, então, na idade adulta, abre-se a oportunidade de realizar, inconscientemente, aquela velha “vingança’ planejada há anos em seu esquema de vida”.


Tornar-se a outra

Graças a um fenômeno psicológico chamado de transferência, a pessoa “transfere seu passado para o presente” e procura viver situações que, outrora, lhe foram proibidas. Muitas vezes, basta apenas conquistar o homem comprometido e, portanto, forçar o rompimento de sua relação oficial. Então, “não há mais graça” em manter esta relação. O objetivo inconsciente era apenas separá-lo da outra, daquela que representa, na profundeza de sua mente, a figura da mãe intocável.

Noutras, de fato, ocorre uma “paixão” pelo homem comprometido (geralmente muito mais velho que ela), o que significa a realização do Complexo de Édipo (ou Electra), situação na qual realiza seu desejo secreto de possuir, ainda que parcialmente, aquele homem-objeto de seu amor infantil. Por outro lado, esta não é a única explicação possível para esta situação, embora seja a mais clássica.

Há casos em que a mulher deseja manter sua autonomia, independência, sua “vida própria” e nada mais conveniente do que ter um “amante” que a permita levar uma vida relativamente livre, sem os inúmeros compromissos de uma vida de casada.

Padrões Impostos

Embora seja exaustivamente bombardeada a cabeça de uma criança com o conceito de que ela deve crescer, casar e ter filhos, como nos velhos filmes hollywoodianos e nos desenhos da Disney, há quem fuja deste padrão estereotipado e procure alternativas não convencionais para sua vida.

Há, no entanto, que se considerar, nos casos em que esta situação se repete compulsivamente, algum traço disfuncional (talvez neurótico, fóbico), derivado de experiências também infantis de presenciar relacionamentos “oficiais’ que existiam apenas na aparência e tenham criado uma verdadeira fobia (medo) de se envolver em uma relação realmente comprometedora e”repetir o passado”.

Mas... em psicologia, “cada caso é um caso”  e cada pessoa tem suas razões mais íntimas e pessoais para adotar este ou aquele comportamento. O importante é que se tenha um certo domínio de seus sentimentos e suas ações para não se tornar refém deles!              

Texto de Eduardo Ferreira Santos, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal.  



Leia também:

.Relacionamento fadado ao fracasso - dúvida de uma leitora
.Ciúme: de bom não tem nada



 


Você está com algum problema sufocante ou uma grande angustia?

Que tal enviar sua dúvida ao nosso especialista e consultor?

Pergunte ao Dr. Eduardo

..................................

 

 

ANÚNCIOS: CLIQUE AQUI!
 
VOLTAR        IMPRIMIR     |   
 
QUEM FAZ O SITE?
      

 

© Copyright Clube da Calcinha. Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução na íntegra do conteúdo das páginas deste site em qualquer outro meio de comunicação, sem autorização escrita do editor e dos colaboradores do Clube da Calcinha. Possibilita-se a citação de trechos dos artigos, desde que seja feita referência expressa à autoria e à fonte.