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Reflexão

Consultora Amiga: Cris Negrão
Dicas, críticas ou sugestões!

Balanço geral



Todo fim de ano é igual:
correria para comprar os presentes, shopping lotado com direito a briga no estacionamento, amigo secreto, Papai Noel, Especial do Roberto Carlos e aquela musiquinha da Globo: “hoje, é um novo dia, de um novo tempo que começou...”. Novo? O que é novo se tudo se repete e repete e repete?


Pense comigo: O que você jurou que ia fazer e não fez, planejou mudar e empurrou com a barriga pelo ano todo?
Eu gosto desta época. Tenho sempre aquela sensação gostosa de que, quando o relógio acusar meia-noite, tudo vai ser diferente. E vai mesmo. Só que com uma diferença das outras pessoas: eu faço acontecer!

Eu me sinto, me escuto, me analiso, percebo o que está errado e o que eu gostaria de mudar. Procuro dentro de mim o que me faria feliz e qual o planejamento que devo fazer para chegar lá.

Muita gente diz que sou louca ou que dou o passo maior do que a perna, só que não espero nada cair do céu nem a minha vida mudar como num passe de mágica. É uma idéia muito bonita, mas irreal! O poder de transformação está em suas mãos, exclusivamente.

Há pouco mais de dois anos, eu estava desempregada, em depressão e vivendo a tal crise dos 30 (aos 32). Eu achava que não tinha nada, não era nada. Não me considerava talentosa nem competente pra vida. É uma sensação horrível! Parece que você está afundando em uma piscina sem conseguir voltar à tona. Fica sem ar.

Mas, como todo fundo de poço tem mola e eu tenho uma superfamília, minha irmã me arrastou para a terapia. Isso foi o meu oxigênio. Entender alguns conceitos, quebrar muitos paradigmas e tabus, reaprender e ter força para, literalmente, recomeçar, foram fundamentais.

Parei para pensar no que eu realmente queria para a minha vida e o que precisava fazer para chegar lá. Peguei um caderno e uma caneta e escrevi. Coloquei no papel um plano detalhado.

Estava fora do mercado (sou publicitária para quem não sabe) e voltar é muito difícil. Como boa capricorniana com ascendente em Áries, leio a palavra “difícil” como “desafio”, “combustível”.

Meu inglês estava pra lá de oxidado e algumas empresas exigiam pós-graduação e experiência no exterior! Comecei a pesquisar cursos, preços, possibilidades e todos os caminhos estavam me levando para fora do País. Decidi! Tenho um irmão que mora em Londres, então, resolvi ir para lá estudar e trabalhar, aí mataria dois coelhos, além da saudade de quatro anos do meu caçulinha. Plano perfeito!

Só isso já mudou meu ânimo, minha energia e afastou a depressão. Com a ajuda dos meus pais e o apoio de todos os meus amigos, fui para a “Terra da Rainha”, passei por muitas coisas e voltei. Outra pessoa!

De lá pra cá, não fiquei mais sem emprego, sem um objetivo e nem passei perto da tal depressão. Aprendi a dar a volta por cima e a ajudar as pessoas a fazerem o mesmo, cada uma a seu modo, claro!

Tenho certeza de que muitas de vocês já passaram ou conhecem alguém que está passando por situação semelhante, mas, entra ano, sai ano, o mundo não muda. O mundo pode não mudar, porém, sua vida pode ser outra, totalmente diferente no ano que vem. Basta se encher de coragem e dar o primeiro passo.

Meus planos para o ano-novo? Bom, continuar aqui escrevendo para vocês, fazer a minha faculdade de jornalismo, entrar num curso de dança, voltar para a Ioga e conquistar, definitivamente, um grande amor. E não duvidem, porque eu faço acontecer!

Um 2007 realmente muito novo!

Sejam felizes.



 

 

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