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Ferdinando Martins é jornalista e sociólogo, editor da revista G Magazine e crítico de teatro do site Aplauso Brasil.

Reflexão

Colaborador Amigo: Ferdinando Martins
Dicas, críticas ou sugestões!

Como saber se ele é uma roubada?

Eu tenho um amigo hétero, o Wagner, que é o sonho de toda mulher (e toda sogra): bonito, educado, trabalhador, sensível na medida certa. O Wagner é músico e, talvez por ter experiência em conquistar platéias, sabe encantar.

Quando ele está interessado em alguém, compra flores, serve vinho, faz massagem, cuida da pretendente como se ela fosse uma princesa.

Mas eu não recomendaria o Wagner para sair com nenhuma amiga minha. Sabe por
quê? Ele é uma roubada para qualquer uma que queira algo mais que sexo de
primeira qualidade e algumas noites (bem) agradáveis. Quer ver só?

Comentei que estava pensando em me inspirar nele para escrever a coluna deste mês. Sabe o que ele me disse? “Você vai falar de um cara pegador?”. É isso: o Wagner está feliz com sua condição de Don Juan e, parece, que não vai deixar de ser o grande garanhão conquistador por um bom tempo.

Não adianta ficar se culpando por ter caído em uma roubada ou querendo descobrir o que há de errado em você. A revolução sexual permitiu que as mulheres tivessem mais prazer no sexo, mas também facilitou a vida de alguns tipos de homem que são verdadeiros problemas. Pegadores, como o Wagner, são um deles.

O pegador é o tipo de homem-roubada mais fácil de ser reconhecido. É só prestar atenção. Ele anotou seu telefone em local seguro, ao invés de um papelzinho facilmente descartável? Ele quer te ver no fim de semana? Ficou
interessado em seu trabalho? Pegadores preferem conversas genéricas, nada que envolva algo mais pessoal. Se você está na dúvida, ligue no máximo duas vezes após ter saído. Se ele não responder, caia fora.

Outro tipo de homem-roubada é o aproveitador-bonzinho. A mulheres já aprenderam a reconhecer o tipo explorador-hard, aquele que não tem pudor de usar o dinheiro da namorada. Mas como ficam aqueles vagabundos fofinhos e
meiguinhos? Quer um exemplo? O Alex, personagem de Marcos Caruso na novela Páginas da Vida, da Rede Globo. Enquanto a megera Marta (Lilia Cabral) dá duro para sustentar a família, ele fica lá, brincando com o neto... E, quando aos cinqüenta anos arruma emprego de office-boy, só faz trapalhadas. Mas quem vai reclamar de um homem tão gente boa? Cuidado! O aproveitador-bonzinho é um dos piores tipos de homem-roubada, justamente porque vão chamar você de insensível quando for reclamar do folgado.


Eu já fui vítima de outro tipo cada vez mais comum de homem-roubada: o workaholic-vítima. Sabe qual é? Aquele que reclama do excesso de trabalho e usa você para ajudá-lo. Logo, logo ele começa a pedir para você cuidar da
casa dele, fazer servicinhos de secretária e até tomar parte mais ativa em sua vida, desde que os créditos sejam para ele. Eu já na namorei um professor de Lingüística reconhecidíssimo, referência nacional na área. O querido me fez até escrever artigos acadêmicos que levaram o nome dele. Ele usa a desculpa que passam muitas responsabilidades para ele e você vai lá, socorrer de graça o coitado, atolado em trabalhos remunerados.


Roubadas à parte, todo cuidado é pouco na hora de se envolver com alguém. O problema, você sabe, é que a paixão deixa a gente meio burro. O ideal é ficar longe de canoas furadas, mas nem sempre temos força ou discernimento para isso. Portanto, aproveite o que o homem-roubada tem a lhe oferecer e, quando descobrir que ele é uma verdadeira curva de rio, onde só pára o que não presta, vista seus óculos escuros e caia fora. De salto alto.

 

Incremente seu sexo

Ora, bolas! Algumas mulheres têm medo de tocar os testículos de um homem, pensando que podem machucá-los.

Também pudera! Os homens fazem altos escândalos quando
levam uma bolada lá. No entanto, uma boa pegada pode ser deliciosa para seu parceiro. A sensibilidade na região varia de caso pra caso e só tem uma maneira de descobrir qual é a homem em questão: pegando! Comece passando as mãos nas coxas. Vá subindo, acaricie a virilha (a maioria dos homens adora!) e pegue, delicadamente.

Aos poucos, siga o conselho do Che Guevara: endureça, sem perder a ternura. Deslize as bolas entre os dedos, dê uma arranhadinhas com as unhas, como se estivesse fazendo cócegas. Se a posição permitir, toque-as na hora de penetração. Seu namorado vai agradecer. Essa
brincadeira também é ótima para ser feita em lugares diferentes: enquanto ele dirige, por baixo da mesa do restaurante ou até mesmo numa escondidinha naquela festa chata de família.

Texto de Ferdinando Martins, com cessão de direito de edição e publicação exclusivos à revista feminina na Internet - Clube da Calcinha. Não é permitida a reprodução total ou parcial dos textos sem a expressa autorização do autor (a) e do portal.  




Leia também:

.Início de uma amizade verdadeira

 

 


Ajuda à leitora

O veterinário da minha gata liga para mim, mesmo após o término do tratamento da bichana. Isso já faz um mês. Na conversa, só umas indiretas, mas até agora nem um convite para tomar um sorvetinho. Uma amiga em comum diz que ele está dando um tempo com a namorada dele. O que eu faço? Sou
tímida e nunca tomo a iniciativa. Como descobrir se ele está dando um tempo
mesmo?

Amiga, entrei no site do Conselho Regional de Veterinária e lá não tem
nenhuma instrução sobre ligações telefônicas após o término do tratamento.
Ou seja, está na cara que ele quer alguma coisa – e não é com sua gata. Você diz que são “só” umas indiretas na conversa. Veja, a posição dele na história é delicada. Ele é o veterinário que você contratou e, qualquer
deslize, pode perder não só você uma cliente, mas também todos os outros que você poderia indicar. Sem contar que, na cabeça de alguns profissionais, sair com clientes não é um procedimento aceitável. É aquela história careta
do “onde se ganha o pão, não se come a carne”. Você também está em dúvida se ele está dando um tempo com a namorada. Bem, a gente bem sabe que “dar um tempo” é um eufemismo (aquela figura de linguagem que deixa as palavras menos traumatizantes) para “acabou”. “Dar um tempo” significa, na maior parte dos casos, “terminar aos pouquinhos” ou “ir se acostumando à nova
situação”. Ele pode querer voltar com a ex? Claro, mas isso não tem nada a ver com o “dar um tempo”. Agora, se o seu veterinário não perceber que você
quer conhecê-lo melhor, é quase certeza que vai cair fora. Por isso, deixe a timidez de lado e tome a iniciativa. A situação é uma dança – ele dá um
passo, você precisa dar outro. Como dizem os argentinos, é preciso duas pessoas para bailar um tango. Algumas pequenas entradas já vão sinalizar que você está disposta a ir além de vacinas e tratamentos para felinos. Vá em
frente, veja qual a reação dele e, depois decida se continua ou pára. Gays são especialistas nesse jogo: se formos muito explícitos na paquera, podemos levar uns safanões. Mas se não comunicássemos quando estamos a fim,
estaríamos todos solteiros. Por isso, o segredo é mostrar alguma disponibilidade, o suficiente para continuar a conversa, mas nem tanto que
não dê para falar que foi “só um engano” se a história não vingar. Aproveite as brechas que seu veterinário dá, descubra se tem gosto em comum, pergunte
alguma coisa pessoal, nada muito explícito. Quer uma dica? Descubra um
restaurante incrível perto do consultório e diga que você sempre quis conhecer o lugar, mas nunca teve oportunidade. Ele vai entender que é um
convite... Depois você conta pra gente se deu certo.

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