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Reflexão Consultora Amiga: Elaine Galeazzi Ser mãe
Sou uma “mãe de primeira viagem”!!! Tenho uma filha linda, linda, que chegou quando planejado. Depois de seu nascimento, todas as vezes que encontro uma grávida, digo que esta é a maior prova da existência de Deus: nós, mulheres, servimos de passagem para uma “vida”!!! Na primeira ultrassonografia tão esperada (tanto quanto o resultado do exame positivo), ao ouvir aquele barulhinho rápido, vindo de algum milímetro de vida, tudo se transforma: nosso comportamento, os objetivos, as diretrizes, o corpo (ai, nosso corpo)... Tive uma gravidez invejável (com os enjôos básicos) e maravilhosa. Guardo uma lembrança divina e com saudades daquela barriga. Dormia de lado, com a barriga nas costas do meu marido, para que ele a sentisse quase do mesmo jeito que eu. Cantava e conversava com a minha neném desde o seu primeiro dia. Falava que, aqui fora, não seria a mesma fortaleza que onde ela estava, mas que a vida “é bonita, é bonita e é bonita”!!! Em tudo, preparar sua chegada era um evento: ler um livro “orientador” (recomendo “A vida do bebê”, do Dr. Rinaldo De Lamare. Foi tudo pra mim), passar pomada no bico dos seios (não é lenda, faça ou vai se arrepender), o enxoval, o estoque de fraldas e, principalmente, o quarto (ou o berço) que tem que ser, por mais simples, um castelo (ou um trono) pronto para a chegada de uma princesa!!! Saí de casa com uma barriga enorme e com o coração na boca. Voltaria dentro de alguns dias com uma criança nos braços e toda a responsabilidade que vem junto. Parece que não vamos conseguir... Quando os olhos se cruzam pela primeira vez e a mágica acontece, é inexplicável. Naquele momento, você deixa de ser “filha” e assume o posto de “mãe”... Trecho do livro que recomendei há pouco: “Ele não é cego e sente a luz forte dos refletores em seus olhos. Ele não é surdo e ouve os ruídos dos ferros cirúrgicos e as vozes altas na sala do parto. Ele tem olfato e sente o cheiro desagradável dos desinfetantes usados”... “O bebê deve ser recebido com respeito e carinho”. O que é certo ou errado? O que fazer ou deixar de fazer? Deixá-lo dormir sozinho? Chupeta? Choro (o que está acontecendo?)? Sono? Pediatra? Marido (ai meu Deus, meu marido)? ... Calma, seu instinto ajuda em tudo e, naquele momento, tudo que fizer é certo. A fórmula? Amor incondicional, que é crescente, incontrolável, desesperador e MARAVILHOSO!!! Cada dia seguinte é uma novidade, para você, para o bebê e para o seu marido (até então ganhador do “Oscar de coadjuvante”). Você tem alguém no quarto ao lado (ou do lado na sua cama, ou deitado nela) que vai transformar sua vida! Tudo passa muito depressa. Hoje, minha filha tem três anos. Chorei de felicidade quando ela nasceu, quando mamou no meu peito, quando troquei pela mamadeira, quando foi batizada, quando andou, quando pronunciou a primeira palavra (“papai”, ai que ódio), primeiro dia na escolinha (com seis meses), mas confidencio que chorei o dia inteiro quando inesperadamente ela olhou pra mim e disse: “Mamãe, eu te amo” !!!
Elaine Galeazzi (Abril/2007) |
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