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Anita La Fey

Taróloga. Dedica-se ao estudo e prática do Tarot há 08 anos;
Ministra consultas, palestras e cursos; Também estuda numerologia, Feng Shui e Radiestesia. É nossa consultora amiga de assuntos esotéricos e vários mais.

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Alternativa

Colaboradora Amiga: Anita La Fey
Dicas, críticas ou sugestões!

Natal ou Yule?

Chega dezembro… árvores de Natal, troca de presentes, bonequinhos de neve feitos de tecido ou resina, comidas pesadas para uma ceia de verão, Papai Noel vestido com roupas quentes e desconfortáveis em pleno país tropical... mas por que???

Claro, no Cristianismo, a principal comemoração é o nascimento de Cristo. Entretanto, o que este evento tem a ver com os itens descritos anteriormente? Busquemos a origem desta festa nos ritos pagãos.

Não, cara leitora, não estamos falando de pessoas que não foram batizadas em uma igreja, ou que não acreditam em nada... Estamos falando de seguidores de religiões muito anteriores ao advento cristão. A palavra “pagão” vem do latim paganus, termo difundido como “aquele que vive no campo” e que, no campo, faz suas celebrações, pois estar vivo é uma dádiva dos deuses!

As celebrações pagãs estão diretamente ligadas aos ciclos da natureza, à comunhão do homem com o meio que o cerca e do qual tira seu sustento. Está dentro do que chamamos de “Roda do Ano”.

No Hemisfério Norte e nas terras européias e orientais, dezembro é o pico do inverno. É quando se celebra Yule – o Solstício de inverno, a mais longa noite do ano – por volta de 21 de Dezembro. É a noite de se renovar as esperanças, quando a Grande Mãe dá à luz seu filho, o deus jovem, que trará o Sol e afastará a escuridão e o frio em breve.

Era típico levar galhos de árvores sagradas para casa nessa noite, como o Pinheiro e o Azevinho – suas folhas, sempre verdes, sobrevivem à neve, simbolizam a continuação da vida, a renovação diária. Os sinos, cujo formato tem simbolismo fortemente feminino, soavam, chamando os espíritos para entrar nos lares, em clima de festa pelo nascimento do deus – “a criança prometida”.

Frutos secos (típicos desta época do ano) eram colocados sobre o altar, assim como algumas flores da estação. Geralmente, um banquete era servido, com animais assados, bolos de castanhas, frutas e vinho, e realizavam-se alguns rituais, para as pessoas renovarem o seu interior e aguardar o futuro, consolidando as esperanças de sobreviver a mais um inverno.

Outro costume muito comum era o de pendurar visco nas portas de entrada das casas, devido aos seus atributos curadores.

A decoração dos pinheiros era, na verdade, feita com símbolos do Sol, da Lua e das Estrelas, que ficavam pendurados às árvores em homenagem à grande Deusa. Em algumas regiões, também podiam representar as almas que haviam partido. Os presentes eram deixados como oferenda a diversas deidades. Também, entre alguns povos, costumava-se colocar bolas de vidro (ou de outros materiais) e frutas penduradas nos pinheiros dos jardins, para agradar o povo das fadas.

Em alguns locais da Inglaterra, fazendeiros ofereciam brindes com cidra às maiores macieiras do pomar, como gratidão pela produção de frutos.

Em Roma, havia a festa “Saturnália”, celebrada com muita música, dança, comida e bebida. Outra comemoração que existia “pras bandas de lá” era o nascimento do deus Mithra, uma deidade infantil, também chamada de deus Sol entre os Persas, entre 21 e 24 de dezembro. Naquele dia, o trabalho era suspenso inclusive na capital da Itália, e amigos e parentes trocavam presentes. Até mesmo execuções e outras penalidades eram adiadas!

Na Grécia, nascia Heracles. No Egito, acreditava-se Ísis engravidava na primavera e, na noite do inverno, dava à luz Hórus.

Bem, voltando às celebrações de Yule, como foi dito no começo deste artigo, os pagãos seguem os ciclos da natureza (leia-se as estações do ano, a época de plantação e de colheita, tudo o que rege a vida no planeta). Assim, no hemisfério sul, nada mais correto que celebrar Yule, ou Natal ou solstício de inverno, em junho!

Sim, não faz muito sentido celebrar a noite de inverno e renovar a esperança no Sol que está se formando para a próxima estação sob um calor de 40º!!! Vocês não acham?

Mas alguns adeptos ou simpatizantes destes ritos ainda mesclam ou deixam de seguir a ordem natural das coisas, uma opção pessoal.

Bem, desejo a todos os cristãos um Feliz Natal... Pois Feliz Yule só poderei desejar em Junho...

Abençoados sejam,

 

Anita La Fey

Taróloga – e pagã.

 


Quanto à figura do Papai Noel, precisaria de um artigo só sobre isso... Há muitas variações para este senhor. Uma delas está nas raízes das crenças xamânicas siberianas, em que uma deidade transitava entre os mundos e entrava nas casas pelas chaminés. Há também histórias ligadas a um santo padroeiro da Rússia que, após a morte de seus pais, doou sua herança aos pobres (aqui já temos um mito cristão).

 

 

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