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Mensagem de As Marias

da Graça para você:

"Saber rir já é uma arte, pois poucos vivem ou transitam sob a graça do bom humor.

Fazer rir é uma grande arte. Vai além de um olhar diferenciado dos acontecimentos ou de si mesma.

Fazer rir é saber se expor ao máximo confortavelmente, com dignidade e inteireza.

O que por si só já inspira um misto de respeito, surpresa e a expressão boquiaberta: "Oh! Que coragem!" Realmente são para poucas/os.

Fazer rir é possuir esta extrema sensibilidade de ir fundo nas próprias fragilidades e "erros". Poder rir disso tudo, às vezes até chorar e compartilhar generosamente com o outro.

Aquilo que "normalmente" ou comumente se quer esconder, é uma ótima oportunidade de descobrir a sua comicidade.

Fazer rir é não ter medo dos rótulos, limites ou fracassos. É descobrir todo o poder libertário/ libertador. É poder desconstruir com irreverência, crítica ou apenas o leve exercitar do poder de ser verdadeira e autêntica".

Geni Viegas, Karla Concá, Samantha Anciães e

Vera Lucia Ribeiro

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Contato:

As Marias da Graça

Rua Cons. Macedo Soares, 61/ 201 – Lagoa – Rio de Janeiro

asmariasdagraca@asmariasda

graca.com.br

www.asmariasdagraca.com.br

Serviço:

Data: 21 a 30 de setembro

Local: Espaço Sesc – Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana

(21) 2547-0156

Espetáculos: R$12,00 (estudantes pagam meia)

Espetáculos de rua e

palestras: gratuitos

Comportamento


Dicas, críticas ou sugestões!

As Marias da Graça

Elas são mulheres comuns, mas com uma história de vida surpreendente: são mulheres palhaças, que escolheram a arte do fazer rir como profissão. E por ser o primeiro grupo brasileiro do gênero, o Clube da Calcinha realizou uma entrevista exclusiva com as integrantes para saber um pouquinho mais sobre o trabalho encantador que elas realizam

Foto: Xan

Clube da Calcinha - Como surgiu a idéia de criar um grupo composto só por mulheres? Por quê no ramo de humor?

As Marias da Graça – O grupo ganhou seus narizes vermelhos em julho de 1991, durante a realização de um curso de palhaça/o, ministrado pelo ator argentino Guillermo Angelelli. No final do curso surgiu a vontade de dar continuidade e o Guillermo sugeriu que fôssemos para as ruas aos domingos, de palhaças, algo totalmente novo aqui no Brasil. Aí surgiu “As Marias da Graça’’. A metodologia do grupo consiste em ser um referencial de trabalho e aprendizado fomentando a arte da/o palhaça/o, de acordo com a visão feminina.

C.C. – Quantas mulheres fazem parte do grupo?

A.M.G. – No início eram sete, mas, atualmente, o grupo é formado por quatro mulheres: Geni Viegas, Karla Concá, Samantha Anciães e Vera Lucia Ribeiro.

C.C. – E por que o nome “As Marias da Graça”?

A.M.G. - O nome surgiu porque éramos só mulheres e queríamos ser palhaças, e é uma homenagem à Nossa Senhora, à mulher, à mãe, à estação de metrô Maria da Graça...

 

C.C. - Que tipos de apresentações vocês realizam?
A.M.G. - O grupo opta por uma atuação popular para estar presente em diversos pontos da cidade do Rio de Janeiro. Assim, como acreditamos que todos devam ter acesso à cultura, realizamos espetáculos, oficinas, performances e ações do gênero. As apresentações acontecem em teatros, festivais, associações, órgãos públicos de recreação...Sempre em eventos ligados às artes cênicas. Os espetáculos de rua ou os realizados nas comunidades são sempre gratuitos, e nos teatros a preços populares.

C.C. - O que é o “Esse Monte de Mulher Palhaça”?

A.M.G. – O nosso trabalho atual. Esse Monte de Mulher Palhaça é o único festival internacional de comicidade feminina realizado no Brasil e o terceiro no mundo, patrocinado pela Petrobras. Durante dez dias (entre 21 e 30 de setembro), vamos reunir mulheres  palhaças, bufas, comediantes, palestrantes e pesquisadoras, no Espaço SESC Copacabana. É um evento de gênero, com 21 espetáculos protagonizados por mulheres, e com espaço para se discutir a atuação da mulher na comicidade feminina, através de oficinas e palestras, trazendo uma renovação para o cenário cultural.


C.C. - O que vocês abordarão como temas nas palestras do festival?

A.M.G. - Para o ‘Esse Monte de Mulher Palhaça - 2a. edição’, convidamos sete palestrantes para falar sobre a mulher no circo, a palhaça e o humor. São elas: Cláudia Mesquita, historiadora, Regiana Antonini, escritora de teatro e tevê e Lila Monti, palhaça argentina que organiza o Seminário de Comicidade Feminina, em Buenos Aires. Elas vão falar sobre Gênero e Humor . Já, Alice Viveiros de Castro, Ermínia Silva e Verônica Tamaoki, renomadas pesquisadoras do circo no Brasil, e Sonia Grey, artista de uma tradicional família circense, vão falar sobre a atuação da mulher no circo (dentro e fora do picadeiro). 

C.C. - Qual a importância da realização de um trabalho que tem como principal objetivo promover a alegria e o riso?

A.M.G. - A/o palhaça/o trabalha com o erro, com o seu próprio ridículo. Por conta disso, temos o hábito de ver o erro, o engano como uma boa coisa, uma possibilidade de mudança. Aprendemos a conviver com a nossa maneira de ser, sem buscar uma perfeição e rir da própria imperfeição também.

C.C. - Esse trabalho reflete nas pessoas?

A.M.G. - Em nossos espetáculos, geralmente, ouvimos muitas coisas legais do público, tais como: "Vocês mudam a vida de uma pessoa. Fulano vem aqui querendo ser médico e sai querendo ser ator", "Como eu precisava disso hoje", "Elas brincam trabalhando? Ou será que trabalham brincando?”. Com essa violência que assola o país, podemos dizer que temos um ótima missão: trabalhar com a alegria. Isso acaba fazendo  bem para quem vai nos assistir, para nós e, de quebra, para nossa família.

C.C. - Vocês viajam pelo mundo levando ‘palhaçadas’?

A.M.G. - Até hoje, só viajamos para fora do Brasil três vezes. Creio que, a partir desse ano, de 2007, por causa do festival, estaremos iniciando uma carreira internacional. Aliás, já temos dois convites para o ano que vem: um para Áustria e outro para Granada (Espanha). Atualmente, viajamos muito pelo Brasil. 

C.C. –O que esperar de um show da trupe?

A.M.G. - Temos um repertório. O espetáculo “Tem Areia no Maiô” está em cartaz há 15 anos. O “Pra Frente Marias”, que é uma partida de futebol, foi feito para a Copa de 98. Atualmente, procuramos um patrocínio para remontá-lo. O espetáculo “O Bicho vai Pegar” é uma autêntica farsa de picadeiro, um resgate de uma peça do circo-teatro brasileiro. Para o “Esse Monte de Mulher Palhaça”, estamos ensaiando “Zabelinha”, baseada numa história de Câmara Cascudo. Com esses espetáculos fazemos turnês, vamos a festivais e participamos de editais. Temos também esquetes - cenas com duração, entre 8 e 15 minutos, que abordam principalmente o tema feminino, tipo: casamento, botox, plástica, filhos etc.

 

 

 

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